Dólar cai a R$ 5,17 e bolsas sobem com otimismo sobre Irã
O dólar opera em queda e as bolsas globais em alta, impulsionados por sinalizações de desescalada do conflito no Oriente Médio e dados econômicos. O ouro também subiu no dia.
Pontos principais
- O dólar comercial encerrou a terça-feira vendido a R$ 5,179, uma queda de 1,31%, atingindo o menor nível desde 11 de março.
- A moeda acumula baixa de 5,65% no primeiro trimestre de 2026, com o real tendo o melhor desempenho entre as principais moedas.
- O Ibovespa fechou em alta de 2,71%, aos 187.462 pontos, acompanhando o cenário externo positivo.
- As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, 31 de março, impulsionadas por sinais de trégua EUA-Irã.
- Os preços do petróleo Brent caíram cerca de 3% para US$ 103,97, refletindo a expectativa de trégua no conflito.
- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, expressou disposição para encerrar o conflito com garantias contra agressões.
- O contrato de ouro para abril subiu 2,69% no dia, fechando a US$ 4.647,6 por onça-troy na Comex, impulsionado pelo otimismo de acordo.
- No mês de março, o ouro acumulou uma queda de 12,5%, enquanto a prata recuou cerca de 16%.
O dólar comercial encerrou a terça-feira vendido a R$ 5,179, registrando uma queda de 1,31% e atingindo o menor nível desde 11 de março. A desvalorização contribui para uma baixa acumulada de 5,65% no primeiro trimestre de 2026, com o real apresentando o melhor desempenho entre as principais moedas globais. No mesmo dia, o Ibovespa fechou em alta de 2,71%, aos 187.462 pontos, impulsionado pelo cenário externo positivo e pela recuperação das bolsas nos EUA.
Essa movimentação reflete as expectativas de desescalada do conflito no Oriente Médio, após declarações de líderes dos EUA e Irã indicarem abertura para o fim da guerra. As bolsas de Nova York, incluindo Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, também fecharam em alta nesta terça-feira, 31 de março, impulsionadas por esses sinais de trégua, embora tenham registrado quedas no mês e no trimestre. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, expressou disposição para encerrar o conflito com garantias contra agressões, enquanto Donald Trump indicou a assessores que estaria disposto a encerrar a campanha militar. As sinalizações de Trump sobre o conflito no Irã impactaram o índice Dólar (DXY), que registrou queda. Os preços do petróleo Brent também reagiram, caindo cerca de 3% para US$ 103,97, apesar de terem fechado março com valorização de aproximadamente 40% devido a riscos à oferta global.
O otimismo em relação a um possível acordo entre EUA e Irã também impulsionou o ouro, cujo contrato para abril subiu 2,69% no dia, fechando a US$ 4.647,6 por onça-troy na Comex. Rendimentos mais baixos dos Treasuries, influenciados pelo cenário, reduziram o custo de oportunidade de manter o metal, que não rende juros. Apesar da alta diária, o ouro acumulou uma queda de 12,5% no mês de março, enquanto a prata recuou cerca de 16% no mesmo período. Internamente, a disputa pela Ptax de fim de mês também influenciou a cotação do dólar. Além disso, os mercados aguardam a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos (relatório JOLTS) e no Brasil (Caged), que podem trazer novas direções para o câmbio. Apesar da queda no dia, o dólar subiu 0,87% em março, enquanto o Ibovespa acumulou queda de 0,70% no mês, mas teve um desempenho expressivo no trimestre, com alta de 16,35%.
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