Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas em todas as frentes de batalha, incluindo Líbano e Israel, conforme anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o acordo. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os objetivos militares foram cumpridos e condicionou a decisão de adiar ataques prometidos ao Irã à reabertura do Estreito de Ormuz. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, confirmou o acordo e garantiu a reabertura do Estreito de Ormuz para passagem segura durante o período da trégua, sob condições. A notícia do cessar-fogo e da reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o tráfego de cerca de 20% do petróleo mundial, provocou uma queda de aproximadamente 20% no preço do petróleo WTI, que atingiu US$ 91,46 por barril.
Ambos os países declararam vitória no conflito iniciado em 28 de fevereiro, com a mídia iraniana classificando o acordo como um "recuo humilhante de Trump". Os EUA exigem do Irã o não desenvolvimento de armas nucleares, limitação de mísseis, desativação de usinas de urânio e o fim do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah. Por sua vez, o Irã exige o fim das sanções dos EUA, pagamento de compensações, liberação de ativos congelados e a retirada das forças americanas da região. O plano de paz iraniano de 10 pontos, que servirá de base para as negociações, prevê o controle iraniano do Estreito de Ormuz e a suspensão de sanções, mas mantém o enriquecimento de urânio.
As negociações para um acordo de paz definitivo estão programadas para começar na próxima sexta-feira em Islamabad, Paquistão, buscando uma resolução duradoura para o conflito. As Forças Armadas iranianas coordenarão a passagem pelo Estreito de Ormuz durante as duas semanas de trégua, e o cessar definitivo das hostilidades dependerá do sucesso das negociações, que o governo iraniano ressalta não garantirem o fim imediato do conflito.
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