Projeções da safra de café 2026 do Brasil indicam recorde com clima favorável
As projeções para a safra brasileira de café em 2026/27 foram elevadas, com a Conab indicando um recorde de 66,2 milhões de sacas e o Itaú BBA 69,3 milhões, impulsionadas por condições climáticas favoráveis.
Pontos principais
- A Conab projeta uma safra recorde de 66,2 milhões de sacas para 2026, um aumento de 17,1% em relação a 2025, superando o recorde anterior de 63,1 milhões de sacas em 2020.
- O Itaú BBA estima a safra 2026/27 em 69,3 milhões de sacas, alta de 10,1% frente à temporada anterior, atribuída a condições climáticas mais favoráveis.
- O crescimento da produção é impulsionado pelo aumento da área plantada e da produtividade, beneficiando tanto o café arábica (alta de 23,3% pela Conab) quanto o conilon (alta de 6,4% pela Conab).
- As exportações de café são projetadas para crescer 12%, alcançando 45,6 milhões de sacas, e os estoques finais devem quadruplicar para 2 milhões de sacas, segundo o Itaú BBA.
- Apesar das projeções de crescimento, a safra ainda pode ficar abaixo do recorde de 69,9 milhões de sacas de 2020/21 (Itaú BBA), e os estoques permanecem baixos, mantendo o mercado sensível ao clima.
As projeções para a safra de café do Brasil em 2026/27 foram revisadas para cima, com a Conab indicando uma colheita recorde de 66,2 milhões de sacas beneficiadas para 2026, um aumento de 17,1% em relação a 2025. Se confirmada, esta será a maior safra na série histórica da Conab, superando o recorde anterior de 63,1 milhões de sacas em 2020. O Itaú BBA, por sua vez, projeta 69,3 milhões de sacas para 2026/27, um aumento de 10,1% em comparação com a temporada anterior. Ambos os cenários são impulsionados por condições climáticas favoráveis, que beneficiaram especialmente o café arábica, e pelo aumento da área plantada e da produtividade. A produção de arábica deve crescer 23,3% (Conab) e a de conilon 6,4% (Conab), atingindo novos recordes para o tipo.
Mesmo com o crescimento robusto, a safra de 2026/27 ainda pode ficar ligeiramente abaixo do recorde de 69,9 milhões de sacas de 2020/21, segundo o Itaú BBA. As exportações de café são esperadas para aumentar em 12%, alcançando 45,6 milhões de sacas, e os estoques finais, embora projetados para quadruplicar para 2 milhões de sacas, ainda são considerados baixos. Essa situação indica que o mercado permanecerá vulnerável a futuras variações climáticas, apesar das perspectivas otimistas de produção.
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