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Israel e Líbano renovam acordo de cessar-fogo sob mediação dos EUA

O pacto, mediado pelo governo Trump, exige a retirada do Hezbollah ao sul do Rio Litani, enquanto Israel mantém presença militar e monitora o cumprimento da trégua.

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Foto: G1 Mundo
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03/06 às 20:30 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano foi oficialmente renovado após novas rodadas de mediação.
  • Os termos exigem a retirada de combatentes do Hezbollah da área ao sul do Rio Litani.
  • A eficácia do pacto permanece condicionada à cessação imediata de ataques por parte do Hezbollah.
  • O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, não participou diretamente das negociações diplomáticas.
  • Israel mantém ocupação militar em uma faixa de 10 km no sul do Líbano desde março.
  • O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as IDF não se retirarão da região no momento.
  • O Ministério da Saúde libanês relata milhares de mortes e denuncia ataques a instalações médicas.
  • Representantes de ambos os países retomarão negociações políticas na semana de 22 de junho.

Israel e o governo do Líbano formalizaram a renovação do acordo de cessar-fogo, consolidado após uma série de negociações mediadas pelo governo do presidente Donald Trump em Washington. O entendimento estabelece condições rigorosas para a estabilização da fronteira, exigindo que o Hezbollah encerre suas operações ofensivas e retire seus combatentes da zona ao sul do Rio Litani. Como parte da estratégia de implementação, o plano prevê a criação de zonas-piloto onde as Forças Armadas libanesas exercerão controle exclusivo, visando reduzir a tensão na região e garantir a soberania e integridade territorial de ambos os países. O documento enfatiza a rejeição a qualquer tentativa de agentes estatais ou não estatais de comprometer a autonomia libanesa.

Atualmente, Israel mantém uma ocupação militar em uma faixa de 10 km no território libanês, estabelecida após a escalada do conflito em março. Em uma declaração recente, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reforçou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) não se retirarão do sul do Líbano neste momento, mantendo a presença militar na área. O governo israelense impôs restrições ao retorno da população civil à região sul libanesa, enquanto o Ministério da Saúde do Líbano relata milhares de mortes desde o início das hostilidades, denunciando ataques contra instalações médicas. O ministro Katz classificou o acordo como uma conquista diplomática e de segurança para o norte de Israel, embora a continuidade das operações em solo libanês mantenha o cenário de tensão elevado.

Apesar da renovação do cessar-fogo, a situação de segurança permanece instável. Confrontos armados e ataques aéreos continuam sendo registrados em diversas áreas do sul do Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alertou que Israel voltará a atacar caso o grupo descumpra os termos, reforçando que a trégua é condicional. O cenário é agravado pelo fato de o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, não ter participado diretamente das negociações, o que gera incertezas sobre a eficácia do monitoramento. A administração Trump, que pressionou pela desescalada, vê este movimento como um passo estratégico para superar barreiras históricas em um acordo mais amplo com o Irã, que condicionou o fim das hostilidades regionais à implementação efetiva deste tratado.

As partes se comprometeram a retomar negociações políticas e de segurança na semana de 22 de junho, buscando um acordo abrangente para a região. O sucesso deste tratado, apesar da continuidade das operações militares israelenses no terreno, é visto como um teste crucial para a diplomacia do governo Trump no Oriente Médio, equilibrando as exigências de segurança de Israel com a necessidade urgente de estabilização regional e proteção humanitária no Líbano.

Fonte primária

U.S. Department of State (em nome de EUA, Líbano e Israel)

Joint Statement of the United States, Republic of Lebanon, and State of Israel on the Latest High-Level Trilateral Meeting

Os EUA convocaram a quarta reunião trilateral de alto nível entre representantes de Israel e do Líbano em 2 e 3 de junho de 2026. Como resultado das negociações lideradas pelos EUA, Israel e Líbano concordaram com a implementação de um cessar-fogo. O cessar-fogo é condicionado à cessação completa do fogo do Hizbollah e à evacuação de todos os operativos do Hizbollah do Setor Sul do Litani. Os dois lados acordaram, com orientação dos EUA, avançar rapidamente na criação de "zonas-piloto" nas quais as Forças Armadas Libanesas assumirão controle exclusivo do território, à exclusão de todos os atores não estatais. As partes afirmaram que o futuro da relação Israel-Líbano deve ser decidido pelos dois governos soberanos e rejeitaram qualquer tentativa, de Estado ou ator não estatal, de manter o futuro do Líbano refém. Discutiram um marco de segurança, a partir das conversas no Pentágono em 29 de maio, voltado ao desmantelamento de grupos armados não estatais e à prevenção de seu ressurgimento. Todas as partes condenaram os ataques do Irã a países da região. Os EUA reiteraram que qualquer acordo de cessação de hostilidades deve ser alcançado diretamente entre os dois governos, intermediado pelos EUA, e não por trilha separada, e citaram a declaração do secretário Rubio de 2 de junho de que o Hizbollah é inimigo de Israel, dos EUA e do próprio Líbano. As partes concordaram em reconvocar as trilhas política e de segurança na semana de 22 de junho, com vistas a um acordo abrangente.

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