Hantavírus é um gênero de vírus RNA transmitido por roedores silvestres, que causam a hantavirose em humanos. Nas Américas, a infecção se manifesta como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma condição grave com alta letalidade, enquanto em outras regiões pode causar a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR). A doença é uma zoonose viral aguda, com o vírus sendo eliminado por urina, saliva e fezes dos roedores, e é de notificação compulsória no Brasil, com casos registrados principalmente em áreas rurais.
Hantavírus é um gênero de vírus RNA, pertencente à família Hantaviridae, que causa a hantavirose em humanos. Esta zoonose viral aguda é transmitida por roedores silvestres, que eliminam o vírus pela urina, saliva e fezes, sem adoecer. Nas Américas, a infecção humana se manifesta principalmente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma condição grave que pode evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA) e apresenta alta letalidade. Em outras regiões do mundo, como Europa e Ásia, os hantavírus podem causar a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR).
Os hantavírus foram descobertos na década de 1950, durante a Guerra da Coreia, quando o vírus Hantaan foi isolado pelo Dr. Lee Ho-Wang, próximo ao rio Hantan, na Coreia. Inicialmente, a doença associada a esse vírus foi denominada febre hemorrágica coreana, posteriormente reconhecida como Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR). Em 1993, uma nova espécie de hantavírus foi identificada como a causa da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) nos Estados Unidos, marcando o reconhecimento dessa forma da doença nas Américas. Desde então, diversas espécies de hantavírus foram identificadas globalmente, cada uma associada a roedores específicos e manifestações clínicas variadas. No Brasil, a hantavirose é uma doença de notificação compulsória, com casos registrados em diversas regiões, principalmente em áreas rurais, e uma taxa de letalidade significativa.