A África do Sul confirmou a identificação da cepa Andes do hantavírus, capaz de se espalhar entre humanos, em casos ligados a um surto em um navio de cruzeiro de luxo, que resultou em três mortes e levou à investigação da origem pela Argentina e OMS.
A África do Sul confirmou a presença da cepa Andes do hantavírus, conhecida por sua capacidade de transmissão entre humanos em casos raros e por ser considerada 'pouco comum', em vítimas de um surto a bordo do navio de cruzeiro de luxo MV Hondius. O Ministério da Saúde sul-africano confirmou a cepa andina em dois casos do surto. O incidente resultou em três mortes e levou à retirada de três passageiros doentes, incluindo um holandês, um alemão e um britânico, dois deles em estado grave, para hospitais especializados na Europa.
Autoridades argentinas, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS), investigam a origem do surto, que partiu de Ushuaia. A investigação foca no itinerário dos passageiros para determinar o local e modo de contágio, descartando contaminação local na Terra do Fogo. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco global para a saúde pública é baixo, apesar da identificação da cepa com potencial de transmissão humana.
O navio, que estava retido por dias perto de Cabo Verde com aproximadamente 150 pessoas a bordo, está agora a caminho das Ilhas Canárias, na Espanha. Um passageiro que retornou à Suíça também foi diagnosticado com hantavírus e está sob tratamento em Zurique. Não há vacinas ou tratamentos específicos para hantavírus, e o período de incubação pode variar de uma a seis semanas.
InfoMoney • 6 mai, 19:26
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