A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o risco de Hantavírus é baixo, buscando acalmar as preocupações sobre uma possível nova crise de saúde pública. A declaração ocorre enquanto 30 passageiros e tripulantes de um navio estão sendo rastreados em pelo menos 12 países por potencial exposição ao vírus. Um surto de hantavírus da cepa Andes no navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu de Ushuaia, na Argentina, já resultou em três mortes e vários casos confirmados ou suspeitos, com a OMS confirmando cinco novas infecções. A crise sanitária já dura mais de um mês, e o navio seguia para as Ilhas Canárias, onde os passageiros seriam repatriados após quarentena.
Um oficial da OMS enfatizou que a situação atual não é comparável à pandemia de COVID-19, apesar da taxa de fatalidade do hantavírus nas Américas poder chegar a 50%. A organização reforça que o incidente é um surto localizado em um navio, e não representa uma nova pandemia global, destacando que a cepa Andes do hantavírus, embora transmissível entre humanos, requer contato próximo e prolongado, diferente da COVID-19. A origem do surto ainda é incerta, mas a OMS sugere que o primeiro passageiro infectado pode ter tido contato com o vírus na Argentina, Chile ou Uruguai antes de embarcar. Há também casos suspeitos de hantavírus entre pessoas que não estavam na embarcação, gerando preocupação de propagação. Não há tratamento antiviral específico para a forma cardiopulmonar da doença, sendo o manejo focado em suporte intensivo e diagnóstico precoce.
G1 Mundo • 8 mai, 00:01
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