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Câmara cria comissão para analisar redução da jornada e fim da escala 6x1

A Câmara dos Deputados instituiu uma comissão especial para debater propostas de redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1, enquanto o governo também enviou um projeto de lei sobre o tema.

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Foto: InfoMoney
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24/04 às 18:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, criou uma comissão especial para analisar a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.
  • A comissão analisará as PECs 221/19 e 8/25, que propõem a redução da jornada para 36 horas semanais e o fim da escala 6x1.
  • O governo federal enviou um projeto de lei com urgência constitucional para reduzir a jornada para 40 horas semanais e eliminar a escala 6x1.
  • A instalação da comissão deve ocorrer na próxima semana, com Paulo Azi e Paulinho da Força cotados para a relatoria.
  • A Fecomércio RJ criticou a condução do debate, alertando para impactos econômicos e a necessidade de análise qualificada.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, estabeleceu uma comissão especial para analisar as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 221/19 e 8/25. Ambas as PECs visam reduzir a jornada de trabalho e eliminar a escala 6x1, com a PEC 221/19 propondo 36 horas semanais em dez anos e a PEC 8/25 sugerindo quatro dias de trabalho por semana, também com limite de 36 horas. As propostas, que já tiveram admissibilidade aprovada pela CCJ, foram impulsionadas pelo movimento "Vida Além do Trabalho" e terão até 40 sessões para emissão de parecer da comissão. A instalação da comissão está prevista para a próxima semana, com negociações em andamento para definir o relator e o presidente, sendo Paulo Azi e Paulinho da Força cotados para a relatoria.

Paralelamente, o governo do presidente Lula enviou um projeto de lei com urgência constitucional para reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acabar com a escala 6x1. Este projeto busca acelerar a tramitação do tema e, caso não seja votado em 45 dias, poderá trancar a pauta da Câmara. A Fecomércio RJ criticou a "condução açodada" do debate, alertando para os impactos econômicos e a necessidade de uma análise qualificada, argumentando que a Constituição já permite a flexibilização da jornada por acordos coletivos.

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