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PF deflagra 9ª fase da Operação Compliance Zero contra Banco Master

Investigação apura fraudes bilionárias, corrupção e estrutura armada ligada ao Banco Master, incluindo novas buscas em empresas de Augusto Lima.

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Foto: G1 Política
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18/06 às 07:01 · atualizado 19/06 às 08:59

Pontos principais

  • A operação investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e a criação de títulos financeiros sem lastro.
  • Investigações revelaram a existência de uma estrutura armada, com fuzis e blindados, supostamente ligada à família Vorcaro.
  • O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, permanece como um dos principais alvos da investigação.
  • A PF realizou buscas na empresa Terra Firme da Bahia Ltda., ligada ao ex-sócio do Master, Augusto Lima.
  • A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça (STF), cumpre mandados em SP, DF e Bahia.
  • A estrutura armada era utilizada, segundo a PF, para intimidar testemunhas e proteger interesses do grupo financeiro.
  • A investigação foca em irregularidades no Credcesta e em movimentações bilionárias envolvendo o Rioprevidência.
  • O Banco Pleno, controlado por Augusto Lima, teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro de 2026.
  • Alvos como Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima tiveram passaportes suspensos e tornozeleiras eletrônicas.
  • A PF apura transferência de R$ 3,5 milhões da APKL One Participações para a BK Financeira, ligada a Bonnie Bonilha.

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, intensificando o cerco contra o Banco Master e o Banco Pleno. A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura um esquema de fraudes financeiras, corrupção e a manutenção de uma estrutura armada privada. As apurações indicam que o Banco Master utilizou manobras contábeis e estruturas complexas do mercado de capitais para desviar recursos e mascarar prejuízos, em um esquema que envolve movimentações bilionárias, incluindo aportes da Rioprevidência em fundos geridos pela instituição.

Um dos desdobramentos mais graves desta fase é a descoberta de uma estrutura de segurança privada armada, equipada com fuzis e veículos blindados, supostamente ligada à família Vorcaro. Segundo os investigadores, esse aparato era utilizado para intimidar testemunhas e proteger os interesses do grupo econômico. O caso também se conecta a irregularidades no Credcesta, produto de crédito consignado do Banco Master, que acumula milhares de processos por juros abusivos. O Banco Pleno, controlado pelo ex-sócio do Master, Augusto Ferreira Lima, teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro de 2026 devido à grave deterioração financeira.

Nesta nova etapa, a Polícia Federal realizou buscas na empresa Terra Firme da Bahia Ltda., vinculada a Augusto Lima. As autoridades investigam uma transferência suspeita de R$ 3,5 milhões da APKL One Participações para a BK Financeira, ligada a Bonnie Bonilha. Vale ressaltar que a ONG Terra Firme, presidida pela ex-ministra Flávia Peres, esposa de Lima, não faz parte do escopo atual das investigações. O histórico de proximidade de Lima com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro também é analisado no contexto das conexões políticas do grupo.

O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, continua sendo um dos focos centrais da operação. As autoridades investigam suspeitas de pagamentos recebidos por uma empresa vinculada à sua nora, além de indícios de uma rede de corrupção e de um grupo de intimidação conhecido como 'A Turma'. A Polícia Federal busca determinar a extensão das conexões entre as instituições financeiras e os agentes públicos citados, analisando o vasto material apreendido nos mandados cumpridos no Distrito Federal, São Paulo e Bahia.

Como medida cautelar, os principais envolvidos tiveram passaportes suspensos, estão sob monitoramento eletrônico e foram proibidos de manter contato entre si. Em um desdobramento recente, a defesa de Daniel Vorcaro buscou negociar um acordo de delação premiada, tentativa que foi negada pelas autoridades. Em resposta às diligências, a defesa de Augusto Lima classificou as ações como desnecessárias e reiterou a licitude das operações financeiras do banco. Até o momento, a assessoria do senador Jaques Wagner não se manifestou sobre o caso.

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