Por que o surto de hantavírus é diferente da pandemia de COVID-19
Um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro, embora sério e com mortes, não é considerado uma nova pandemia global pelas autoridades de saúde, que destacam as diferenças de transmissão em relação à COVID-19.
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07/05 às 15:18
Pontos principais
- Um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro, que partiu da Argentina, resultou em três mortes e vários casos confirmados ou suspeitos.
- A cepa Andes do hantavírus, identificada no surto, é a única conhecida por ser transmissível entre humanos, mas requer contato próximo e prolongado.
- Autoridades de saúde, incluindo a OMS, afirmam categoricamente que este surto não é uma 'COVID 2.0' devido às diferenças significativas na forma de propagação do vírus.
- A OMS enfatiza a importância das medidas de saúde pública e da colaboração transfronteiriça para conter a disseminação, apesar do longo período de incubação do vírus.
- A taxa de fatalidade do hantavírus nas Américas pode chegar a 50%, mas as infecções são raras.
- O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que surtos como este demonstram a necessidade de segurança sanitária global e solidariedade.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Abdirahman Mahamud (diretor de Operações de Alerta e Resposta a Emergências de Saúde da OMS)Maria Van Kerkhove (diretora interina de gerenciamento de epidemias e pandemias da OMS)Carlos del Rio (professor da Emory University School of Medicine)Tedros Adhanom Ghebreyesus (diretor-geral da OMS)
Organizações
World Health Organization (WHO)The Washington PostEmory University School of MedicineInfectious Disease Society of AmericaCDCNIH
Lugares
ArgentinaEstados UnidosÁfrica do SulHolandaSuíçaAméricas

