O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a prorrogação por três semanas do cessar-fogo entre Israel e Líbano, mas a trégua se mantém frágil com novos ataques e declarações do Hezbollah, que a considera "sem sentido".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação por mais três semanas do cessar-fogo entre Israel e Líbano. A decisão foi divulgada por Trump em sua rede social Truth Social, após um encontro de representantes dos dois países na Casa Branca. A trégua inicial, que havia sido acordada em 16 de abril, tinha duração prevista de dez dias e agora se estenderá até meados de maio. Participaram da reunião o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, e os embaixadores de Israel e Líbano, além dos embaixadores dos EUA em Israel e no Líbano. A reunião, inicialmente agendada para o Departamento de Estado, foi transferida para a Casa Branca com a participação de Trump.
Os Estados Unidos sediaram uma segunda reunião entre enviados do Líbano e de Israel nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026. Este encontro, que foi entre a embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamadeh Moawad, e seu homólogo israelense, Yechiel Leiter, marca a segunda vez que os diplomatas se reúnem para conversas diretas em três décadas. Trump descreveu a reunião como "muito bem-sucedida", e nela, o Líbano buscou a extensão do cessar-fogo existente entre Tel Aviv e o Hezbollah, uma milícia apoiada pelo Irã. A mediação dos EUA visa estabilizar a situação na região, e a interrupção dos combates entre Israel e o Hezbollah é vista como fundamental para o fim da guerra no Irã. Trump manifestou o desejo de receber em breve o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o comandante do exército libanês, Joseph Aoun, para conversas diretas. Os EUA buscam estender o cessar-fogo para promover negociações de paz e evitar que o conflito afete um possível acordo com o Irã.
No entanto, a efetividade do cessar-fogo é questionada. Horas após o anúncio da prorrogação, o Hezbollah e Israel trocaram tiros, e o Líbano relatou um novo ataque israelense. Um parlamentar do Hezbollah, Ali Fayyad, declarou que o acordo de cessar-fogo é "sem sentido" devido aos contínuos ataques israelenses, afirmando que o grupo reivindica o direito de responder a essas "agressões". Apesar da redução da violência, ataques continuaram no sul do Líbano, onde tropas israelenses mantêm uma zona tampão e houve troca de foguetes e bombardeios, com mortes registradas. O Irã alega que ataques israelenses no Líbano violam seu acordo de trégua com os EUA, enquanto EUA e Israel argumentam que as operações contra o Hezbollah são separadas. Trump afirmou que os EUA trabalharão para ajudar o Líbano a se proteger do Hezbollah. A prorrogação da trégua foi anunciada em meio a crescentes tensões no Estreito de Ormuz, destacando a volatilidade da situação regional.
O Líbano e Israel estão oficialmente em estado de guerra desde 1948, com o Hezbollah liderando a ofensiva libanesa e sendo apoiado pelo Irã. As negociações buscam um acordo de paz, com o Líbano exigindo a retirada israelense e Israel buscando o desmantelamento do Hezbollah. No entanto, autoridades libanesas consideram improvável uma reunião trilateral enquanto Israel ocupar parte do território libanês e continuar com ataques. A embaixadora Hamadeh apresentará uma proposta de prorrogação da trégua e pedirá o fim das demolições de casas por Israel, com negociações mais amplas buscando interromper ataques israelenses, garantir a retirada de tropas, libertar prisioneiros libaneses e iniciar a reconstrução.
InfoMoney • 24 abr, 09:43
Folha de São Paulo - Mundo • 24 abr, 09:36
NPR World • 24 abr, 08:59
3 jun, 20:30
2 jun, 04:45
1 jun, 15:15
17 abr, 03:01
16 abr, 07:05
Carregando comentários...