O acordo de cessar-fogo de duas semanas entre EUA, Irã e Israel foi marcado por ataques israelenses ao Líbano e ameaças iranianas, mas o diálogo entre as potências permanece aberto após reunião em Islamabad.
Após negociações tensas, Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo de cessar-fogo de duas semanas, que também envolve Israel. O acordo, firmado na terça-feira (7), trouxe alívio global, especialmente para a população iraniana, que recebeu a notícia com otimismo cauteloso. Em Israel, no entanto, a reação foi dividida, refletindo a complexidade das relações na região. Anteriormente, os Estados Unidos haviam declarado ter apresentado uma "oferta final" que não havia sido aceita pelo Irã, criando um cenário de incerteza sobre o futuro da paz no Oriente Médio.
Contudo, o primeiro dia do cessar-fogo foi marcado por tensões. Ataques de Israel ao Líbano provocaram ameaças do Irã de suspender a trégua, adicionando uma camada de desconfiança ao acordo recém-estabelecido. Além disso, a situação no Estreito de Hormuz, vital para o trânsito de petroleiros, permanece incerta. Apesar do alívio inicial com o acordo, a complexidade das relações entre as nações e as questões em pauta sugerem que o desdobramento futuro ainda é imprevisível, mesmo com o período de duas semanas de trégua.
Em um desenvolvimento paralelo, autoridades dos EUA e do Irã realizaram a primeira reunião direta de alto nível em décadas em Islamabad, Paquistão, com o objetivo de buscar um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. O primeiro dia das discussões terminou sem que as partes chegassem a um consenso. As conversas, mediadas pelo Paquistão, foram descritas como tensas e não resultaram em um acordo concreto, mas ambos os lados mantiveram a porta aberta para o diálogo. Os principais pontos de discórdia incluíram o programa nuclear iraniano, o controle do Estreito de Hormuz e a suspensão de sanções. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, estiveram entre os delegados.
Fontes indicaram que as partes estiveram "muito perto" de um entendimento, mas esbarraram em decisões que exigiam aprovação superior, como o fim do enriquecimento de urânio e a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã demandava o fim das sanções e o reconhecimento do direito ao enriquecimento nuclear. Houve momentos de tensão e desconfiança, com o Irã questionando a credibilidade dos EUA após um ataque conjunto israelense-americano. O presidente Donald Trump afirmou que o Irã demonstrou interesse em fechar um acordo, o que foi corroborado por uma autoridade norte-americana. Ambos os lados têm motivos para buscar uma desescalada, incluindo a impopularidade de ataques nos EUA e o impacto econômico da guerra no Irã, e novas rodadas de negociação ainda são possíveis. A instabilidade na região, que já causou milhares de mortes, também resultou na disparada dos preços mundiais do petróleo.
G1 Mundo • 14 abr, 01:00
InfoMoney • 13 abr, 19:34
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