Os Estados Unidos afirmam ter reduzido a capacidade do Irã de ameaçar o Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial, após o bombardeio de uma instalação subterrânea de mísseis de cruzeiro no Irã. O almirante Brad Cooper confirmou a destruição da instalação e de locais de apoio de inteligência e repetidores de radar. O CentCom dos EUA também alegou ter destruído um bunker iraniano no Estreito de Ormuz, que conteria armas que ameaçavam o transporte marítimo, visando reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação. Este desenvolvimento ocorre em meio a crescentes tensões na região, com 22 países, incluindo Emirados Árabes Unidos e Bahrain, oferecendo apoio para garantir a navegação segura na passagem e condenando ataques iranianos contra navios mercantes e infraestruturas civis. O bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, em resposta a ataques anteriores, causou um aumento significativo nos preços do petróleo Brent.
Paralelamente, o Irã expressou sua disposição para cooperar com a Organização Marítima Internacional (IMO) na melhoria da segurança marítima no Golfo. O representante iraniano, Ali Mousavi, afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto à navegação, exceto para embarcações ligadas a "inimigos do Irã", e ressaltou a necessidade de coordenação de segurança com Teerã. Mousavi atribuiu a situação atual a ataques de Israel e dos EUA, destacando a diplomacia como prioridade, mas condicionando-a à interrupção da agressão e à confiança mútua.
Em um desenvolvimento anterior, o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um ultimato em sua rede social Truth Social, ameaçando "obliterar" usinas de energia iranianas caso o Estreito de Ormuz não fosse totalmente reaberto em 48 horas. Em resposta, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, ameaçou causar "danos irreversíveis" à infraestrutura energética do Oriente Médio se as usinas iranianas forem atacadas. As Forças Armadas do Irã também alertaram que qualquer ataque à sua infraestrutura energética resultaria em retaliações diretas contra infraestruturas energéticas dos EUA na região, intensificando as tensões na área. O conflito entre EUA e Israel contra o Irã está no 23º dia, com trocas diárias de bombardeios, e o Irã tem disparado mísseis e drones contra países do Oriente Médio em retaliação à presença de bases militares dos EUA.
G1 Mundo • 22 mar, 08:21
G1 Mundo • 22 mar, 06:05
G1 Mundo • 21 mar, 21:42
16 mar, 07:00
12 mar, 09:01
26 fev, 13:03
20 fev, 12:01
16 fev, 09:00