Irã recusa envio de urânio e Trump ameaça medidas drásticas
O impasse sobre o programa nuclear iraniano se intensifica após o Irã proibir a exportação de urânio e Trump ameaçar destruir o material e adotar medidas drásticas.
Pontos principais
- O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, proibiu a exportação de estoques de urânio enriquecido.
- O presidente Donald Trump afirmou que os EUA pretendem destruir o urânio iraniano e prometeu medidas drásticas caso um acordo não seja firmado.
- O governo iraniano avalia elevar o enriquecimento de urânio para 90%, nível necessário para a produção de ogivas nucleares.
- A instabilidade geopolítica e o impasse diplomático provocaram uma alta de mais de 4% nos preços do petróleo nesta quinta-feira.
- Trump reiterou que os EUA mantêm controle sobre o Estreito de Ormuz e garantem a livre navegação na região.
- Israel exige o fim das capacidades nucleares e de mísseis balísticos iranianos como condição para a paz.
O governo do Irã endureceu sua postura ao proibir a exportação de urânio enriquecido, medida ratificada pelo líder supremo Mojtaba Khamenei. A decisão impõe um obstáculo direto às negociações com os Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump mantém a exigência de retirada do material como condição para um acordo. Em resposta, Trump declarou que os EUA pretendem destruir o urânio enriquecido iraniano e ameaçou tomar medidas drásticas caso o país persista em seu programa nuclear. Autoridades iranianas justificam a medida como uma estratégia de defesa, cogitando elevar o enriquecimento para 90% de pureza, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condiciona o fim das hostilidades à eliminação total das capacidades nucleares e de mísseis do país.
O impasse diplomático gerou instabilidade imediata nos mercados globais de energia, com os preços do petróleo registrando alta superior a 4% nesta quinta-feira. Além da tensão nuclear, o presidente Trump reforçou que os EUA mantêm o controle sobre o Estreito de Ormuz para assegurar a livre navegação, sinalizando prontidão militar. As negociações para encerrar o conflito, iniciado em fevereiro, permanecem indefinidas, mantendo o mercado sob forte pressão enquanto a comunidade internacional monitora os desdobramentos da crise entre as potências.
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