Um piloto norte-americano foi resgatado no Irã após a queda de um caça F-15E, conforme confirmado pelo presidente Donald Trump. O piloto, descrito como um 'coronel altamente respeitado' e 'muito corajoso', está gravemente ferido, mas deve se recuperar, e foi levado para o Kuwait para tratamento médico. A operação de resgate, que durou dois dias e envolveu centenas de tropas de operações especiais, dezenas de aeronaves e uma campanha de desinformação da CIA, foi classificada por Trump como uma das mais ousadas e complexas da história militar dos EUA, ocorrendo em meio a um 'tiroteio pesado'. Segundo o presidente, o militar foi monitorado continuamente e nunca esteve sozinho, mesmo em uma região montanhosa e procurado por forças iranianas. Trump também revelou que outro piloto já havia sido resgatado anteriormente, mantido em sigilo para não comprometer a nova missão, e destacou que nenhuma baixa foi registrada nas duas operações, exaltando as Forças Armadas americanas como as melhores e mais letais do mundo.
Este incidente marca a primeira vez que aviões tripulados dos EUA são abatidos dentro do território iraniano na guerra atual. Em contrapartida, o Irã alega ter destruído dois aviões de transporte C-130 e dois helicópteros Black Hawk dos EUA, além de dois drones, um MQ-9 e um Hermers-900, no espaço aéreo de Isfahan, durante a missão de resgate americana. O tenente-coronel Ebrahim Zolfagari declarou que a operação de resgate dos EUA 'fracassou completamente' e que o incidente prova que o exército americano não é a 'força dominante' contra a vontade das forças armadas do Irã. Houve um confronto entre forças americanas e iranianas durante o resgate, e um drone americano foi abatido pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). O porta-voz iraniano acusou Trump de tentar escapar da derrota por meio de mentiras e guerra psicológica, enquanto Trump mantém que o piloto foi resgatado com vida e está seguro. O Irã também afirmou ter abatido um caça F-35 dos EUA, o segundo do tipo, com o piloto dado como improvável de ter sobrevivido, e rejeitou uma proposta anterior de cessar-fogo de 48 horas, atribuindo-a à surpresa dos EUA com sua capacidade militar.
Em meio a esses eventos, o presidente Donald Trump intensificou as ameaças ao Irã, afirmando em uma publicação no Truth Social que bombardeará usinas de energia e pontes no país caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até terça-feira. Ele deu um ultimato de 48 horas para o Irã liberar a passagem, chamando os iranianos de "bastardos loucos". Esta ameaça segue um ultimato anterior de 10 dias para a retomada do tráfego marítimo na região. Teerã, por sua vez, acusou Trump de planejar crimes de guerra e prometeu responder com ações simétricas, ameaçando atacar estruturas em Israel e outros países do Golfo. Negociações indiretas entre EUA e Irã, mediadas por Paquistão, Egito e Turquia, não apresentaram progresso significativo, elevando o risco de uma escalada regional no Oriente Médio.
Contudo, Trump também expressou otimismo sobre um possível cessar-fogo com o Irã, afirmando que um acordo pode ser fechado até segunda-feira. Ele mencionou que negociadores iranianos receberam anistia limitada para participar das conversas, mas também ameaçou confiscar o petróleo iraniano se o Irã se recusar a firmar um entendimento. O presidente americano ainda mencionou o envio de armas a manifestantes iranianos, que teriam sido retidas. A postura agressiva de Trump ocorre em meio às eleições de meio de mandato nos EUA, que definirão o controle do Congresso, e ele tem criticado aliados da Otan por não agirem contra o Irã, sugerindo que países afetados busquem seu próprio petróleo.
Os ataques iranianos se espalharam pelo Golfo, causando incêndios na sede do setor petrolífero do Kuwait e interrompendo operações de uma planta petroquímica nos Emirados Árabes Unidos. O conflito levou o Estreito de Ormuz a uma situação próxima de paralisação, impactando os preços globais de petróleo e gás. A crise na região do Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de 20% do petróleo global, gás natural e ureia, tem levado os EUA a pressionar aliados para garantir a segurança da navegação. O Reino Unido, por sua vez, busca uma solução diplomática, reunindo 40 nações para debater uma ação coordenada para reabrir o estreito. Israel relatou ter atingido mais de 120 sistemas de defesa aérea e de mísseis no Irã nas últimas 24 horas. Mais de 5.000 pessoas morreram no conflito, a maioria no Irã, e mais de 1.300 no Líbano devido à guerra paralela de Israel contra o Hezbollah.
Poder360 • 5 abr, 11:03
G1 Mundo • 5 abr, 11:08
InfoMoney • 5 abr, 10:22
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