Preço do ouro sobe e petróleo cai após acordo entre EUA e Irã
Acordo para reabrir o Estreito de Ormuz derruba o petróleo e impulsiona o ouro, enquanto investidores ajustam expectativas sob a gestão de Donald Trump.
Pontos principais
- O petróleo Brent e o WTI registraram quedas superiores a 4,7% após o anúncio do pacto.
- O ouro subiu 2,7% na Comex, atingindo US$ 4.351,6 por onça-troy, com a queda nos rendimentos dos Treasuries.
- O acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz a partir da próxima sexta-feira, com isenção de pedágio.
- O pacto estabelece um cessar-fogo de 60 dias mediado pelo Paquistão para negociações definitivas.
- Representantes de EUA e Irã se reunirão na Suíça em 19 de junho para discutir o programa nuclear.
- O Irã comprometeu-se a limitar o enriquecimento de urânio para fins exclusivamente não militares.
- A liberação de US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados depende de aprovação do Senado americano.
- O mercado aguarda decisões de política monetária do Fed, sob gestão de Kevin Warsh, além do BoJ e BoE.
- Analistas do Barclays e Swissquote divergem sobre a sustentabilidade da alta dos metais preciosos.
O mercado financeiro reagiu com volatilidade ao acordo entre os Estados Unidos e o Irã para a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz. O petróleo Brent e o WTI registraram quedas superiores a 4,7%, refletindo o alívio nas tensões geopolíticas que pressionavam os custos de energia. Em contrapartida, o ouro apresentou valorização expressiva, fechando em alta de 2,7% na Comex, a US$ 4.351,6 por onça-troy, impulsionado pela queda nos rendimentos dos Treasuries e pelo enfraquecimento do dólar. A reabertura da rota, confirmada pelo presidente Donald Trump para a próxima sexta-feira, é vista como um fator de alívio para a logística global e as pressões inflacionárias.
O entendimento, mediado pelo Paquistão, estabelece um cessar-fogo inicial de 60 dias e o início de negociações sobre o programa nuclear iraniano, com um encontro oficial agendado para o dia 19 de junho na Suíça. O pacto inclui o monitoramento rigoroso das atividades nucleares do Irã, que se comprometeu a limitar o enriquecimento de urânio para fins não militares. Além disso, a remoção de sanções americanas e a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados foram incluídas nas tratativas, embora dependam de aprovação formal do Senado dos Estados Unidos para serem efetivadas.
Apesar do otimismo, especialistas ressaltam que o Estreito de Ormuz permanece como um ponto crítico de atenção. Analistas do Barclays e Swissquote divergem sobre a sustentabilidade da alta no ouro e a durabilidade dos termos do acordo, citando o histórico de tensões na região do Golfo Pérsico. O impacto geopolítico do pacto segue sendo monitorado, especialmente com o mercado aguardando decisões de política monetária do Federal Reserve, agora sob a gestão de Kevin Warsh, além do Banco do Japão (BoJ) e do Banco da Inglaterra (BoE) nesta semana, que deverão fornecer mais clareza sobre o cenário macroeconômico global.
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