A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou fechar completamente o Estreito de Ormuz e atacar empresas com participação norte-americana no Oriente Médio caso os Estados Unidos ataquem instalações energéticas iranianas. Esta ameaça surge como uma resposta direta à declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia prometido 'obliterar' usinas de energia iranianas se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas. Em caso de ataque, o Irã também prometeu que instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA seriam consideradas 'alvos legítimos', e ameaçou atingir usinas de dessalinização, o que seria grave para países desérticos dependentes dessas instalações. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, também declarou que instituições financeiras que financiam o orçamento militar dos EUA serão alvos legítimos, alertando que a compra de títulos dos Treasuries americanos é um risco, pois estão 'banhados com o sangue iraniano'.
Paralelamente, os Estados Unidos afirmam ter reduzido a capacidade do Irã de ameaçar o Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial, após o bombardeio de uma instalação subterrânea de mísseis de cruzeiro no Irã. O almirante Brad Cooper confirmou a destruição da instalação e de locais de apoio de inteligência e repetidores de radar. O CentCom dos EUA também alegou ter destruído um bunker iraniano no Estreito de Ormuz, que conteria armas que ameaçavam o transporte marítimo, visando reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação. Este desenvolvimento ocorre em meio a crescentes tensões na região, com 22 países, incluindo Emirados Árabes Unidos e Bahrain, oferecendo apoio para garantir a navegação segura na passagem e condenando ataques iranianos contra navios mercantes e infraestruturas civis. O bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, em resposta a ataques anteriores, causou um aumento significativo nos preços do petróleo Brent.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou o fechamento do Estreito de Ormuz, mas atribuiu a hesitação de navios ao medo de seguradoras pela guerra iniciada pelos EUA e Israel, enfatizando que a liberdade de navegação e comércio devem ser respeitadas, ou nenhuma existirá. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, já havia ameaçado causar 'danos irreversíveis' à infraestrutura energética do Oriente Médio se as usinas iranianas fossem atacadas. As Forças Armadas do Irã também alertaram que qualquer ataque à sua infraestrutura energética resultaria em retaliações diretas contra infraestruturas energéticas dos EUA na região, intensificando as tensões na área. O Irã expressou sua disposição para cooperar com a Organização Marítima Internacional (IMO) na melhoria da segurança marítima no Golfo, mas o representante iraniano, Ali Mousavi, afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto à navegação, exceto para embarcações ligadas a 'inimigos do Irã', e ressaltou a necessidade de coordenação de segurança com Teerã. O conflito entre EUA e Israel contra o Irã está no 23º dia, com trocas diárias de bombardeios, e o Irã tem disparado mísseis e drones contra países do Oriente Médio em retaliação à presença de bases militares dos EUA. Analistas preveem queda nos mercados acionários devido à incerteza gerada pela ameaça de Trump e à tensão no fornecimento de energia.
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