A economia brasileira, a maior da América Latina, cresceu 2,2% em 2025, impulsionada por consumo e investimentos, apesar de desafios como inflação persistente em serviços e juros altos (Selic a 15%). O país registrou recordes em exportações de serviços (US$ 51,83 bilhões) e menor taxa de desemprego (5,1%), mas enfrentou um déficit de US$ 68,8 bilhões nas contas externas. Em 2026, espera-se uma safra recorde de café e a formalização do acordo UE-Mercosul, enquanto o governo foca na redução do "custo Brasil" e na atração de investimentos em infraestrutura.
A economia brasileira é a maior da América Latina e uma das maiores do mundo, caracterizada por sua diversidade setorial, incluindo agricultura, indústria e serviços. O país enfrenta desafios estruturais como a inflação e as altas taxas de juros, que são temas recorrentes no debate econômico nacional. Em 2025, o setor de alimentos apresentou uma desaceleração significativa, com a inflação da categoria fechando em 2,9%, após os 7% registrados no ano anterior. Apesar do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 ter sido o menor desde 2018 e ter fechado dentro da banda de tolerância, economistas expressam preocupação com a inflação de serviços, especialmente aqueles intensivos em mão de obra, indicando riscos persistentes na avaliação qualitativa. Esta persistência nos serviços tem levado o mercado a precificar um cenário de juros mais altos por mais tempo, adiando as expectativas de um corte na taxa Selic no curto prazo. No setor automotivo, a produção de veículos novos cresceu 3,5% em 2025, totalizando 2,644 milhões de unidades, impulsionada principalmente por veículos leves, enquanto a produção de pesados retraiu 9,9%. As vendas de veículos novos cresceram 2,1% em 2025, um resultado que ficou aquém da projeção inicial da Fenabrave de 5%. Mais recentemente, em novembro de 2026, o setor de serviços brasileiro recuou 0,1%, frustrando as expectativas do mercado que projetava um avanço de 0,2%, o que indica um desempenho abaixo do esperado para a economia. No cenário internacional, o Brasil se prepara para a formalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que promete criar a maior zona econômica do mundo, impactando o agronegócio e o comércio de bens de consumo. Para o setor bancário, o Goldman Sachs projeta um 2026 sólido, com expansão da carteira de crédito impulsionada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades de crédito. Em relação às contas públicas, o governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025. No entanto, excluindo despesas extraordinárias como precatórios e indenizações de aposentados, o déficit ajustado foi de R$ 13,008 bilhões, ou 0,1% do PIB, permitindo que o governo cumprisse a meta fiscal de déficit zero para o ano, que possui uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou em 13 de janeiro de 2026 que o déficit primário do governo central para 2025 seria de 0,1% do PIB, destacando uma trajetória de melhoria anual dos resultados primários. Em 19 de janeiro de 2026, Haddad defendeu que o problema da dívida pública brasileira está no elevado patamar dos juros reais, e não no déficit público, que foi reduzido em 70% em dois anos. O país também se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, visando regularizar suas contribuições e reforçar sua atuação multilateral. No mercado imobiliário, o Índice FipeZAP registrou um aumento de 9,44% no valor dos aluguéis em 2025, superando a inflação geral e indicando um mercado aquecido, embora com um ritmo de crescimento mais moderado em comparação com anos anteriores. Este aumento nos aluguéis foi mais que o dobro do IPCA, que avançou 4,26% no mesmo período, resultando em uma alta real de 4,97% nos novos contratos. A vitalidade da economia e um mercado de trabalho forte, com a taxa de desemprego atingindo 5,2% no trimestre encerrado em novembro (a menor desde 2012), são apontados como fatores que sustentaram esse crescimento. No mercado financeiro, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, demonstrou volatilidade em 15 de janeiro de 2026, fechando com alta de 0,26% a 165.568,32 pontos, após testar a marca de 166 mil pontos durante o pregão. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa superou 178 mil pontos, atingindo 178.858 pontos e registrando a melhor semana desde abril de 2020, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro. No dia 16 de janeiro de 2026, o dólar recuou 0,61%, fechando a R$5,3684, influenciado pela prévia do PIB e fatores externos, e em 23 de janeiro de 2026, fechou a R$ 5,287, acumulando queda de 3,68% no ano. A entrada líquida de capitais estrangeiros na B3 atingiu R$ 12,35 bilhões em janeiro de 2026, quase metade do saldo positivo de 2025, beneficiando o Brasil como mercado emergente. Os juros altos no país, com a Taxa Selic em 15% ao ano, continuam a atrair capital externo. Segundo o Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026, a projeção para o IPCA de 2026 caiu para 4,00%, e para 2027, 2028 e 2029 as estimativas são de 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente. O IGP-M para 2026 recuou para 3,87%, com projeções de 4,00% para 2027, 3,85% para 2028 e 3,71% para 2029. A expectativa de crescimento do PIB para 2026 e 2027 é de 1,8%, e de 2,0% para 2028 e 2029. A projeção para o dólar em 2026 é de R$ 5,50, subindo para R$ 5,51 em 2027, R$ 5,52 em 2028 e R$ 5,58 em 2029. A taxa Selic projetada para 2026 é de 12,25% ao ano, mantendo-se em 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029. Em relação às contas públicas, a meta contínua de inflação do Banco Central é de 3%, com variação aceitável entre 1,50% e 4,50%. Em relação às contas externas, o Brasil encerrou 2025 com um déficit em transações correntes de 3,02% do PIB, superando o saldo negativo do ano anterior, e registrou investimentos diretos negativos em dezembro, contrariando as expectativas de mercado. O déficit das contas externas brasileiras avançou para US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior em 11 anos, indicando que o país enviou mais dinheiro para fora do que recebeu. Em 2024, esse déficit foi de US$ 66,2 bilhões. A piora é atribuída principalmente a um superávit menor na balança comercial (US$ 59,9 bilhões em 2025 contra US$ 65,9 bilhões em 2024). A conta de serviços registrou um déficit de US$ 52,9 bilhões em 2025, e a conta de renda primária, um déficit de US$ 81,3 bilhões. O Banco Central projeta um déficit menor para 2026, de US$ 60 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil totalizaram US$ 77,6 bilhões em 2025, superando os US$ 74,1 bilhões de 2024, mas o BC estima uma queda para US$ 70 bilhões em 2026. Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 21,7 bilhões em 2025, o maior patamar em 11 anos, impulsionados pelo crescimento do PIB, da renda e pela queda de 11,18% do dólar frente ao real. Em contrapartida, os gastos de estrangeiros no Brasil atingiram um novo recorde de US$ 7,8 bilhões em 2025, com 9,29 milhões de turistas estrangeiros chegando ao país, o maior volume já registrado. O aumento do IOF sobre câmbio em meados de maio de 2025 para 3,5% para compra de moeda em espécie e remessas, e também para cartões de crédito, não impediu o crescimento dos gastos no exterior. No setor siderúrgico, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) aprovou em 28 de janeiro de 2026 a aplicação de taxas antidumping definitivas sobre importações de aço pré-pintado da China e da Índia, além de aumentar as tarifas de importação para 25% sobre determinados produtos siderúrgicos. Essas medidas são vistas como positivas para o setor, beneficiando siderúrgicas como Usiminas e CSN, embora o impacto nos preços domésticos possa ser limitado. A CSN, com cerca de 10% de suas vendas em aço pré-pintado, é a única das grandes siderúrgicas com exposição direta a este produto específico. A próxima reunião do Gecex, agendada para 12 de fevereiro de 2026, poderá discutir novas investigações antidumping para bobinas laminadas a frio e produtos laminados planos revestidos. Em janeiro de 2026, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como "inflação do aluguel", registrou alta de 0,41%, revertendo a queda de 0,01% observada em dezembro de 2025. No entanto, no acumulado de 12 meses, o indicador recuou 0,91%, marcando o terceiro mês consecutivo de retração anual, contrastando com o acumulado de 6,75% em janeiro de 2025. Os componentes do IGP-M mostraram o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) com alta de 0,34%, impulsionado por minério de ferro, carne bovina e tomate. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,51%, com pressões de cursos de ensino e gasolina. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ficou em 0,63%, com destaque para o aumento da mão de obra. Apesar da retração anual do IGP-M, a queda nos valores dos aluguéis não é garantida, pois muitos contratos preveem reajuste apenas em caso de variação positiva do índice. Em 2025, o Brasil criou 1.279.498 postos de trabalho formais, uma redução de 23,73% em comparação com 2024, influenciada pelos juros altos e pela desaceleração econômica. Todos os cinco setores da economia (Serviços, Comércio, Indústria, Construção Civil e Agropecuária) registraram saldo positivo de empregos, com o setor de Serviços liderando a criação de vagas. Todas as regiões e unidades da Federação também apresentaram saldos positivos, destacando-se São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,2% em comparação com 2024, conforme estimativa do Monitor do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Este foi o quinto ano consecutivo de crescimento, embora com uma perda de ritmo nos últimos meses do ano. O consumo das famílias avançou 1,5%, e a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) expandiu 3,6%. As exportações e importações cresceram 6,2% e 5,1%, respectivamente, e a taxa de investimento atingiu 17,1%, a maior dos últimos três anos. Em termos monetários, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,63 trilhões, e o PIB per capita R$ 59.182, ambos patamares recordes na série histórica. A economista Juliana Trece, do Ibre, apontou os juros altos (Selic a 15% em junho de 2025) e o "tarifaço" imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como fatores que contribuíram para a desaceleração do crescimento no final de 2025, apesar de o ano ter terminado com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE.
Comércio de Serviços
As exportações brasileiras de serviços atingiram um valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, com 65% desse total proveniente de serviços digitais. Esses dados foram divulgados pelo Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), uma nova ferramenta lançada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) em 28 de janeiro de 2026. A plataforma oferece estatísticas detalhadas e interativas sobre as transações internacionais de serviços do Brasil, visando ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas para a competitividade do setor. O vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, ressaltou a crescente relevância dos serviços no comércio exterior, destacando que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos. Apesar do recorde nas exportações, o Brasil registrou um déficit crônico na balança de serviços, importando US$ 104,77 bilhões em 2025, resultando em um saldo negativo de US$ 52,94 bilhões. Este déficit, somado às remessas de lucros para o exterior, contribuiu para um déficit total de US$ 68,791 bilhões nas contas externas em 2025. No entanto, esse déficit foi compensado pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 77,676 bilhões no mesmo ano, o melhor resultado desde 2014. O aumento das exportações de serviços é visto como uma estratégia para reduzir a dependência do Brasil de capitais externos.
Agricultura
Em 5 de fevereiro de 2026, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou projeções para a safra de café de 2026, indicando uma colheita recorde. A produção brasileira de café beneficiado deve atingir 66,2 milhões de sacas, um aumento de 17,1% em relação a 2025. Se confirmada, esta será a maior safra na série histórica da Conab, superando o recorde anterior de 63,1 milhões de sacas em 2020. Esse crescimento é atribuído ao aumento de 4,1% na área plantada, que totaliza 1,9 milhão de hectares, e a uma elevação de 12,4% na produtividade, alcançando 34,2 sacas por hectare. A melhora na produtividade é resultado de condições climáticas mais favoráveis e da adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras. A produção de café arábica é estimada em 44,1 milhões de sacas, um aumento de 23,3% em comparação com 2025, impulsionada pelo crescimento de área e pela bienalidade positiva. A colheita de café conilon também deve registrar um aumento de 6,4%, chegando a 22,1 milhões de sacas, estabelecendo um novo recorde para o tipo, motivado pelo crescimento da área em produção e pelas condições climáticas favoráveis.
Contexto e histórico
Historicamente, a economia brasileira tem sido marcada por ciclos de crescimento e recessão, com períodos de alta inflação e tentativas de estabilização monetária. A gestão da política monetária, especialmente a definição da taxa básica de juros, tem sido um ponto central nas discussões sobre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico. A complexidade das causas das altas taxas de juros no Brasil é frequentemente debatida, com economistas apontando para fatores estruturais além das decisões do Banco Central. Em 19 de janeiro de 2026, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o problema da dívida pública reside nos juros reais elevados, e não no déficit, que tem sido reduzido significativamente. Discussões sobre a reforma tributária e o sistema fiscal do país também são pautas constantes, impactando a tributação de empresas e investidores. No cenário recente de 2025, a estabilidade climática favoreceu colheitas recordes de itens básicos como arroz e feijão, aliviando o custo do "prato feito" para o consumidor, embora proteínas animais tenham mantido preços pressionados pelo baixo poder de compra da população. Contudo, mesmo com o IPCA geral sob controle em 2025, a avaliação qualitativa da inflação revela preocupações com o setor de serviços, que apresenta preços "estressados", particularmente em segmentos que demandam muita mão de obra, sugerindo que a inflação de serviços pode ser um desafio persistente. A divulgação do IPCA de 2025, embora dentro da meta, reforçou a percepção de que a inflação de serviços pressiona as expectativas do mercado, resultando em um avanço dos juros futuros e uma menor probabilidade de alívio na política monetária via corte da taxa Selic. No mesmo ano, o setor automotivo registrou um crescimento moderado nas vendas de veículos novos, de 2,1%, abaixo da projeção inicial de 5% da Fenabrave. A produção de veículos em 2025 alcançou 2,644 milhões de unidades, um aumento de 3,5% em relação a 2024, impulsionado por veículos leves, apesar da retração de 9,9% na produção de pesados. As exportações de veículos também tiveram um desempenho notável, crescendo 32,1% em 2025, totalizando 528.827 unidades, o melhor resultado desde 2018. Em contraste, as importações de veículos atingiram 497.765 unidades, o maior volume em 11 anos, com a China superando a Argentina como principal exportador e a entrada de seis novas marcas chinesas no mercado brasileiro. Em 2026, o governo federal anunciou um plano para reduzir o "custo Brasil" focado na reestruturação de corredores logísticos por meio de concessões, ferrovias e a implementação do sistema free flow, visando diminuir custos operacionais e aumentar a previsibilidade no setor de transportes. Indicadores de inflação como o IGP-M também são monitorados de perto, com a primeira prévia de janeiro de 2026 mostrando uma aceleração para 0,28%, após uma alta de 0,15% em dezembro. Paralelamente, o Brasil se posiciona para um marco histórico com a finalização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, cujas negociações se estendem desde 1995 e que culminarão na criação da maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 27 países da UE e 4 do Mercosul, e um mercado de 720 milhões de consumidores. No entanto, o desempenho do setor de serviços em novembro de 2026, com uma retração de 0,1% contra uma projeção de avanço de 0,2%, indica uma desaceleração que frustra as expectativas do mercado e levanta preocupações sobre a recuperação econômica. Em contrapartida, o setor bancário brasileiro tem uma projeção positiva para 2026, com o Goldman Sachs prevendo uma expansão da carteira de crédito, sustentada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades de crédito. Em relação às finanças públicas, o governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025. Contudo, ao excluir despesas extraordinárias como precatórios e indenizações de aposentados, o déficit ajustado foi de R$ 13,008 bilhões (0,1% do PIB), permitindo o cumprimento da meta fiscal de déficit zero para o ano, que tem uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou em 13 de janeiro de 2026 um déficit primário de 0,1% do PIB para o governo central em 2025, afirmando que o país demonstra uma melhoria contínua nos resultados primários. Adicionalmente, o Brasil se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, um movimento que visa regularizar suas contribuições e fortalecer sua presença multilateral. No mercado de aluguéis, o Índice FipeZAP reportou um aumento de 9,44% em 2025, superando a inflação e mostrando um mercado aquecido, embora com um ritmo de crescimento mais moderado. Este aumento foi mais que o dobro do IPCA de 4,26% no mesmo período, resultando em uma alta real de 4,97% nos novos contratos de aluguel. A vitalidade econômica e o mercado de trabalho forte, com a taxa de desemprego em 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025 (a menor da série histórica desde 2012), foram fatores que impulsionaram esse cenário. A queda do dólar em 16 de janeiro de 2026, influenciada pela prévia do PIB e pelo cenário externo, reflete a dinâmica do mercado de câmbio e a sensibilidade a indicadores econômicos e globais. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa registrou um novo recorde, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, que atingiu R$ 12,35 bilhões em janeiro, quase metade do total de 2025. A Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, tem sido um fator atrativo para esses capitais. As projeções do Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 indicam uma queda na inflação para 2026 (IPCA de 4,00% e IGP-M de 3,87%), estabilidade no crescimento do PIB (1,8% para 2026 e 2027, 2,0% para 2028 e 2029) e na taxa Selic (12,25% para 2026, 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029), mas uma alta na projeção do dólar para os anos mais longos (R$ 5,58 em 2029). Em 26 de janeiro de 2026, o Banco Central divulgou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de 3,02% do PIB em 2025, um valor superior ao ano anterior e que superou as expectativas de mercado. Os investimentos diretos no país em dezembro de 2025 também ficaram negativos, contrariando as projeções de um resultado positivo. O déficit das contas externas brasileiras em 2025 atingiu US$ 68,8 bilhões, o pior resultado em 11 anos, superando os US$ 66,2 bilhões de 2024. Este aumento no déficit está ligado a um menor superávit da balança comercial (US$ 59,9 bilhões em 2025 contra US$ 65,9 bilhões em 2024), além de déficits na conta de serviços (US$ 52,9 bilhões) e na conta de renda primária (US$ 81,3 bilhões). No entanto, os investimentos estrangeiros diretos no país aumentaram para US$ 77,6 bilhões em 2025, comparado a US$ 74,1 bilhões em 2024. Em 2025, os gastos de brasileiros no exterior alcançaram US$ 21,7 bilhões, o maior valor em 11 anos, impulsionados pela valorização do real frente ao dólar, que recuou 11,18% no ano. Apesar do aumento do IOF sobre câmbio em meados de maio de 2025, os gastos continuaram a crescer. Simultaneamente, os gastos de estrangeiros no Brasil atingiram um novo recorde de US$ 7,8 bilhões em 2025, com o país recebendo 9,29 milhões de turistas estrangeiros, o maior volume da série histórica. No setor siderúrgico, as decisões do Gecex em 28 de janeiro de 2026, incluindo a aplicação de taxas antidumping e o aumento de tarifas de importação para produtos de aço, refletem uma política de defesa comercial que busca proteger a indústria nacional. Essas medidas são vistas como um passo positivo para as siderúrgicas brasileiras, embora a eficácia a longo prazo possa ser desafiada por práticas de evasão, conforme apontado por analistas. Em 29 de janeiro de 2026, o IGP-M registrou alta de 0,41% em janeiro, mas acumulou queda de 0,91% em 12 meses, com o IPA subindo 0,34%, o IPC 0,51% e o INCC 0,63% no mês. A criação de empregos formais em 2025, embora positiva, registrou uma queda de 23,73% em relação a 2024, com 1.279.498 postos de trabalho criados, influenciada pelos juros altos e pela desaceleração econômica. Em dezembro de 2025, houve a eliminação de 618.164 empregos, o pior resultado para o mês desde 2020. Em 2025, as exportações brasileiras de serviços alcançaram um valor recorde de US$ 51,83 bilhões, dos quais 65% foram de serviços digitais, conforme o Painel ComexVis Serviços do Mdic. Apesar desse recorde, o país registrou um déficit de US$ 52,94 bilhões na balança de serviços e um déficit total de US$ 68,791 bilhões nas contas externas, compensado pelo investimento estrangeiro direto de US$ 77,676 bilhões, o melhor desde 2014.
O crescimento econômico do Brasil em 2025 foi de 2,2% em relação a 2024, segundo o Monitor do PIB da FGV. Este foi o quinto ano consecutivo de alta, embora com uma perda de ritmo nos últimos meses do ano, com o PIB ficando estável em dezembro na comparação com novembro, e no quarto trimestre em relação ao terceiro. O consumo das famílias cresceu 1,5%, e a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) expandiu 3,6%. As exportações e importações avançaram 6,2% e 5,1%, respectivamente, e a taxa de investimento atingiu 17,1%, a maior dos últimos três anos. O PIB brasileiro em valores correntes alcançou R$ 12,63 trilhões, e o PIB per capita R$ 59.182, ambos patamares recordes na série histórica. A economista Juliana Trece, do Ibre, atribuiu a perda de fôlego do PIB aos juros altos (Selic a 15% em junho de 2025) e ao "tarifaço" imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que levou à redução das vendas externas aos americanos. Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE.
Linha do tempo
Julho de 2024: Economista-chefe do Banco Master afirma que as altas taxas de juros no Brasil não são culpa do Banco Central, mas sim de causas estruturais complexas.
18 de novembro de 2025: O Banco Central decreta a liquidação extrajudicial do Banco Master. Daniel Vorcaro é preso pela Polícia Federal em São Paulo.
Meados de maio de 2025: O governo anuncia o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre câmbio para 3,5% para compra de moeda estrangeira em espécie, remessas para contas no exterior e cartões de crédito.
Meados de 2025: O governo de Donald Trump impõe uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, impactando as exportações aos EUA.
Agosto de 2025: O governo dos EUA impõe uma taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros, com exceção de cerca de 700 itens.
27 de dezembro de 2025: O STF prorroga o prazo para a isenção de Imposto de Renda (IR) sobre lucros e dividendos, atendendo parcialmente à CNI e à CNC.
2025: O Brasil se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais, regularizando suas contribuições.
2025: Os gastos de brasileiros no exterior somam US$ 21,7 bilhões, o maior valor em 11 anos. Os gastos de estrangeiros no Brasil atingem US$ 7,8 bilhões, um novo recorde.
2025: O Brasil registra 9,29 milhões de chegadas de turistas estrangeiros, o maior volume já registrado.
2025: O Brasil criou 1.279.498 postos de trabalho formais, uma redução de 23,73% em relação a 2024, com todos os setores e regiões apresentando saldo positivo, mas com eliminação de 618.164 empregos em dezembro.
2025: As exportações brasileiras de serviços alcançam o valor recorde de US$ 51,83 bilhões, com 65% provenientes de serviços digitais. O país registra um déficit de US$ 52,94 bilhões na balança de serviços e um déficit total de US$ 68,791 bilhões nas contas externas, compensado por US$ 77,676 bilhões em investimento estrangeiro direto.
2025: A economia brasileira cresce 2,2% em comparação com 2024, segundo estimativa do Monitor do PIB da FGV, atingindo R$ 12,63 trilhões em valores correntes e R$ 59.182 de PIB per capita, ambos recordes históricos. O consumo das famílias cresce 1,5%, a Formação Bruta de Capital Fixo expande 3,6%, exportações avançam 6,2% e importações 5,1%, com a taxa de investimento em 17,1%.
Trimestre encerrado em dezembro de 2025: A taxa de desemprego no Brasil cai para 5,1%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores atinge R$ 3.560, com alta de 5,7% em relação a 2024. O mercado de trabalho registra 103 milhões de pessoas ocupadas.
09 de janeiro de 2026: Dados do IBGE confirmam que a inflação de alimentos fechou 2025 em 2,9%, uma queda expressiva frente aos 7% de 2024, impulsionada pela safra recorde de arroz e feijão.
09 de janeiro de 2026: O IPCA de 2025 é anunciado como o menor desde 2018, dentro da banda de tolerância, mas economistas expressam preocupação com a inflação de serviços, especialmente os intensivos em mão de obra.
09 de janeiro de 2026: Juros futuros sobem e a probabilidade de corte na taxa Selic no curto prazo diminui, com o mercado precificando um cenário de juros mais altos por mais tempo, devido à persistência da inflação nos serviços, apesar do IPCA de 2025 ter ficado dentro da meta.
12 de janeiro de 2026: O governo anuncia um plano para reduzir o "custo Brasil" através de concessões, ferrovias e free flow, com foco na reestruturação logística para diminuir custos e aumentar a previsibilidade.
12 de janeiro de 2026: A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga que o IGP-M acelerou para 0,28% na primeira prévia de janeiro, após ter registrado alta de 0,15% em dezembro.
13 de janeiro de 2026: A Comissão Europeia dá sinal verde para um acordo final entre a União Europeia e o Mercosul, com expectativa de assinatura em 17 de janeiro, formando a maior zona econômica do mundo.
13 de janeiro de 2026: O setor de serviços brasileiro recua 0,1% em novembro, frustrando as expectativas do mercado que projetava um avanço de 0,2% para o período.
13 de janeiro de 2026: Goldman Sachs projeta um 2026 sólido para o setor bancário brasileiro, com expansão moderada a sólida da carteira de crédito, impulsionada por mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades de crédito.
13 de janeiro de 2026: A Fenabrave aponta que as vendas de veículos novos no Brasil cresceram 2,1% em 2025, abaixo da projeção inicial de 5%.
13 de janeiro de 2026: O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estima o déficit primário do governo central para 2025 em 0,1% do PIB, afirmando que o país está em uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano.
14 de janeiro de 2026: A Anfavea divulga que o Brasil produziu 2,644 milhões de veículos zero km em 2025, um aumento de 3,5% em relação a 2024. As exportações de veículos cresceram 32,1% no mesmo período, totalizando 528.827 unidades, o melhor resultado desde 2018. As importações atingiram 497.765 unidades, com a China superando a Argentina como principal exportador.
15 de janeiro de 2026: O Índice FipeZAP revela que o valor dos novos contratos de aluguéis residenciais subiu 9,44% em 2025, mais que o dobro do IPCA de 4,26%, resultando em uma alta real de 4,97%. A taxa de desemprego no Brasil atinge 5,2% no trimestre encerrado em novembro, a menor da série histórica desde 2012.
15 de janeiro de 2026: O Ibovespa fecha com acréscimo de 0,26%, a 165.568,32 pontos, após testar a marca de 166 mil pontos durante o pregão, mas perdendo fôlego no final do dia.
16 de janeiro de 2026: O dólar fecha em queda de 0,61%, cotado a R$5,3684, influenciado pela prévia do PIB e pelo cenário externo.
17 de janeiro de 2026 (expectativa): Assinatura final do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, após negociações iniciadas em 1995.
19 de janeiro de 2026: O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que o problema da dívida pública brasileira está no patamar elevado dos juros reais, e não no déficit público, que foi reduzido em 70% em dois anos. Ele propõe que o Banco Central amplie seu perímetro regulatório para fiscalizar fundos de investimento, atualmente sob a CVM.
23 de janeiro de 2026: O Ibovespa encerra a semana com alta de 8,53%, atingindo 178.858 pontos, a melhor performance semanal desde abril de 2020. O dólar comercial fecha a R$ 5,287, com queda de 1,61% na semana e 3,68% no acumulado de 2026. A B3 registra entrada líquida de R$ 12,35 bilhões de capital estrangeiro em janeiro.
26 de janeiro de 2026: O Boletim Focus divulga nova redução na projeção de inflação para 2026 (IPCA de 4,00%, IGP-M de 3,87%), mantendo o PIB em 1,8% e a Selic em 12,25% para o mesmo ano. A projeção do dólar para 2029 sobe para R$ 5,58.
26 de janeiro de 2026: O Banco Central informa que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 3,363 bilhões em dezembro de 2025, totalizando 3,02% do PIB no acumulado do ano, e investimentos diretos negativos de US$ 5,248 bilhões no mês, ambos resultados piores que as expectativas de mercado.
26 de janeiro de 2026: O Banco Central informa que o déficit das contas externas brasileiras em 2025 atingiu US$ 68,8 bilhões, o maior em 11 anos, e que os investimentos estrangeiros diretos no país totalizaram US$ 77,6 bilhões no mesmo ano. Economistas do mercado financeiro reduzem a estimativa de inflação para 2026 de 4,02% para 4% no Boletim Focus.
28 de janeiro de 2026: O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) aprova a aplicação de taxa antidumping definitiva sobre importações de aço pré-pintado da China e da Índia por até cinco anos, com margens preliminares de 21,7% para a Índia e 31,9% a 46,9% para a China. Também é aprovado o aumento das tarifas de importação de 10,8%/12,6% para 25% sobre determinados produtos siderúrgicos, como laminados a quente, chapas para embalagens, chapas e bobinas de aço inoxidável e silício, e fio máquina.
28 de janeiro de 2026: O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) lança o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), com dados inéditos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil.
29 de janeiro de 2026: O Tesouro Nacional informa que o governo central registrou um superávit primário de R$ 22,107 bilhões em dezembro de 2025, mas um déficit acumulado de R$ 61,691 bilhões no ano. Excluindo despesas extraordinárias (precatórios e indenizações de aposentados), o déficit de 2025 foi de R$ 13,008 bilhões (0,1% do PIB), cumprindo a meta fiscal de déficit zero para o ano, que tem uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.
29 de janeiro de 2026: O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registra alta de 0,41% em janeiro, após queda de 0,01% em dezembro de 2025. No acumulado de 12 meses, o indicador recua 0,91%, marcando o terceiro mês consecutivo de retração anual.
29 de janeiro de 2026: O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulga que o Brasil criou 1.279.498 postos de trabalho formais em 2025, uma queda de 23,73% em relação a 2024. Em dezembro de 2025, foram eliminados 618.164 empregos, o pior saldo para o mês desde 2020.
30 de janeiro de 2026: Dados da Pnad Contínua revelam que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.560 em 2025, um aumento de 5,7% em relação a 2024.
31 de janeiro de 2026: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebra a menor taxa de desemprego da série histórica em 2025 (5,1% no trimestre encerrado em dezembro), aliada ao aumento de 5,7% na renda média real habitual dos trabalhadores (R$ 3.560). Ele também anuncia novo aumento real do salário mínimo e isenção de IR para quem recebe até R$ 5 mil em 2026.
31 de janeiro de 2026: O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversam por telefone sobre comércio exterior, cooperação em segurança e a visita de Lula a Washington em março.
05 de fevereiro de 2026: A Conab prevê colheita recorde de café em 2026, com 66,2 milhões de sacas beneficiadas, um aumento de 17,1% em relação a 2025, impulsionado por condições climáticas favoráveis, aumento de área plantada e melhor produtividade.
05 de fevereiro de 2026: Exportações brasileiras para os Estados Unidos caem 25,5% em janeiro, totalizando US$ 2,4 bilhões, marcando o sexto mês consecutivo de retração desde a imposição de sobretaxas em meados de 2025. As importações dos EUA também caem 10,9%, resultando em um déficit de US$ 670 milhões para o Brasil na balança comercial bilateral. No mesmo mês, as exportações para a China crescem 17,4%, somando US$ 6,47 bilhões, e as importações caem 4,9%, gerando um superávit de US$ 720 milhões para o Brasil. O comércio com a União Europeia gera um superávit de US$ 310 milhões, e com a Argentina, um superávit de US$ 150 milhões, apesar das retrações nas correntes comerciais.
08 de fevereiro de 2026: É anunciado que o Brasil planeja realizar 20 leilões de infraestrutura (PPPs e concessões) até o fim do primeiro trimestre de 2026, com seis disputas em fevereiro e 14 em março. Projetos incluem a construção do novo centro administrativo de São Paulo (R$ 6 bilhões), o leilão da Rota Mogiana (R$ 9,3 bilhões), concessão de serviços em 95 escolas de Minas Gerais (R$ 1,25 bilhão), licitação do Lote Noroeste de rodovias em MG (R$ 4,72 bilhões), leilão da Saneago em Goiás (R$ 6,2 bilhões), licitação do aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro e o certame da Rota Gerais em Minas Gerais (R$ 7,3 bilhões).
12 de fevereiro de 2026 (próxima reunião Gecex): Possibilidade de inclusão na pauta de investigações antidumping sobre bobinas ou chapas laminadas a frio e produtos laminados planos revestidos.
19 de fevereiro de 2026 (previsão): Decisão final sobre investigações antidumping para bobinas ou chapas laminadas a frio.
20 de fevereiro de 2026: A Suprema Corte dos EUA derruba a política tarifária imposta pelo presidente Donald Trump ao Brasil, considerando ilegais as tarifas impostas com base em poderes de emergência. A decisão anula parte do "tarifaço" que impunha alíquotas de até 50% sobre produtos brasileiros. No mesmo dia, o presidente Donald Trump anuncia uma nova tarifa global de 10% sobre importações, buscando novos caminhos legais para manter sua política tarifária.
20 de fevereiro de 2026: O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga que a economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, de acordo com a pesquisa Monitor do PIB.
26 de fevereiro de 2026: Previsão de licitação para a construção do novo centro administrativo de São Paulo (R$ 6 bilhões).
27 de fevereiro de 2026: Previsão de leilão da Rota Mogiana, malha rodoviária de 520 km em São Paulo (R$ 9,3 bilhões).
02 de março de 2026 (previsão): Decisão final sobre investigações antidumping para produtos laminados planos revestidos.
Março de 2026 (previsto): Visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington para encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.
20 de março de 2026: Previsão de concessão de serviços de apoio em 95 unidades escolares em Minas Gerais (R$ 1,25 bilhão) e licitação do Lote Noroeste de rodovias em MG (R$ 4,72 bilhões).
25 de março de 2026: Previsão de leilão da Saneago em Goiás (R$ 6,2 bilhões).
30 de março de 2026: Previsão de concessão de travessias no reservatório de Furnas e de uma ponte na região da usina Mascarenhas de Moraes em Minas Gerais. Também está agendada a licitação do aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro.
31 de março de 2026: Previsão de certame da Rota Gerais em Minas Gerais (R$ 7,3 bilhões), pelo Governo Federal.
Principais atores
Banco Central do Brasil (BC): Instituição responsável pela política monetária e estabilidade do sistema financeiro. O ministro Fernando Haddad elogiou a atuação de Gabriel Galípolo na presidência do BC, especialmente na gestão do caso Banco Master, e propôs a ampliação do perímetro regulatório do BC para fiscalizar fundos de investimento. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reunirá na próxima semana para decidir sobre a Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. As projeções do Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 indicam a Selic em 12,25% para 2026, 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029. Em 26 de janeiro de 2026, o BC divulgou o déficit em transações correntes e os investimentos diretos de dezembro de 2025, além de informar que o déficit das contas externas em 2025 foi de US$ 68,8 bilhões e que os investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$ 77,6 bilhões no mesmo ano, projetando um déficit menor para 2026 (US$ 60 bilhões) e queda nos investimentos estrangeiros diretos para US$ 70 bilhões. A meta contínua de inflação do Banco Central é de 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Em 26 de janeiro de 2026, o BC também divulgou que os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 21,7 bilhões em 2025, o maior valor em 11 anos, e que os gastos de estrangeiros no Brasil atingiram um recorde de US$ 7,8 bilhões no mesmo ano.
IBGE: Órgão responsável pela divulgação de índices oficiais de inflação e dados de abate pecuário, além da prévia do PIB e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que aponta a taxa de desemprego e o rendimento médio dos trabalhadores. Em 2025, o IBGE registrou a menor taxa de desemprego da série histórica.
Fundação Getulio Vargas (FGV): Instituição responsável pela divulgação de indicadores econômicos como o IGP-M e o Monitor do PIB. Em 29 de janeiro de 2026, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV divulgou que o IGP-M subiu 0,41% em janeiro, com recuo de 0,91% em 12 meses. Em 20 de fevereiro de 2026, o Ibre/FGV divulgou que a economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, segundo o Monitor do PIB.
Fenabrave: Entidade responsável por divulgar os dados do setor automotivo, incluindo as vendas de veículos novos.
Anfavea: Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, responsável por divulgar dados de produção e exportação de veículos.
Banco Master: Instituição financeira que teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025.
Fundo Garantidor de Créditos (FGC): Entidade responsável pelo ressarcimento dos credores do Banco Master.
Daniel Vorcaro: Dono do Banco Master, detido em novembro de 2025.
Supremo Tribunal Federal (STF): Órgão máximo do judiciário com impacto em decisões fiscais e tributárias.
Fernando Haddad: Ministro da Fazenda, responsável por estimativas e projeções fiscais do governo central. Em 19 de janeiro de 2026, defendeu que o problema da dívida pública está nos juros reais e não no déficit, elogiou a atuação de Gabriel Galípolo no BC, propôs a ampliação da fiscalização do BC sobre fundos de investimento e expressou satisfação em ser conhecido como o ministro que taxou os mais ricos. Ele também afirmou que a economia não será o fator decisivo nas próximas eleições e que não pretende se candidatar a cargos públicos.
George Santoro: Secretário-executivo dos Transportes, envolvido no plano de redução do "custo Brasil" através da infraestrutura.
Alcides Torres (Scot Consultoria): Especialista que aponta a tendência de alta no preço da carne para 2026 devido ao ciclo pecuário e retenção de fêmeas.
Fernando Iglesias (Safras & Mercados): Analista que destaca o impacto do endividamento das famílias e eventos sazonais no consumo de proteínas.
Lucilio Alves (Cepea/USP): Pesquisador que analisa a rentabilidade e expansão da área de cultivo de grãos como arroz e feijão.
Roberto Azevêdo: Ex-diretor-geral da OMC e presidente da 9G Consultoria, participante das negociações do acordo UE-Mercosul.
Goldman Sachs: Instituição financeira que projeta um cenário positivo para o setor bancário brasileiro em 2026.
Índice FipeZAP: Indicador que monitora o preço de venda e locação de imóveis no Brasil.
Paula Reis (Grupo OLX): Economista que analisa o mercado imobiliário e a relação entre o aumento dos aluguéis e o desempenho da economia e do mercado de trabalho.
Gabriel Galípolo: Presidente do Banco Central, elogiado por Fernando Haddad por sua atuação na gestão do caso Banco Master.
Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Órgão que atualmente fiscaliza os fundos de investimento, mas que, segundo Haddad, deveria ter essa função transferida para o Banco Central.
Boletim Focus: Publicação semanal do Banco Central do Brasil que compila as projeções de mercado para os principais indicadores econômicos.
Gustavo Feliciano: Ministro do Turismo, que destacou a parceria para o recorde de chegadas de turistas estrangeiros em 2025.
Tesouro Nacional: Órgão responsável pela administração da dívida pública federal e pela divulgação dos resultados fiscais do governo central.
Comitê Executivo de Gestão (Gecex): Órgão responsável por decisões de política comercial, incluindo a aplicação de medidas antidumping e o aumento de tarifas de importação, como as aprovadas em 28 de janeiro de 2026 para produtos siderúrgicos.
Bradesco BBI: Instituição financeira que analisa o impacto das medidas do Gecex no setor siderúrgico.
CSN (CSNA3): Companhia Siderúrgica Nacional, uma das siderúrgicas beneficiadas pelas medidas antidumping, com exposição ao aço pré-pintado.
Usiminas (USIM5): Uma das principais siderúrgicas brasileiras, apontada como beneficiária das medidas de defesa comercial.
Gerdau (GGBR4): Outra grande siderúrgica brasileira, com impacto limitado nos preços domésticos das medidas do Gecex.
Morgan Stanley: Banco de investimento que analisa as decisões do Gecex e suas implicações para o mercado siderúrgico.
Itaú BBA: Banco de investimento que avalia as perspectivas para a indústria siderúrgica brasileira após as medidas de defesa comercial.
Ministério do Trabalho e Emprego: Órgão responsável pela divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic): Lançou o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços) em 28 de janeiro de 2026, com o objetivo de fornecer estatísticas detalhadas sobre o comércio de serviços. Também divulgou os dados da balança comercial de janeiro de 2026. Em 20 de fevereiro de 2026, o ministro Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% dos EUA.
Secretaria de Comércio Exterior (Secex): Responsável pelo desenvolvimento do ComexVis Serviços e pela divulgação de estatísticas oficiais sobre o comércio exterior.
Geraldo Alckmin: Vice-presidente e Ministro do Mdic, que destacou a importância estratégica do setor de serviços para o comércio exterior brasileiro. Em novembro de 2025, calculou que 22% das exportações para os EUA estavam sujeitas a sobretaxas. Em 20 de fevereiro de 2026, declarou que o Brasil manterá a competitividade com a nova tarifa global de 10% dos EUA e que a derrubada das tarifas anteriores abre espaço para ampliar o comércio.
Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente da República, que celebrou a menor taxa de desemprego e o aumento da renda em 2025, além de anunciar políticas para o salário mínimo e Imposto de Renda em 2026. Também defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a paz na Venezuela em conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump.
Mauro Vieira: Ministro das Relações Exteriores do Brasil, que conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre comércio exterior, segurança e a visita de Lula a Washington.
Donald Trump: Presidente dos Estados Unidos, com quem Lula busca aproximação comercial e já conversou sobre temas como a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a situação na Venezuela. Idealizador do "Conselho da Paz". Seu governo impôs sobretaxas a produtos brasileiros em meados de 2025. Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária imposta por ele ao Brasil, mas ele anunciou uma nova tarifa global de 10%.
Marco Rubio: Secretário de Estado dos Estados Unidos, que discutiu com Mauro Vieira sobre comércio exterior, segurança e a visita de Lula a Washington.
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab): Órgão responsável por projeções e levantamentos da safra agrícola, como a previsão de colheita recorde de café em 2026.
Governo de São Paulo: Responsável pela licitação da construção do novo centro administrativo e do leilão da Rota Mogiana.
Governo de Minas Gerais: Responsável pela concessão de serviços escolares, licitação do Lote Noroeste de rodovias e concessão de travessias em Furnas e ponte em Mascarenhas de Moraes.
Governo de Goiás: Responsável pelo leilão da Saneago.
Ministério dos Transportes: Órgão federal responsável pelo certame da Rota Gerais.
Juliana Trece: Coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, que analisou o desempenho do PIB brasileiro em 2025, apontando os juros altos e o "tarifaço" como causas da perda de fôlego.
Política Fiscal e Tributação
A política fiscal e o sistema tributário são elementos cruciais da economia brasileira. Questões como a tributação de lucros e dividendos e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil são pautas centrais. Esta última, inclusive, é apontada por especialistas como um fator que deve aquecer o consumo interno de proteínas em 2026, juntamente com o fluxo de recursos em anos eleitorais. Estímulos fiscais também são vistos como um dos impulsionadores da expansão da carteira de crédito para o setor bancário em 2026, conforme projeções do Goldman Sachs. Em relação às contas públicas, o governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025. No entanto, ao excluir despesas extraordinárias como precatórios e indenizações de aposentados, o déficit ajustado foi de R$ 13,008 bilhões, ou 0,1% do PIB. Este resultado permitiu que o governo cumprisse a meta fiscal de déficit zero para o ano, que possui uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou em 13 de janeiro de 2026 que o déficit primário do governo central para 2025 seria de 0,1% do PIB, reforçando a visão de uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano. Em 19 de janeiro de 2026, Haddad defendeu que o problema da dívida pública brasileira decorre do patamar elevado dos juros reais da economia, e não do excesso de gastos públicos, destacando que o déficit primário foi reduzido em 70% em dois anos e que a meta para o ano atual é ainda mais exigente. As mudanças no Imposto de Renda, que preveem isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto progressivamente menor para quem recebe até R$ 7.350, são esperadas para manter o setor de aluguéis aquecido no primeiro semestre de 2026. Além disso, o Brasil se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, um movimento que visa regularizar suas contribuições e fortalecer sua presença multilateral. Fernando Haddad também expressou satisfação em ser lembrado como o ministro que taxou os mais ricos, incluindo offshore, fundos familiares fechados, paraísos fiscais e dividendos, afirmando que a "taxação BBB" (banco, bet e bilionário) saiu do papel. Em meados de maio de 2025, o governo aumentou o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre câmbio para 3,5% para compra de moeda estrangeira em espécie, remessas para contas no exterior e operações com cartões de crédito, visando encarecer a compra de moeda estrangeira.
Acordos Comerciais Internacionais
O Brasil tem buscado fortalecer sua posição no comércio global através de acordos internacionais. Um marco significativo é o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, cujas negociações se estenderam por três décadas, desde a assinatura da primeira ata em 1995. Em 13 de janeiro de 2026, a Comissão Europeia deu sinal verde para a finalização do pacto, com a assinatura final esperada para 17 de janeiro de 2026. Este acordo histórico criará a maior zona econômica do mundo, unindo 27 países da UE e 4 do Mercosul, incluindo o Brasil, representando 25% da riqueza global e um mercado de 720 milhões de consumidores. Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC e participante das negociações, descreve o acordo como "ganha-ganha", com potencial para baratear produtos europeus no Brasil, como vinhos e chocolates premium, e reposicionar o país no cenário comercial mundial, além de impactar o agronegócio brasileiro. No que tange ao comércio automotivo, as exportações de veículos brasileiros cresceram 32,1% em 2025, atingindo 528.827 unidades, o melhor resultado desde 2018. Por outro lado, as importações de veículos atingiram o maior volume dos últimos 11 anos, com 497.765 unidades, e a China superou a Argentina como principal exportador para o Brasil em 2025, impulsionada pela expansão de novas marcas chinesas no mercado nacional. Além disso, o Brasil demonstra seu compromisso com a atuação multilateral ao se preparar para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025, regularizando suas contribuições. O comércio de serviços também ganhou destaque, com as exportações brasileiras atingindo um recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, impulsionadas por serviços digitais, conforme dados do novo Painel ComexVis Serviços do Mdic. Apesar desse desempenho, o país registrou um déficit de US$ 52,94 bilhões na balança de serviços em 2025. As relações comerciais com os Estados Unidos também são um ponto central, com o Brasil buscando uma aproximação para reverter a taxação de produtos brasileiros imposta pelos EUA em agosto de 2025. Embora parte do "tarifaço" tenha sido derrubada, produtos como máquinas, móveis e calçados ainda são afetados por taxação extra.
Políticas Comerciais e Setoriais
Em 28 de janeiro de 2026, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) aprovou medidas significativas de defesa comercial para o setor siderúrgico. Foi determinada a aplicação de uma taxa antidumping definitiva sobre as importações de aço pré-pintado da China e da Índia por um período de até cinco anos. As margens antidumping preliminares indicam 21,7% para a Índia e entre 31,9% e 46,9% para a China. Adicionalmente, o Gecex aprovou o aumento das tarifas de importação de 10,8% (ou 12,6% em alguns casos) para 25% sobre determinados produtos siderúrgicos, incluindo alguns laminados a quente, chapas para embalagens, chapas e bobinas de aço inoxidável e silício, além de fio máquina. O Bradesco BBI avalia essas medidas como positivas para as siderúrgicas brasileiras, embora o impacto nos preços domésticos possa ser limitado, especialmente para produtos onde a penetração de importações já vinha diminuindo. A CSN (CSNA3) é a única entre as siderúrgicas mencionadas com exposição direta ao aço pré-pintado, representando cerca de 10% de suas vendas. Analistas do Morgan Stanley e Itaú BBA também veem a decisão como um fator positivo para o sentimento do mercado e para a indústria siderúrgica nacional, destacando Usiminas e CSN como principais beneficiárias. No entanto, há ceticismo quanto à eficácia a longo prazo devido à prevalência histórica de práticas de evasão. A próxima reunião ordinária do Gecex está agendada para 12 de fevereiro de 2026, com a possibilidade de incluir na pauta investigações antidumping sobre bobinas ou chapas laminadas a frio (com decisão final prevista para 19 de fevereiro de 2026) e produtos laminados planos revestidos (com decisão final prevista para 2 de março de 2026). No setor de serviços, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) lançou em 28 de janeiro de 2026 o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), uma ferramenta que reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços. A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), visa ampliar a transparência e apoiar a formulação de políticas para aumentar a competitividade do setor de serviços na inserção internacional do país. O vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, enfatizou a importância estratégica dos serviços, inclusive no valor adicionado às exportações de manufaturados.
Relações Internacionais e Comércio Exterior
O Brasil tem intensificado seus esforços diplomáticos para fortalecer o comércio exterior e a cooperação internacional. Em 31 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversaram por telefone sobre o aprofundamento das relações comerciais e a cooperação na área de segurança. A conversa também abordou detalhes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, prevista para março de 2026. Esta aproximação ocorre em um contexto de busca por melhorias nas relações comerciais bilaterais, especialmente para reverter a taxação de produtos brasileiros imposta pelos EUA em agosto de 2025. Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária imposta pelo presidente Donald Trump, considerando ilegais as tarifas baseadas em poderes de emergência. Esta decisão anulou parte relevante do chamado "tarifaço", que impunha alíquotas de até 50% sobre produtos brasileiros. O ministro Geraldo Alckmin avaliou a decisão como "muito importante" para o Brasil, abrindo espaço para ampliar as trocas comerciais e destacando que, no auge das medidas, 37% das exportações brasileiras eram oneradas, percentual que caiu para 22% no fim de 2025 após negociações diplomáticas. Contudo, o presidente Donald Trump reagiu à decisão anunciando que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação de uma nova taxa global de 10% sobre importações, a ser aplicada a todos os países exportadores. Alckmin declarou que o Brasil não perderá competitividade com essa nova tarifa global, pois ela se aplica a todos, mantendo o país em igualdade de condições no mercado norte-americano. Setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores. Produtos estratégicos como aço e alumínio, atingidos pela Seção 232 da legislação americana (que permite impor tarifas sobre importações consideradas ameaça à segurança nacional), ainda podem ter desdobramentos jurídicos. O ministro reforçou que o Brasil não gera déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral. As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram uma queda de 25,5% em janeiro de 2026, totalizando US$ 2,4 bilhões, marcando o sexto mês consecutivo de retração desde a imposição das sobretaxas pelo governo de Donald Trump em meados de 2025. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) estima que 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a alíquotas extras que variam entre 40% e 50%. Em contrapartida, as exportações para a China cresceram 17,4% em janeiro de 2026, atingindo US$ 6,47 bilhões. O Brasil, sob a liderança de Lula, busca uma aproximação com os EUA no comércio, ao mesmo tempo em que defende a Organização das Nações Unidas (ONU) como o principal órgão de política multilateral, pauta histórica do país. Lula tem criticado a proposta do "Conselho da Paz", idealizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para gerir o futuro da Faixa de Gaza, e ainda não respondeu ao convite para integrar o colegiado. Em conversas anteriores, Lula e Trump já haviam discutido a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU e a importância de manter a paz na Venezuela. Ambos os países também expressaram o desejo de avançar na cooperação no combate ao crime organizado transnacional, com o Brasil propondo o congelamento de ativos de organizações criminosas e um maior intercâmbio de informações financeiras. A segurança na região, incluindo o combate ao narcotráfico, é um tema prioritário para os EUA, que aumentaram sua presença militar na região, culminando no sequestro do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026, por tropas dos EUA.
Balança de Pagamentos e Investimentos
O Brasil encerrou o ano de 2025 com um déficit em transações correntes de US$ 3,363 bilhões em dezembro, resultando em um acumulado de 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB) em 12 meses, um valor superior ao saldo negativo do ano anterior. Este resultado ficou acima da expectativa de mercado, que projetava um déficit de US$ 5,3 bilhões para dezembro. Os investimentos diretos no país (IDP) também apresentaram um desempenho aquém do esperado, ficando negativos em US$ 5,248 bilhões em dezembro, contra uma projeção de resultado positivo de US$ 1,0 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Banco Central em 26 de janeiro de 2026. O déficit das contas externas brasileiras avançou para US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior em 11 anos, indicando que o país enviou mais dinheiro para fora do que recebeu. Em 2024, esse déficit foi de US$ 66,2 bilhões. A piora está relacionada principalmente a um superávit menor na balança comercial, que foi de US$ 59,9 bilhões em 2025 (contra US$ 65,9 bilhões em 2024). A conta de serviços registrou um déficit de US$ 52,9 bilhões em 2025, enquanto a conta de renda primária apresentou um déficit de US$ 81,3 bilhões. O Banco Central projeta um déficit menor para 2026, de US$ 60 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos no país (IED) totalizaram US$ 77,6 bilhões em 2025, um aumento em relação aos US$ 74,1 bilhões de 2024. Para 2026, o Banco Central estima uma queda nos investimentos estrangeiros diretos para US$ 70 bilhões. Em 2025, os gastos de brasileiros no exterior atingiram US$ 21,7 bilhões, o maior valor em 11 anos, impulsionados pela valorização do real frente ao dólar, que recuou 11,18% no ano. Em contrapartida, os gastos de estrangeiros no Brasil alcançaram um novo recorde de US$ 7,8 bilhões em 2025, superando o recorde anterior de US$ 7,34 bilhões em 2024. O país também registrou o maior volume de chegadas de turistas estrangeiros na série histórica, com 9,29 milhões de visitantes em 2025. O recorde de exportações de serviços, que somaram US$ 51,83 bilhões em 2025, é um fator positivo, mas não foi suficiente para reverter o déficit crônico da balança de serviços, que fechou em US$ 52,94 bilhões negativos no mesmo ano. A dependência de capitais externos, como investimentos diretos e recursos da bolsa de valores, permanece crucial para o equilíbrio do balanço de pagamentos e a manutenção das reservas internacionais. Em janeiro de 2026, a balança comercial bilateral com os Estados Unidos registrou um déficit de US$ 670 milhões para o Brasil, enquanto com a China, o Brasil obteve um superávit de US$ 720 milhões. O comércio com a União Europeia gerou um superávit de US$ 310 milhões, e com a Argentina, um superávit de US$ 150 milhões.
Mercado de Trabalho
Em 2025, o Brasil registrou a criação de 1.279.498 postos de trabalho formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados em 29 de janeiro de 2026. Este saldo representa uma redução de 23,73% em comparação com 2024, quando 1.677.575 empregos foram criados. A queda na criação de vagas é atribuída aos juros altos e à desaceleração econômica. Em dezembro de 2025, mês tradicionalmente marcado por demissões, foram eliminados 618.164 empregos, o pior saldo para o mês desde dezembro de 2020. Apesar da redução geral, todos os cinco setores pesquisados pelo Caged apresentaram saldo positivo de empregos em 2025: Serviços (758.355 postos), Comércio (247.097), Indústria (144.319), Construção Civil (87.878) e Agropecuária (41.870). O setor de Serviços foi o principal motor da criação de vagas, com destaque para informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (318.460 postos), e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (194.903 vagas). Na indústria, a indústria de transformação liderou com 114,127 vagas. Todas as cinco regiões do país e todas as unidades da Federação registraram saldos positivos de empregos em 2025. Os estados com maior destaque na criação de vagas foram São Paulo (+311.228), Rio de Janeiro (+100.920) e Bahia (+94.380).
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados em 30 de janeiro de 2026, revelaram que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.560 em 2025, representando um aumento de 5,7% em relação a 2024. Cerca de 5,5 milhões de pessoas buscaram trabalho nos três últimos meses de 2025, e o mercado de trabalho atingiu um recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas. O crescimento do emprego foi observado tanto em vagas com carteira assinada quanto entre os trabalhadores por conta própria. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou esses resultados em 31 de janeiro de 2026, destacando o aumento da renda da população e anunciando um novo aumento real do salário mínimo e a isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil para 2026.
Infraestrutura e Investimentos Públicos
O Brasil projeta um cenário aquecido para o mercado de licitações de infraestrutura no primeiro trimestre de 2026, com a realização de 20 certames envolvendo Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões. Em fevereiro, estão previstas seis disputas, com destaque para projetos no estado de São Paulo. No dia 26, o governo paulista pretende licitar a construção de seu novo centro administrativo na capital, um projeto orçado em R$ 6 bilhões. No dia seguinte, 27 de fevereiro, ocorrerá o leilão da Rota Mogiana, uma malha rodoviária de 520 km que deve atrair R$ 9,3 bilhões em melhorias. A agenda de março é ainda mais robusta, com 14 leilões agendados na Bolsa de Valores (B3). O governo de Minas Gerais concentra grande parte dessas movimentações, planejando conceder, no dia 20, os serviços de apoio de 95 unidades escolares, com aporte de R$ 1,25 bilhão, além de licitar o Lote Noroeste de rodovias, que prevê R$ 4,72 bilhões em intervenções. Para o dia 30 de março, os mineiros agendaram a concessão de travessias no reservatório de Furnas e de uma ponte na região da usina Mascarenhas de Moraes. Outras regiões também terão processos de peso no final de março. Em Goiás, o leilão da Saneago está marcado para o dia 25, focando na universalização do saneamento com investimentos de R$ 6,2 bilhões. Já no dia 30, o destaque é a licitação do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Para encerrar o mês, o Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, marcou para o dia 31 o certame da Rota Gerais, em Minas Gerais, com previsão de R$ 7,3 bilhões em recursos. Essa intensa movimentação de leilões reflete a estratégia do país de utilizar PPPs e concessões para atrair investimentos e desenvolver a infraestrutura, visando a redução do "custo Brasil" e o estímulo ao crescimento econômico.
Perspectivas para 2026
O cenário para 2026 indica novas pressões inflacionárias no setor de alimentos. A expectativa é de alta nos preços da carne bovina devido à redução do abate de fêmeas e períodos de seca. Além disso, eventos como as eleições e a Copa do Mundo, somados à ampliação da isenção de IR, devem elevar a demanda interna, enquanto o alto endividamento das famílias mantém a pressão sobre proteínas mais baratas, como frango e ovos. A persistência da inflação de serviços, especialmente os intensivos em mão de obra, também é um ponto de atenção para a estabilidade econômica geral, levando a uma menor probabilidade de cortes na taxa Selic e a um cenário de juros mais altos por mais tempo, conforme precificado pelo mercado após a divulgação do IPCA de 2025. Em 19 de janeiro de 2026, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que há espaço para a redução da taxa Selic, atualmente em 15%, e elogiou a atuação de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central. O desempenho do setor de serviços em novembro de 2026, com uma retração de 0,1% contra uma projeção de avanço de 0,2%, adiciona uma camada de preocupação sobre a recuperação econômica e a estabilidade do setor. O governo também foca na redução do "custo Brasil" por meio de investimentos em infraestrutura e logística, como concessões, ferrovias e free flow, visando melhorar a competitividade e o ambiente de negócios. A aceleração do IGP-M na primeira prévia de janeiro de 2026 para 0,28% (ante 0,15% em dezembro) reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos indicadores inflacionários. No âmbito internacional, a formalização do acordo UE-Mercosul em janeiro de 2026 é vista como um fator que pode impulsionar o comércio exterior brasileiro e diversificar a oferta de produtos para o consumidor. O compromisso do Brasil com a regularização de suas contribuições a organismos internacionais, com a quitação de R$ 2,2 bilhões em 2025, também reforça sua posição no cenário global. Em contraste com alguns desafios, o setor bancário brasileiro tem uma perspectiva sólida para 2026, com o Goldman Sachs projetando uma expansão moderada a sólida da carteira de crédito, impulsionada por um mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e a introdução de novas modalidades de crédito. Para o setor automotivo, a produção de veículos em 2025, com um crescimento de 3,5% e 2,644 milhões de unidades, e o aumento de 32,1% nas exportações, sinalizam uma recuperação, embora a produção tenha ficado abaixo das expectativas iniciais da Anfavea. Adicionalmente, o governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025, mas um déficit ajustado de R$ 13,008 bilhões (0,1% do PIB) após a exclusão de despesas extraordinárias, cumprindo a meta fiscal do ano. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou em 13 de janeiro de 2026 um déficit primário de 0,1% do PIB para o governo central em 2025, indicando uma melhoria nos resultados fiscais. No mercado imobiliário, o aumento de 9,44% nos aluguéis em 2025, conforme o Índice FipeZAP, sugere que este setor continuará aquecido, com os reajustes superando a inflação geral. A economista Paula Reis projeta que o cenário de reajustes de aluguéis acima da inflação deve se manter no primeiro semestre de 2026, porém em um ritmo menor, impulsionado pelo aumento do salário mínimo acima da inflação e pelas mudanças no Imposto de Renda. No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em 15 de janeiro de 2026 com alta, atingindo 165.568,32 pontos, após ter testado a marca de 166 mil pontos, o que demonstra a dinâmica do mercado acionário. Em 23 de janeiro de 2026, o Ibovespa atingiu 178.858 pontos, com alta de 8,53% na semana, a melhor desde abril de 2020, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro. A queda do dólar em 16 de janeiro de 2026, influenciada pela prévia do PIB, também é um fator a ser considerado nas perspectivas econômicas, indicando a sensibilidade do câmbio a indicadores internos e externos. Em 23 de janeiro de 2026, o dólar fechou a R$ 5,287, acumulando queda de 3,68% no ano. Fernando Haddad também afirmou que a economia não será um fator decisivo nas próximas eleições presidenciais, citando segurança pública e combate à corrupção como temas mais relevantes, e que não pretende se candidatar a cargos públicos nas próximas eleições, embora a decisão final não esteja definida com o presidente Lula. As projeções do Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 para 2026 indicam um IPCA de 4,00% e IGP-M de 3,87%, com crescimento do PIB de 1,8% e taxa Selic de 12,25%. Para os anos seguintes, as estimativas apontam para um IPCA de 3,80% (2027), 3,50% (2028 e 2029), IGP-M de 4,00% (2027), 3,85% (2028) e 3,71% (2029). O PIB deve crescer 1,8% em 2027 e 2,0% em 2028 e 2029. A Selic é projetada em 10,50% (2027), 10,00% (2028) e 9,50% (2029). O dólar é esperado em R$ 5,50 (2026), R$ 5,51 (2027), R$ 5,52 (2028) e R$ 5,58 (2029). Além disso, o déficit em transações correntes de 2025, de 3,02% do PIB, e os investimentos diretos negativos em dezembro de 2025, conforme divulgado pelo Banco Central em 26 de janeiro de 2026, adicionam um elemento de cautela às perspectivas econômicas, indicando desafios nas contas externas do país. O Banco Central projeta um rombo menor nas contas externas para 2026, de US$ 60 bilhões, com expectativa de aumento do saldo comercial e recuos nos déficits de serviços e renda primária. Contudo, a instituição também prevê uma queda nos investimentos estrangeiros diretos para US$ 70 bilhões em 2026. O mercado financeiro projeta relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, com o dólar terminando 2026 em R$ 5,50, apesar do período eleitoral, que costuma pressionar a moeda para cima. As perspectivas para 2026 também consideram o impacto dos gastos de brasileiros no exterior, que atingiram o maior patamar em 11 anos em 2025 (US$ 21,7 bilhões), e o recorde de gastos de estrangeiros no Brasil (US$ 7,8 bilhões), impulsionados pela queda do dólar e pelo aumento do fluxo turístico. No setor siderúrgico, as medidas antidumping e o aumento de tarifas de importação aprovados pelo Gecex em 28 de janeiro de 2026, embora com impacto limitado nos preços domésticos no curto prazo, criam um ambiente mais favorável para a indústria nacional, com expectativa de discussões sobre novas medidas em reuniões futuras do Gecex em fevereiro e março de 2026. Em 29 de janeiro de 2026, o IGP-M registrou alta de 0,41% em janeiro, mas acumulou queda de 0,91% em 12 meses, com o IPA subindo 0,34%, o IPC 0,51% e o INCC 0,63% no mês, influenciando as perspectivas para o mercado de aluguéis. A criação de 1.279.498 postos de trabalho formais em 2025, embora positiva, representa uma desaceleração em relação a 2024, refletindo a pressão dos juros altos e a economia mais lenta. A eliminação de 618.164 empregos em dezembro de 2025, o pior resultado para o mês desde 2020, sinaliza desafios contínuos no mercado de trabalho. O recorde nas exportações de serviços em 2025, totalizando US$ 51,83 bilhões, é um ponto positivo que pode contribuir para a redução da dependência de capitais externos, apesar do déficit na balança de serviços de US$ 52,94 bilhões no mesmo ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou em 31 de janeiro de 2026 os resultados de 2025 no mercado de trabalho, destacando a menor taxa de desemprego da série histórica e o aumento da renda da população, e reiterou o compromisso com o aumento real do salário mínimo e a isenção de IR para quem recebe até R$ 5 mil em 2026. As relações com os Estados Unidos, incluindo a visita de Lula a Washington em março de 2026 e as discussões sobre comércio e segurança, são elementos importantes para as perspectivas econômicas e geopolíticas do Brasil. Além disso, a Conab prevê uma colheita recorde de café em 2026, com um aumento de 17,1% na produção, impulsionada por condições climáticas favoráveis e melhor produtividade, o que pode impactar positivamente o setor agrícola e as exportações do país. Em janeiro de 2026, as exportações brasileiras para os EUA caíram 25,5% e as importações dos EUA recuaram 10,9%, resultando em um déficit de US$ 670 milhões para o Brasil. Em contraste, as exportações para a China cresceram 17,4% e as importações caíram 4,9%, gerando um superávit de US$ 720 milhões. O comércio com a União Europeia resultou em um superávit de US$ 310 milhões, e com a Argentina, um superávit de US$ 150 milhões. A derrubada da política tarifária de Donald Trump pela Suprema Corte dos EUA em 20 de fevereiro de 2026 pode aliviar as pressões sobre as exportações brasileiras para o mercado americano.
Termos importantes
Taxa de juros: Custo do dinheiro emprestado, influenciando investimentos e consumo. A expectativa de juros mais altos por mais tempo impacta diretamente o cenário econômico. O Ministro Haddad defende que o problema da dívida pública está no patamar elevado dos juros reais. A Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, é um fator atrativo para capitais estrangeiros. As projeções do Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 indicam a Selic em 12,25% para 2026, 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029.
Inflação: Aumento generalizado de preços; em 2025, a inflação de alimentos foi de 2,9% e o IPCA geral foi o menor desde 2018, mas a persistência da inflação em serviços preocupa o mercado. Indicadores como o IGP-M também são cruciais para a avaliação da inflação. O aumento dos aluguéis em 2025 (9,44%) superou a inflação geral (IPCA de 4,26%), resultando em uma alta real de 4,97%. O mercado financeiro reduziu para 3,95% a projeção de inflação para 2026. Segundo o Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026, a projeção para o IPCA de 2026 caiu para 4,00%, e para 2027, 2028 e 2029 as estimativas são de 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente. O IGP-M para 2026 recuou para 3,87%, com projeções de 4,00% para 2027, 3,85% para 2028 e 3,71% para 2029. Os preços administrados dentro do IPCA são projetados em 3,76% para 2026, 3,71% para 2027, 3,50% para 2028 e 3,50% para 2029. A meta contínua de inflação do Banco Central é de 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. O IPCA chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025.
Liquidação extrajudicial: Processo administrativo para encerrar atividades de instituições financeiras insolventes. O caso do Banco Master foi citado por Haddad como um problema herdado pela atual gestão do Banco Central.
Ciclo Pecuário: Oscilação plurianual da produção e preços da carne, influenciada pelo abate ou retenção de fêmeas.
Taxa Selic: Taxa básica de juros da economia, cuja expectativa de corte foi adiada devido à pressão inflacionária nos serviços. Atualmente em 15% ao ano, é um dos maiores níveis em quase 20 anos. Fernando Haddad defende que há espaço para a redução da Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá na próxima semana para avaliar seu futuro. O Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 projeta a Selic em 12,25% para 2026, 10,50% para 2027, 10,00% para 2028 e 9,50% para 2029. A Selic elevada age de forma restritiva na economia, encarecendo operações de crédito e desestimulando investimentos e consumo.
Custo Brasil: Conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento e a produção no país, e que o governo busca reduzir com medidas de infraestrutura.
IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado): Importante indicador de inflação, calculado pela FGV, que reflete a variação de preços em diversas etapas da economia. Em janeiro de 2026, o IGP-M subiu 0,41%, revertendo a queda de 0,01% de dezembro de 2025, mas acumulou recuo de 0,91% em 12 meses. Seus principais componentes são o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). O Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 projeta o IGP-M em 3,87% para 2026, 4,00% para 2027, 3,85% para 2028 e 3,71% para 2029. Apesar de ser conhecido como "inflação do aluguel", um IGP-M acumulado negativo não garante a queda nos valores dos aluguéis, pois muitos contratos preveem reajuste apenas em caso de variação positiva.
Acordo UE-Mercosul: Pacto comercial entre a União Europeia e o Mercosul, com expectativa de assinatura em janeiro de 2026, visando criar a maior zona de livre comércio do mundo.
Carteira de crédito: Conjunto de empréstimos e financiamentos concedidos por instituições financeiras, cuja expansão é um indicador de crescimento econômico e bancário.
Fenabrave: Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, fonte de dados sobre o desempenho do setor automotivo.
Anfavea: Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, fonte de dados sobre a produção e exportação de veículos.
Déficit primário: Resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. O governo central registrou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025, mas um déficit ajustado de R$ 13,008 bilhões (0,1% do PIB) após a exclusão de despesas extraordinárias, cumprindo a meta fiscal de déficit zero para o ano. Haddad argumenta que o problema da dívida pública não está no déficit, que foi reduzido em 70% em dois anos, mas sim nos juros reais.
Índice FipeZAP: Indicador que monitora o preço de venda e locação de imóveis no Brasil, mostrando um aumento de 9,44% nos aluguéis em 2025, com Barueri (SP) e Belém (PA) entre as cidades mais caras. Este índice também registrou que apenas Campo Grande (MS) e São José (SC) tiveram queda nos preços de aluguel entre os municípios monitorados.
Taxa de desemprego: Percentual da força de trabalho que está desempregada. No trimestre encerrado em novembro de 2025, atingiu 5,2%, a menor da série histórica desde 2012, contribuindo para a vitalidade econômica e o aumento dos aluguéis. No trimestre encerrado em dezembro de 2025, a taxa de desemprego caiu para 5,1%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
Ibovespa: Principal índice de referência do mercado acionário brasileiro, refletindo o desempenho das ações mais negociadas na bolsa de valores. Em 23 de janeiro de 2026, atingiu 178.858 pontos, registrando a melhor semana desde abril de 2020.
Dólar: Moeda americana, cuja cotação frente ao real é um importante indicador econômico, influenciada por fatores internos como a prévia do PIB e externos. Em 23 de janeiro de 2026, fechou a R$ 5,287, acumulando queda de 3,68% no ano. O Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 projeta o dólar em R$ 5,50 para 2026, R$ 5,51 para 2027, R$ 5,52 para 2028 e R$ 5,58 para 2029. O mercado financeiro projeta relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, com o dólar terminando 2026 em R$ 5,50, apesar do período eleitoral. Em 2025, o dólar recuou 11,18% frente ao real, a maior queda em quase 10 anos.
Prévia do PIB: Estimativa antecipada do Produto Interno Bruto, utilizada como um termômetro da atividade econômica e que pode influenciar o mercado financeiro, incluindo a cotação do dólar. O Monitor do PIB da FGV é uma prévia do PIB oficial. O Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 projeta o crescimento do PIB em 1,8% para 2026 e 2027, e em 2,0% para 2028 e 2029. O Ministério da Fazenda reduziu sua estimativa para o PIB de 2026 para 2,3%.
Organismos Internacionais: Entidades como a ONU, FMI, Banco Mundial, entre outros, para os quais o Brasil realiza contribuições financeiras para apoiar a cooperação e o desenvolvimento global. O país se prepara para quitar R$ 2,2 bilhões em dívidas com esses organismos em 2025, reforçando seu compromisso multilateral.
Perímetro regulatório do Banco Central: Refere-se ao escopo de atuação e fiscalização do Banco Central. Fernando Haddad propôs a ampliação desse perímetro para incluir a fiscalização de fundos de investimento, atualmente sob a CVM.
Taxação de ricos: Medidas fiscais que visam aumentar a arrecadação de impostos de indivíduos e empresas de alta renda, incluindo a taxação de offshore, fundos familiares fechados, paraísos fiscais e dividendos, conforme defendido pelo Ministro Haddad. Para 2026, o governo anunciou a isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
Entrada de capital estrangeiro: Fluxo de investimentos de outros países para o Brasil, que em janeiro de 2026 atingiu R$ 12,35 bilhões na B3, impulsionando o mercado de ações e valorizando o real.
Boletim Focus: Publicação semanal do Banco Central do Brasil que compila as projeções de mercado para os principais indicadores econômicos, incluindo inflação (IPCA, IGP-M, preços administrados), PIB, câmbio e taxa Selic.
Déficit em transações correntes: Diferença negativa entre os recebimentos e pagamentos do país com o exterior em operações de bens, serviços, renda e transferências unilaterais. Em 2025, o Brasil registrou um déficit de 3,02% do PIB, e o déficit das contas externas, que engloba essas transações, atingiu US$ 68,8 bilhões, o maior em 11 anos.
Investimentos Diretos no País (IDP): Fluxo de capital estrangeiro destinado a investimentos produtivos de longo prazo no Brasil, como a criação ou aquisição de empresas. Em dezembro de 2025, o IDP ficou negativo em US$ 5,248 bilhões, contrariando as expectativas de mercado. No acumulado de 2025, os investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$ 77,6 bilhões, com projeção de queda para US$ 70 bilhões em 2026.
Meta contínua de inflação: Novo sistema de meta de inflação adotado pelo Banco Central desde o início de 2025, com o objetivo de manter a inflação em 3% e uma banda de tolerância entre 1,50% e 4,50%.
Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF): Tributo federal que incide sobre diversas operações financeiras. Em meados de maio de 2025, o IOF sobre câmbio foi aumentado para 3,5% para compra de moeda estrangeira em espécie, remessas e cartões de crédito.
Turismo Internacional: Fluxo de viajantes entre países. Em 2025, o Brasil registrou 9,29 milhões de chegadas de turistas estrangeiros, o maior volume da série histórica, e os gastos de estrangeiros no país atingiram um recorde de US$ 7,8 bilhões.
Despesas extraordinárias: Gastos do governo que, por sua natureza específica (como precatórios e indenizações de aposentados), podem ser excluídos da apuração da meta fiscal para permitir uma avaliação mais precisa do desempenho fiscal corrente.
Meta fiscal de déficit zero: Objetivo do governo de equilibrar as contas públicas, com receitas iguais ou superiores às despesas, excluindo o pagamento de juros da dívida. Para 2025, o governo central cumpriu esta meta, considerando a tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.
Medidas Antidumping: Taxas aplicadas a produtos importados que são vendidos a preços artificialmente baixos (dumping) para proteger a indústria nacional. As medidas aprovadas pelo Gecex em 28 de janeiro de 2026 para aço pré-pintado são um exemplo.
Tarifas de Importação: Impostos cobrados sobre bens importados, usados para proteger indústrias domésticas e gerar receita. O aumento para 25% em determinados produtos siderúrgicos é uma dessas medidas.
Aço pré-pintado: Tipo de aço revestido com tinta ou filme orgânico, utilizado em diversas aplicações industriais e de construção. As importações deste produto da China e Índia foram alvo de medidas antidumping.
CRC (bobinas laminadas a frio): Aço laminado a frio, utilizado em indústrias como automotiva e de eletrodomésticos. É um dos produtos que pode ser alvo de futuras investigações antidumping.
HRC (bobinas laminadas a quente): Aço laminado a quente, matéria-prima para diversos produtos siderúrgicos. Também pode ser alvo de futuras investigações antidumping.
Produtos galvanizados: Aço revestido com zinco para proteção contra corrosão, com grande parte da demanda doméstica suprida por importações da China.
Ebitda: Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, um indicador financeiro que mede a capacidade de geração de caixa de uma empresa. A variação nos preços do aço impacta o Ebitda das siderúrgicas.
Inação do governo: Percepção de falta de ação por parte do governo em relação a problemas econômicos ou setoriais. A decisão do Gecex foi vista como uma resposta à percepção de inação no apoio às siderúrgicas.
Evasão (de medidas comerciais): Práticas utilizadas para contornar ou evitar o cumprimento de medidas de defesa comercial, como tarifas e direitos antidumping. É uma preocupação de analistas sobre a eficácia a longo prazo das medidas.
Sentimento do mercado: Percepção geral dos investidores e participantes do mercado sobre as condições econômicas e as perspectivas futuras, influenciada por notícias e decisões políticas.
Defesa comercial: Conjunto de instrumentos e medidas utilizadas por um país para proteger sua indústria doméstica contra práticas comerciais desleais de outros países, como dumping e subsídios.
Siderúrgicas: Empresas que produzem aço. Usiminas, CSN e Gerdau são exemplos de grandes siderúrgicas brasileiras.
IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo): Componente do IGP-M que mede a inflação no atacado, representando 60% do índice total. Em janeiro de 2026, subiu 0,34%, impulsionado por minério de ferro, carne bovina e tomate.
IPC (Índice de Preços ao Consumidor): Componente do IGP-M que mede a inflação no varejo, representando 30% do índice total. Em janeiro de 2026, subiu 0,51%, com pressões de cursos de ensino e gasolina.
INCC (Índice Nacional de Custo da Construção): Componente do IGP-M que mede os custos da construção civil, representando 10% do índice total. Em janeiro de 2026, ficou em 0,63%, com destaque para o aumento da mão de obra.
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged): Indicador do Ministério do Trabalho e Emprego que mede a diferença entre contratações e demissões de empregos formais no país.
Postos de trabalho formais: Vagas de emprego com carteira assinada, que garantem direitos trabalhistas e previdenciários.
Desaceleração econômica: Redução do ritmo de crescimento da atividade econômica, que pode levar à diminuição da criação de empregos.
Juros altos: Taxas de juros elevadas, que encarecem o crédito e podem desestimular investimentos e a geração de empregos.
Setor de Serviços: Ramo da economia que engloba atividades como informação, comunicação, finanças, imobiliárias, profissionais, administrativas, administração pública, educação, saúde e serviços sociais, sendo o maior gerador de empregos em 2025.
Indústria de Transformação: Setor industrial que converte matérias-primas em produtos manufaturados, destacando-se na criação de empregos em 2025.
Indústria Extrativa: Setor industrial que se dedica à extração de recursos naturais, também com saldo positivo de empregos em 2025.
Construção Civil: Setor responsável pela edificação de obras e infraestrutura, contribuindo para a geração de empregos.
Agropecuária: Setor que abrange a agricultura e a pecuária, com saldo positivo de empregos em 2025.
Comércio de Serviços: Refere-se às transações internacionais de serviços, incluindo exportações e importações, que em 2025 atingiram um recorde de US$ 51,83 bilhões em exportações para o Brasil, mas com um déficit de US$ 52,94 bilhões.
ComexVis Serviços: Painel lançado pelo Mdic em 28 de janeiro de 2026, que oferece dados estatísticos detalhados e interativos sobre o comércio exterior brasileiro de serviços, visando maior transparência e apoio à formulação de políticas.
Serviços Digitais: Categoria de serviços que representou 65% das exportações recordes de serviços do Brasil em 2025, indicando a crescente relevância da economia digital.
Déficit na balança de serviços: Ocorre quando as importações de serviços superam as exportações. Em 2025, o Brasil registrou um déficit de US$ 52,94 bilhões neste setor.
Dependência de capitais externos: Situação em que um país necessita de recursos financeiros de outros países (como investimentos diretos e da bolsa de valores) para equilibrar suas contas externas e evitar a desvalorização da moeda. O aumento das exportações de serviços é visto como uma forma de reduzir essa dependência.
Pnad Contínua: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE, que fornece informações sobre o mercado de trabalho, incluindo taxas de desocupação e rendimento médio.
Rendimento médio real habitual: Valor médio do rendimento mensal dos trabalhadores, ajustado pela inflação, refletindo o poder de compra da população.
Salário mínimo: Valor mais baixo que um empregador pode legalmente pagar a seus funcionários. Para 2026, está previsto um novo aumento real.
Pessoas ocupadas: Total de indivíduos empregados, seja com carteira assinada ou por conta própria, que atingiu um recorde de 103 milhões no trimestre encerrado em dezembro de 2025.
Conselho da Paz: Colegiado idealizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para gerir o futuro da Faixa de Gaza e outros territórios, criticado pelo presidente Lula.
Cooperação em segurança: Acordos e ações conjuntas entre países para combater ameaças como o crime organizado transnacional, narcotráfico e terrorismo.
Crime organizado transnacional: Atividades criminosas que operam além das fronteiras nacionais, como tráfico de drogas, armas e pessoas, e lavagem de dinheiro.
Congelamento de ativos: Medida legal que impede o acesso ou a movimentação de bens e recursos financeiros de indivíduos ou organizações, frequentemente utilizada no combate ao crime organizado e ao terrorismo.
Intercâmbio de informações financeiras: Compartilhamento de dados sobre transações financeiras entre países, essencial para rastrear e combater atividades ilícitas e lavagem de dinheiro.
Taxação de produtos brasileiros: Medida tarifária imposta pelos EUA sobre produtos do Brasil, que gerou desconforto e é um dos principais temas nas negociações comerciais entre os dois países.
Tarifaço: Termo utilizado para se referir ao aumento significativo de tarifas sobre produtos importados, como o imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros em agosto de 2025. A Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária de Trump em 20 de fevereiro de 2026.
Reforma do Conselho de Segurança da ONU: Pauta defendida pelo Brasil para tornar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas mais representativo e eficaz na governança global.
Safra de Café: Período de colheita do café. A Conab previu uma safra recorde para 2026, com aumento significativo na produção de café arábica e conilon.
Bienalidade Positiva: Fenômeno natural de algumas culturas, como o café arábica, em que há alternância de anos de alta e baixa produção. Em 2026, o café arábica deve ter bienalidade positiva, contribuindo para a safra recorde.
Balança Comercial Bilateral: Diferença entre o valor das exportações e importações entre dois países. Em janeiro de 2026, o Brasil registrou um déficit de US$ 670 milhões com os EUA e um superávit de US$ 720 milhões com a China.
Corrente de Comércio: Soma das exportações e importações entre dois países ou blocos econômicos. Em janeiro de 2026, a corrente de comércio com a China foi de US$ 12,23 bilhões e com os EUA, US$ 5,47 bilhões.
Parcerias Público-Privadas (PPPs): Acordos de cooperação entre o setor público e o setor privado para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura e serviços públicos.
Concessões: Transferência, por parte do poder público, da execução de um serviço ou obra pública para a iniciativa privada, por um período determinado, mediante remuneração.
Leilões de infraestrutura: Processos de licitação para contratação de empresas ou consórcios para a construção, operação ou manutenção de projetos de infraestrutura, como rodovias, aeroportos e saneamento.
Centro administrativo: Complexo de edifícios que abriga órgãos e secretarias do governo, como o novo centro administrativo de São Paulo.
Rota Mogiana: Malha rodoviária em São Paulo que será objeto de leilão para concessão de melhorias e manutenção.
Lote Noroeste de rodovias: Trecho de rodovias em Minas Gerais que será licitado para intervenções e melhorias.
Travessias em Furnas: Concessão de serviços de transporte ou infraestrutura sobre o reservatório de Furnas, em Minas Gerais.
Usina Mascarenhas de Moraes: Usina hidrelétrica em Minas Gerais, com uma ponte em sua região que será objeto de concessão.
Saneago: Companhia de Saneamento de Goiás, cujo leilão visa a universalização dos serviços de saneamento no estado.
Aeroporto do Galeão: Aeroporto internacional no Rio de Janeiro, que terá sua licitação para concessão.
Rota Gerais: Projeto de infraestrutura rodoviária em Minas Gerais, que será objeto de certame pelo Governo Federal.
Produto Interno Bruto (PIB): Indicador que mede a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país em um determinado período. Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,2%, atingindo R$ 12,63 trilhões em valores correntes, e o PIB per capita alcançou R$ 59.182, ambos recordes históricos.
Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF): Indicador que representa o investimento em bens de capital (máquinas, equipamentos, construção) na economia. Em 2025, a FBCF expandiu 3,6%.
Taxa de investimento: Relação entre a Formação Bruta de Capital Fixo e o PIB, indicando a parcela da riqueza de um país que é reinvestida. Em 2025, a taxa de investimento foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.
Consumo das famílias: Gasto total das famílias em bens e serviços. Em 2025, o consumo das famílias cresceu 1,5%.
Exportações: Venda de bens e serviços de um país para outros. Em 2025, as exportações brasileiras avançaram 6,2%.
Importações: Compra de bens e serviços de outros países. Em 2025, as importações brasileiras avançaram 5,1%.
PIB per capita: Produto Interno Bruto dividido pelo número de habitantes, indicando a riqueza média por pessoa. Em 2025, o PIB per capita brasileiro alcançou R$ 59.182, um recorde histórico.
Aperto monetário: Ações do Banco Central para reduzir a quantidade de dinheiro em circulação e controlar a inflação, geralmente através do aumento da taxa de juros.
Suprema Corte dos EUA: Mais alto tribunal do sistema judiciário dos Estados Unidos, cujas decisões têm grande impacto legal e político, como a derrubada da política tarifária de Trump em 20 de fevereiro de 2026.
Monitor do PIB: Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), que oferece uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
IBC-Br: Índice de Atividade Econômica do Banco Central, outro indicador que serve como termômetro da economia brasileira.
CNI: Confederação Nacional da Indústria, que apontou os juros como responsáveis pela desaceleração da indústria.
Seção 232 da Lei de Segurança Nacional dos Estados Unidos: Dispositivo legal que permite aos EUA impor tarifas sobre importações consideradas uma ameaça à segurança nacional.