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Perito da PF é afastado por suspeita de vazamento de dados de Moraes

O ministro André Mendonça determinou o afastamento de um perito da PF suspeito de vazar dados sigilosos da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.

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Foto: InfoMoney
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19/05 às 10:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O perito criminal João Cláudio Nabas é o principal alvo da sétima fase da Operação Compliance Zero.
  • A investigação apura o vazamento de contratos advocatícios de Viviane Barci de Moraes com o Banco Master.
  • O ministro do STF André Mendonça autorizou o afastamento do perito e mandados de busca e apreensão.
  • A operação principal já resultou em 21 prisões e no bloqueio de R$ 27 bilhões em bens.
  • O investigado está proibido de manter contato com outros envolvidos no caso.
  • A Operação Compliance Zero investiga fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional e conexões do Banco Master com agentes públicos.
  • O STF ressaltou que as medidas visam proteger a integridade da investigação e não afetam o sigilo da fonte jornalística.

A Polícia Federal deflagrou a sétima fase da Operação Compliance Zero para investigar o perito criminal João Cláudio Nabas, suspeito de vazar informações sigilosas da investigação para a imprensa. A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, apura o compartilhamento indevido de contratos advocatícios e registros de conversas que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, em relação a um contrato com o Banco Master, presidido por Daniel Vorcaro. Como medida cautelar, o perito teve o exercício de sua função pública suspenso e está proibido de manter contato com outros envolvidos, além de ter sido alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta manhã.

A Operação Compliance Zero, que investiga fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional e conexões do Banco Master com agentes públicos, já acumula resultados expressivos, incluindo 21 prisões decretadas e o bloqueio de R$ 27 bilhões em bens. O caso do vazamento levanta preocupações sobre a segurança de dados sensíveis dentro da corporação e a integridade de investigações em curso no STF. As autoridades seguem trabalhando para determinar a extensão do vazamento e se houve motivação política ou financeira na conduta do investigado.

O STF reforçou que as medidas cautelares, incluindo o afastamento imediato do servidor, visam preservar o andamento da apuração e não atingem a liberdade de imprensa ou o sigilo da fonte. A investigação permanece sob sigilo para garantir a proteção das informações envolvidas no processo, enquanto a Polícia Federal aprofunda a apuração sobre o possível desvio de conduta do perito no âmbito da operação que apura as irregularidades no Banco Master.

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