Cabo Verde negou permissão para o navio de cruzeiro MV Hondius atracar em seus portos após a morte de três passageiros e a suspeita de um surto de hantavírus a bordo. A decisão foi tomada pelas autoridades cabo-verdianas como medida preventiva para proteger a saúde pública local. O navio, que partiu da Argentina, estava próximo a Cabo Verde, na costa ocidental da África, e está sob investigação de oficiais de saúde globais. Um caso de hantavírus foi laboratorialmente confirmado, com outros cinco casos suspeitos e três pessoas doentes, uma delas em terapia intensiva na África do Sul.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o risco de contaminação por hantavírus para a população geral é baixo, apesar do surto suspeito. A OMS está investigando os casos, realizando testes e sequenciamento do vírus, além de coordenar a assistência aos passageiros e tripulantes, facilitando a evacuação médica de passageiros sintomáticos e a avaliação de risco à saúde pública. Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, enfatizou que não há necessidade de pânico ou restrições de viagem, pois o hantavírus é uma doença respiratória rara, transmitida principalmente por roedores e não facilmente entre pessoas. Existem duas síndromes principais: a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), com alta taxa de mortalidade e comum nas Américas, e a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR), predominante na Europa e Ásia. Não há tratamento específico para a infecção, sendo o cuidado focado no alívio dos sintomas.
Agência Brasil - EBC • 4 mai, 09:55
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