O dólar abriu em queda nesta terça-feira, cotado a R$ 4,9842, e registra o quinto dia consecutivo em que a moeda americana se mantém abaixo da marca de R$ 5,00. A moeda chegou a perder quase 0,80%, atingindo R$ 4,950 na mínima do dia. A desvalorização da moeda ocorre em um cenário de recuo do preço do petróleo no exterior, que havia registrado uma alta de 5% no dia anterior, mas agora opera em baixa, com o Brent caindo 10% e o WTI recuando 3,6%. Durante o conflito, o dólar chegou a R$ 5,32 e o Brent atingiu US$ 119, com o fechamento do Estreito de Ormuz. Bolsas internacionais, incluindo Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, registraram alta com as notícias, e o Ibovespa se aproximou dos 200 mil pontos.
A queda do dólar e do petróleo, e a valorização do real, são atribuídas ao otimismo dos investidores em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, cujo conflito completa sete semanas. Donald Trump expressou confiança em um acordo com o Irã, sugerindo que as partes em conflito estão se aproximando de um cessar-fogo permanente. O Irã, por sua vez, anunciou a abertura completa do Estreito de Ormuz para tráfego comercial, aliviando tensões geopolíticas e indicando uma desescalada nas relações entre os países envolvidos. A estabilidade no Estreito de Ormuz é crucial para o transporte global de petróleo.
EUA e Irã estão negociando um plano de três páginas para encerrar a guerra, que inclui a liberação de US$ 20 bilhões em fundos iranianos congelados em troca da entrega do estoque de urânio enriquecido do Irã. A prioridade de Washington é impedir que o Irã mantenha acesso a quase 2.000 kg de urânio enriquecido, especialmente os 450 kg com pureza de 60%. O valor em debate é de US$ 20 bilhões, após propostas anteriores de US$ 6 bilhões (EUA) e US$ 27 bilhões (Irã). As partes discutem o destino do estoque de urânio, o montante de ativos iranianos a serem descongelados e os termos de uso desse dinheiro. Uma proposta de compromisso inclui o envio de parte do urânio altamente enriquecido para um terceiro país e a redução de pureza de outra parte no Irã sob monitoramento internacional. O memorando de entendimento (MOU) em negociação inclui uma moratória 'voluntária' no enriquecimento nuclear pelo Irã, com divergências sobre a duração (EUA: 20 anos, Irã: 5 anos). O rascunho também prevê que o Irã mantenha apenas instalações nucleares acima do solo e autorize reatores de pesquisa para isótopos médicos. O MOU também aborda o Estreito de Ormuz, mas ainda há lacunas significativas, e não está claro se mísseis balísticos e apoio a grupos regionais estão incluídos.
Em declarações na Truth Social, em entrevista à NewsNation e à Axios, Trump afirmou que o Irã concordou em não fechar mais o Estreito de Ormuz e em interromper o enriquecimento de urânio, classificando o acordo como um "dia grande e brilhante para o mundo". O presidente também declarou à Reuters que os EUA entrarão no Irã para recuperar o urânio enriquecido, um ponto central nas negociações de paz ligado ao desenvolvimento de armas nucleares. Ele disse à Bloomberg que um acordo para o fim da guerra está "quase fechado" e negou que um possível novo acordo com o Irã teria um limite de 20 anos para o não desenvolvimento de armas nucleares, afirmando que é "mais do que isso" e "não tem limite de 20 anos". Trump mencionou a recuperação de 'poeira nuclear' que ele acredita ter restado de bombardeios anteriores às instalações nucleares do Irã, realizados pelos EUA e Israel em junho do ano passado. O presidente expressou otimismo à Axios, esperando um acordo final com o Irã em "um ou dois dias", com negociadores dos EUA e Irã devendo se encontrar neste fim de semana para finalizar o acordo. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do Irã contradisse Trump, afirmando que o urânio enriquecido permanecerá no país, e que a divergência sobre o enriquecimento de urânio foi um ponto central no fracasso das negociações de paz em Islamabad. Fontes internas indicam que, embora haja progresso, ainda existem lacunas críticas no plano de paz de três páginas. Trump afirmou que não levantará o bloqueio naval ao Irã antes de um acordo e que o estreito deve estar aberto para todos. O presidente enfatizou que o acordo "tornará Israel seguro" e que "Israel sairá ótimo" do fim da guerra, exigindo o fim dos ataques israelenses ao Líbano como parte do cessar-fogo, afirmando: "Israel tem que parar. Eles não podem continuar a explodir edifícios. Eu não vou permitir isso." Trump confirmou que negociadores se reunirão em Islamabad para uma segunda rodada de conversas, com mediação do Paquistão, Egito e Turquia.
G1 Mundo • 17 abr, 16:27
G1 - Economia • 17 abr, 14:59
InfoMoney • 17 abr, 14:24
21 abr, 20:03
16 abr, 18:06
8 abr, 09:00
7 abr, 18:04
6 abr, 09:01
Carregando comentários...