O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, emitiu um alerta global para que países reforcem a prontidão contra o hantavírus após a identificação de um surto no navio de cruzeiro MV Hondius. Até o momento, foram confirmados 11 casos da doença, sendo nove da cepa Andes e dois prováveis, resultando em três óbitos. A entidade destacou que não há registros de novas mortes desde o dia 2 de maio, data em que a organização foi notificada. Em reunião com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, Tedros esclareceu que não existem indícios de um surto de larga escala, embora a vigilância permaneça rigorosa devido ao período de incubação do vírus.
Especialistas reforçam que o cenário atual não apresenta as mesmas características de disseminação observadas durante a pandemia de Covid-19. A contenção do vírus é considerada viável por meio da adoção de medidas sanitárias adequadas e vigilância contínua em ambientes confinados. Para conter a propagação, a OMS orienta a implementação de protocolos de segurança, incluindo a quarentena de 42 dias para casos suspeitos e o monitoramento ativo de todos os passageiros até o dia 21 de junho. Os países que receberam passageiros repatriados possuem a responsabilidade de realizar o acompanhamento médico individual, com a Espanha sendo elogiada pela eficiência na coordenação da evacuação e no manejo inicial da crise.
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