Os mercados financeiros globais têm reagido intensamente às tensões e desenvolvimentos entre os Estados Unidos e o Irã. Inicialmente, registraram quedas significativas impulsionadas pelo acirramento do conflito, que já se estende por quatro semanas. O presidente Donald Trump emitiu um ultimato de 48 horas para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, ameaçando atacar usinas elétricas iranianas caso a demanda não fosse cumprida. Em resposta, o Irã declarou que fechará completamente o canal e considerará usinas e instalações de água como alvos legítimos em caso de ataque. Este cenário levou a uma fuga de investidores de ativos de risco, resultando em quedas nos futuros de Nova York, bem como nas bolsas da Ásia e Europa. Paralelamente, os preços do petróleo dispararam, com o WTI superando US$ 100 e o Brent acima de US$ 113, atingindo o maior valor desde julho de 2022.
Contudo, o cenário de tensão foi parcialmente aliviado após Donald Trump anunciar "conversas muito boas e produtivas" com o Irã para resolver as hostilidades no Oriente Médio e o adiamento de ataques à infraestrutura energética iraniana. A notícia provocou uma queda de 10,9% no preço do petróleo Brent, que fechou abaixo de US$ 100. No Brasil, o dólar aprofundou as perdas, caindo para R$ 5,27, e o Ibovespa subiu 3,24%, fechando aos 181.931 pontos, com a alta puxada por ações de bancos e empresas domésticas, enquanto a Petrobras teve alta moderada pela queda do petróleo. Os títulos do Tesouro dos EUA viram uma interrupção na alta dos rendimentos, com investidores reduzindo apostas em aperto monetário do Federal Reserve, que caíram de mais de 50% para 24% para dezembro. Após o anúncio de Trump, os índices futuros de Nova York, incluindo S&P 500, Nasdaq e Dow Jones, registraram altas significativas.
Agências de notícias iranianas, no entanto, contestaram a existência de negociações, sugerindo que o anúncio visa pressionar os preços do petróleo. Além disso, militares de Israel declararam estar realizando ataques contra o Irã, adicionando complexidade ao cenário. Analistas alertam que a recuperação do mercado pode ser temporária e depende de ações concretas na frente geopolítica, dada a negação do Irã sobre as negociações e as ações militares israelenses. Danos aos mercados de petróleo bruto podem persistir, e a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o fornecimento global, não será imediata, mantendo a incerteza.
Apesar da melhora inicial, o cenário global permanece sensível a novas manchetes geopolíticas, especialmente para os ativos brasileiros, com a volatilidade persistindo diante das informações conflitantes e das ações militares em curso. No mercado cambial brasileiro, o Banco Central realizou leilão de linha de US$ 2 bilhões e leilão de 60.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem de vencimentos, buscando gerenciar a volatilidade.
Agência Brasil - EBC • 23 mar, 19:43
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