O presidente Donald Trump anunciou que Israel e o Hezbollah chegaram a um acordo para interromper os ataques mútuos, encerrando um período de intensa escalada militar no Líbano. A iniciativa diplomática, conduzida por meio de conversas telefônicas com o premiê israelense e representantes do grupo libanês, foi motivada pela necessidade de conter a instabilidade regional e as crescentes ameaças vindas do Irã. O cenário de conflito, que vinha sendo comparado por especialistas à crise na Faixa de Gaza, forçou uma intervenção americana para evitar um agravamento das hostilidades.
Apesar da trégua, o impacto econômico e geopolítico da crise permanece significativo. O preço do petróleo registrou alta superior a 5% após a suspensão das negociações entre Teerã e Washington, refletindo o temor de bloqueios no Estreito de Hormuz. Paralelamente, a interceptação de mísseis iranianos no Kuwait elevou a preocupação com a segurança de bases americanas, um tema central que deverá dominar o próximo depoimento do secretário de Estado, Marco Rubio, ao Congresso. O governo dos EUA busca agora consolidar a estabilidade na região enquanto revisa sua estratégia de guerra e o orçamento estatal diante dos recentes desdobramentos.
Folha de São Paulo - Mundo • 2 jun, 05:00
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