Entidades de magistrados pedem ao STF reajuste do teto e flexibilização de penduricalhos
Associações recorrem ao STF para elevar o teto salarial a R$ 71,5 mil e excluir auxílios da trava de 35% sobre verbas indenizatórias.
Pontos principais
- A Ajufe solicita a correção do teto remuneratório para R$ 71,5 mil com base no IPCA.
- Entidades buscam excluir auxílios como alimentação, saúde e moradia do limite de 35% para gratificações.
- O recurso contesta a decisão de março que impôs um teto global de R$ 62,5 mil incluindo penduricalhos.
- O pedido visa pressionar o envio de um projeto de lei ao Congresso para reestruturar os subsídios da magistratura.
Entidades representativas da magistratura, lideradas pela Ajufe, protocolaram um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a decisão de março que limitou o pagamento de verbas indenizatórias, os chamados penduricalhos, a 35% do salário. O grupo defende que benefícios como auxílio-alimentação, saúde e proteção à maternidade, além de diárias e férias não gozadas, não devem ser contabilizados dentro desse limitador, que estabeleceu um teto global de R$ 62,5 mil mensais para magistrados e membros do Ministério Público. Paralelamente, as associações solicitam que o STF encaminhe ao Congresso um projeto de lei para elevar o teto remuneratório do funcionalismo de R$ 46,3 mil para R$ 71,5 mil, utilizando o IPCA como indexador. A ofensiva busca reverter restrições impostas pelo tribunal e garantir a reestruturação dos subsídios da categoria.
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