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OMS alerta países para necessidade de prontidão contra hantavírus

OMS reforça vigilância após surto em navio com 11 casos e três mortes, mas especialistas descartam risco de uma pandemia de larga escala.

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Foto: The Guardian World
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12/05 às 08:34 · atualizado 16:39

Pontos principais

  • O surto no navio MV Hondius contabilizou 11 casos, sendo nove confirmados da cepa Andes e dois prováveis, com três óbitos registrados.
  • Nenhuma nova morte foi reportada desde a notificação oficial do surto à OMS, ocorrida em 2 de maio.
  • A OMS recomenda quarentena de 42 dias para passageiros e monitoramento ativo até 21 de junho.
  • Países que receberam repatriados são responsáveis pelo acompanhamento médico individual dos viajantes.
  • Tedros Adhanom Ghebreyesus reforçou que não há evidências de uma propagação em larga escala do vírus.
  • Especialistas em saúde pública descartam semelhanças entre este surto e a pandemia de Covid-19.
  • A contenção do vírus é considerada possível através da aplicação rigorosa de protocolos sanitários em ambientes confinados.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, emitiu um alerta global para que países reforcem a prontidão contra o hantavírus após a identificação de um surto no navio de cruzeiro MV Hondius. Até o momento, foram confirmados 11 casos da doença, sendo nove da cepa Andes e dois prováveis, resultando em três óbitos. A entidade destacou que não há registros de novas mortes desde o dia 2 de maio, data em que a organização foi notificada. Em reunião com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, Tedros esclareceu que não existem indícios de um surto de larga escala, embora a vigilância permaneça rigorosa devido ao período de incubação do vírus.

Especialistas reforçam que o cenário atual não apresenta as mesmas características de disseminação observadas durante a pandemia de Covid-19. A contenção do vírus é considerada viável por meio da adoção de medidas sanitárias adequadas e vigilância contínua em ambientes confinados. Para conter a propagação, a OMS orienta a implementação de protocolos de segurança, incluindo a quarentena de 42 dias para casos suspeitos e o monitoramento ativo de todos os passageiros até o dia 21 de junho. Os países que receberam passageiros repatriados possuem a responsabilidade de realizar o acompanhamento médico individual, com a Espanha sendo elogiada pela eficiência na coordenação da evacuação e no manejo inicial da crise.

Fonte primária

World Health Organization (WHO)

Disease Outbreak News — Hantavirus cluster linked to cruise ship travel, Multi-country

Atualização da OMS de 08/05/2026 sobre o cluster de hantavírus associado ao cruzeiro MV Hondius (saída de Ushuaia/Argentina em 01/04/2026, com escalas na Antártida, Geórgia do Sul, Tristão da Cunha e Cabo Verde). Até 8 de maio, 8 casos notificados (6 confirmados e 2 prováveis) e 3 óbitos (2 confirmados, 1 provável), com letalidade de 38%. Todos os 6 casos laboratorialmente confirmados foram identificados como vírus Andes (ANDV) por PCR ou sequenciamento. Países envolvidos: Argentina, Cabo Verde, Chile, Alemanha, Holanda, África do Sul, Espanha, Suíça e Reino Unido. A hipótese de trabalho é que o caso 1 adquiriu a infecção antes do embarque, por exposição ambiental em atividades realizadas na Argentina, com transmissão pessoa-a-pessoa subsequente a bordo (vínculos epidemiológicos documentados e intervalos compatíveis com o período de incubação conhecido do ANDV). A OMS avalia o risco para a população global como baixo. Na seção 'WHO advice', a Organização recomenda que os Estados Partes envolvidos mantenham coordenação e gestão em saúde pública nos meios de transporte e nos países onde casos/contatos estejam presentes ou retornem, abrangendo 'rastreamento de contatos e monitoramento de detecção, investigação, notificação de casos suspeitos, testagem laboratorial, manejo de casos, medidas de prevenção e controle de infecção, e comunicação clara e transparente'. Como princípio precautório, recomenda monitoramento ativo e quarentena domiciliar ou em estabelecimento para contatos de alto risco por 42 dias após a última exposição. Em caso de suspeita de síndrome pulmonar por hantavírus (HPS), pacientes devem ser prontamente transferidos para emergência ou UTI para monitoramento próximo e manejo de suporte. A OMS desaconselha a aplicação de quaisquer restrições de viagem ou comércio com base nas informações atuais.

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