Entidades de juízes e membros do Ministério Público solicitaram ao STF um prazo maior para implementar as novas regras de pagamento de "penduricalhos", que limitam as remunerações acima do teto do funcionalismo, alegando dificuldades operacionais.
Entidades representativas de juízes, encabeçadas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e associações do Ministério Público protocolaram um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obter um prazo adicional na implementação das novas regras que regulamentam o pagamento de "penduricalhos". A AMB acionou o STF no domingo (26) com a solicitação, que foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, relator de um dos processos sobre o tema. A decisão do STF, proferida em 25 de março, estabeleceu um limite para a soma de vantagens, fixando-a em 35% do salário dos ministros do STF, o que pode permitir que juízes e promotores recebam até R$ 62,5 mil mensais.
As associações argumentam que os tribunais enfrentam desafios para se adequar à determinação sem comprometer os direitos dos magistrados, especialmente porque o acórdão da decisão ainda não foi publicado e pela complexidade operacional para compreender e aplicar as novas regras. Elas justificam a urgência do pedido devido ao fechamento das folhas de pagamento dos Tribunais. A limitação dos penduricalhos deveria valer a partir da remuneração de abril, paga em maio, mas os juízes querem o adiamento por pelo menos 30 dias após o julgamento de um eventual recurso. O pedido solicita um período de adaptação de, no mínimo, 30 dias após a análise de eventuais embargos de declaração ou recursos contra a limitação.
Além disso, as entidades pleiteiam que a suspensão dos efeitos da decisão não impacte a Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC), que desejam que seja implementada imediatamente. Elas ressaltam que a suspensão de pagamentos retroativos já resultou em uma redução significativa nos rendimentos, especialmente para aposentados e pensionistas, e pedem que a análise seja feita de forma monocrática e, posteriormente, referendada pelo plenário virtual do STF, dada a urgência na elaboração das folhas de pagamento. As associações argumentam que a decisão do STF envolveu "questões autônomas" tratadas de forma "inovadora" e que o novo prazo visa garantir o "fiel cumprimento" da ordem.
InfoMoney • 27 abr, 15:19
Agência Brasil - EBC • 27 abr, 15:00
Folha de São Paulo - Política • 27 abr, 13:35
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