O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, com início previsto para esta quinta-feira (16), com horários divergentes de 16h ou 18h (horário de Brasília). Trump afirmou ter tido “excelentes conversas” com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o presidente israelense, Benjamin Netanyahu, para selar o acordo. O presidente Aoun, por sua vez, agradeceu a Trump pelos esforços na busca pela trégua e pela paz na região, e o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também expressou aprovação ao cessar-fogo. Esta iniciativa ocorre após um encontro de diplomatas israelenses e libaneses na Casa Branca na terça-feira, 14, marcando a primeira reunião de alto nível entre os países desde 1993, com a presença do secretário de Estado Marco Rubio. O acordo é visto como um passo que pode levar a um fim permanente do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, sendo a trégua uma exigência do Irã para a continuidade das negociações com os EUA.
No entanto, o Hezbollah, que Israel combate no Líbano, declarou que só aceitará o cessar-fogo se as tropas israelenses se retirarem do sul do Líbano, considerando a presença militar israelense como um direito do Líbano de resistir. Fontes do Exército israelense, por sua vez, indicaram que não há planos para a retirada de militares de Israel do sul do Líbano, apesar do cessar-fogo. O parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, afirmou que o grupo respeitará o acordo se os ataques israelenses cessarem, mas o governo de Tel Aviv não se manifestou inicialmente. Além disso, o governo libanês informou que o presidente Aoun se negou a falar com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e o Hezbollah já havia declarado que não cumpriria acordos entre os governos, levantando dúvidas sobre a efetividade do cessar-fogo. O cessar-fogo entrou em vigor após um período de troca de tiros entre Israel e o Hezbollah, buscando acalmar as tensões e evitar uma escalada maior do conflito.
A mídia israelense reportou que ministros do gabinete receberam a notícia com surpresa e que Netanyahu teria concordado a pedido de Trump, gerando críticas da oposição. A decisão de Netanyahu de aceitar o cessar-fogo foi tomada sob pressão dos Estados Unidos, que intervieram para interromper as hostilidades na região. Para trabalhar por uma paz duradoura na região, Trump designou o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o chefe do Estado-Maior Conjunto Dan 'Razin' Caine. Trump também convidou Aoun e Netanyahu para uma reunião na Casa Branca, o que seria o primeiro encontro entre líderes dos dois países em três décadas, sugerindo um esforço diplomático dos EUA para mediar o conflito.
Em um desenvolvimento recente, a ministra israelense de Inovação, Gila Gamliel, confirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversará com o presidente libanês, Joseph Aoun. Este seria o primeiro encontro direto entre líderes dos dois países em décadas, um fato antecipado por Trump, que mencionou um período de 34 anos sem contato direto. Contudo, um funcionário da presidência libanesa afirmou não ter conhecimento de um contato iminente com Israel. Este diálogo ocorre em meio ao conflito entre Israel e o Hezbollah, que já causou a morte de pelo menos 2 mil pessoas no Líbano, com Israel tendo destruído a ponte Qasmieh e matado quatro socorristas libaneses em ataques recentes. O fim do conflito no Líbano é um ponto central nas discussões de cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã.
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