O Hezbollah é um partido político e organização paramilitar xiita libanesa, fundado em 1982, que atua como força política significativa no Líbano e mantém uma ala militar robusta. Considerado uma organização terrorista por alguns países e um movimento de resistência por outros, o grupo tem um histórico de conflito com Israel, intensificado por uma guerra de fronteira desde outubro de 2023. Atualmente, o Hezbollah está envolvido em uma escalada de tensões regionais, com Israel realizando operações terrestres limitadas no sul do Líbano e bombardeios diários, enquanto o Hezbollah retalia com ataques coordenados com o Irã.
Hezbollah (em árabe: حزب الله, Ḥizbu 'llāh, que significa 'Partido de Deus') é um partido político e organização paramilitar xiita islâmica sediada no Líbano. Fundado em 1982 durante a Guerra Civil Libanesa, o grupo emergiu como um movimento de resistência contra a invasão israelense do Líbano e a influência ocidental. O Hezbollah é uma força política significativa no Líbano, com representação parlamentar, e mantém uma ala militar robusta. É considerado uma organização terrorista por vários países, incluindo os Estados Unidos e Israel, enquanto outros, como o Irã e a Síria, o veem como um movimento de resistência legítimo.
O Hezbollah tem suas raízes na comunidade xiita do Líbano, historicamente marginalizada. Após a independência do Líbano em 1943, o Pacto Nacional estabeleceu um sistema de governança que alocava privilégios políticos com base em comunidades sectárias. Embora os xiitas fossem o terceiro maior grupo demográfico, eram sub-representados e negligenciados. A insatisfação cresceu, levando ao surgimento de movimentos políticos xiitas. O Imam Musa Sadr fundou o "Movimento dos Desfavorecidos" em 1974 para lutar por melhores condições sociais e econômicas para os xiitas, que mais tarde desenvolveu uma ala armada, o Amal.
O Hezbollah foi oficialmente fundado em 1985, influenciado por clérigos xiitas libaneses educados em Najaf e pelo modelo da Revolução Iraniana de 1979, liderada pelo Aiatolá Khomeini. O grupo adotou o nome "Hezbollah" (Partido de Deus), escolhido por Khomeini, e buscou espalhar a Revolução Islâmica. Seus objetivos iniciais incluíam combater a influência ocidental, proteger a população xiita libanesa e lutar contra a existência do Estado de Israel, defendendo a liberdade do povo palestino. Desde outubro de 2023, o Hezbollah tem se envolvido em uma guerra de fronteira com Israel no sul do Líbano. Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024, Israel mantém ataques contra alvos no Líbano, alegando violações por parte do Hezbollah, o que é negado pelo grupo. A escalada de tensões regional, que se intensificou em março de 2026 com ataques israelenses e americanos ao Irã e retaliações iranianas, tem ampliado a ofensiva no Oriente Médio, com Israel lançando ataques simultâneos contra Teerã e Beirute e realizando incursões terrestres no Líbano. Em 16 de março de 2026, Israel iniciou "operações terrestres limitadas" no sul do Líbano, visando destruir a infraestrutura do Hezbollah e estabelecer uma postura defensiva avançada, em meio a ameaças de seu ministro da Defesa de "tomar territórios" caso os ataques do Hezbollah não cessassem. Desde o reinício do conflito em março de 2026, Israel tem realizado bombardeios diários contra o Líbano, e o Hezbollah tem retaliado com bombardeios coordenados com o Irã contra o território israelense.
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