O Irã atacou um petroleiro perto de Dubai, intensificando o conflito regional. Trump expressa frustração crescente com a guerra e sinaliza uma saída iminente dos EUA, criticando aliados europeus.

O Irã atacou e incendiou o petroleiro Al-Salmi, de bandeira do Kuwait, perto de Dubai, intensificando o conflito regional. O incidente ocorreu em meio a um mês de conflito que se espalhou pela região, afetando o fornecimento de energia e ameaçando a economia global. Autoridades de Dubai confirmaram que o incêndio foi controlado, sem vazamento de óleo ou ferimentos na tripulação, embora o casco do navio tenha sido danificado. O petroleiro transportava 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800 mil barris de petróleo kuwaitiano, com destino à China. Este incidente é o mais recente em uma série de ataques no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, e levou a uma alta momentânea nos preços do petróleo, gerando preocupações sobre o impacto na economia global e o fornecimento de energia. Autoridades iranianas, por sua vez, afirmam que o alvo principal seria um navio de contêineres com ligações com Israel, o Haiphong Express.
Em meio à escalada de tensões, o presidente dos EUA, Donald Trump, expressa frustração crescente com a guerra no Irã, que se estende por um segundo mês sem uma estratégia clara de saída. Ele anunciou que os EUA deixarão o Irã "muito em breve", possivelmente em duas ou três semanas, e que Teerã não precisa assinar um acordo para que os EUA encerrem a guerra. Trump já havia prometido o fim da guerra diversas vezes desde os ataques de EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, afirmando que o objetivo de impedir armas nucleares foi alcançado e que a "mudança de regime" já ocorreu. Ele reiterou a ameaça de destruir usinas de energia e poços de petróleo iranianos se o Estreito de Ormuz não for aberto e um acordo de paz não for firmado.
Trump também expressou frustração com aliados da Otan por não ajudarem a reabrir o Estreito de Ormuz e os conclamou a "lutar por si mesmos", sugerindo que eles deveriam "ir buscar seu próprio combustível" e "tomá-lo". O presidente ameaçou abandonar militarmente aliados europeus, especialmente o Reino Unido, caso não se envolvam. A Casa Branca considera que reabrir o Estreito de Ormuz pode não ser uma condição necessária para encerrar a guerra, apesar de sua importância para o petróleo global. Autoridades dos EUA, incluindo o Secretário de Defesa e a porta-voz da Casa Branca, enfatizam que a reabertura de Ormuz não é apenas um problema dos EUA, mas também de outros países.
Os EUA enviaram um navio de assalto anfíbio e centenas de militares ao Oriente Médio, e há planos para uma possível operação terrestre para apreender urânio enriquecido no Irã. Em meio à escalada de tensões entre EUA, Israel e Irã, Paquistão e China tentam mediar o conflito, enquanto a Europa alerta para o risco de interrupção prolongada no fornecimento de energia. A guerra e seus impactos econômicos, como a alta dos preços do petróleo e da gasolina, representam um risco político para Trump e o Partido Republicano nas próximas eleições.
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