Os mercados globais operam com instabilidade, refletindo a aversão ao risco após o presidente Donald Trump rejeitar publicamente a contraproposta do Irã para um plano de paz nuclear. A negativa frustrou expectativas de uma resolução diplomática e elevou o temor de uma escalada prolongada no Oriente Médio. Como reflexo imediato, o preço do petróleo Brent subiu cerca de 3% a 4%, impulsionado pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Nos Estados Unidos, o rali das bolsas perdeu força nesta segunda-feira após atingir recordes na semana anterior, com a incerteza geopolítica contendo o otimismo gerado por balanços corporativos. O setor de energia, contudo, destaca-se como o principal motor do S&P 500, registrando alta de 1,5% em resposta à valorização da commodity.
No Brasil, o cenário de incerteza externa pressionou os ativos locais, com o Ibovespa Futuro recuando 0,41% e o dólar futuro avançando 0,19% na B3, enquanto o Boletim Focus revisou para cima as projeções de inflação e juros para os próximos anos. Além da tensão geopolítica, o mercado monitora a temporada de balanços corporativos, com empresas como Telefônica Brasil e BTG Pactual divulgando seus resultados do primeiro trimestre de 2026. Em Brasília, o presidente Lula cumpre agenda com ministros das áreas econômica e de infraestrutura, enquanto o cenário internacional é agravado por declarações de Vladimir Putin sobre o conflito na Ucrânia e pelo alerta de segurança regional mantido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Apesar do estresse nos mercados, especialistas da BlackRock ressaltam a resiliência da economia americana, enquanto a atenção se volta para a próxima viagem de Trump à China, onde o comércio e a geopolítica devem ser os temas centrais. Investidores agora aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos, dado que será crucial para avaliar o impacto da inflação e a trajetória da política monetária. Em um contexto de volatilidade, os investidores buscam estabilidade tanto na política externa quanto nos indicadores macroeconômicos, enquanto autoridades de saúde dos EUA monitoram um surto isolado de hantavirose em um cruzeiro, fato que não impactou os mercados financeiros até o momento.
InfoMoney • 11 mai, 12:13
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