O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país está conversando com sete nações para assegurar a proteção do Estreito de Ormuz. Segundo o Wall Street Journal, citando autoridades americanas, o governo Trump planeja anunciar uma coalizão internacional para escoltar navios na região, crucial para o transporte global de petróleo e gás. Embora não tenha especificado quais países aceitaram participar da escolta, Trump indicou que os EUA já estabeleceram uma parceria com Israel para proteger a rota estratégica, citando objetivos comuns. O líder americano enfatizou que o principal objetivo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, reiterando ter "destruído" a capacidade militar do Irã, atingindo mais de 7.000 alvos e atacando o país "com força máxima". Trump também mencionou que o Irã estaria interessado em negociar, mas os EUA ainda não os consideram prontos para um acordo.
Em um movimento para angariar apoio, Trump pressionou os aliados da OTAN, alertando que a aliança enfrentará um "futuro muito ruim" se não houver ajuda no Golfo. Ele sugeriu que aliados europeus enviem caça-minas e ajudem a neutralizar ameaças iranianas com drones e minas navais, expressando pessimismo sobre a disposição dos aliados em atender ao pedido. Trump também cogita adiar sua viagem à China para pressionar Pequim a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz e acalmar os preços do petróleo, argumentando que a dependência da China do petróleo do Oriente Médio justifica sua participação em uma coalizão para proteger o tráfego de petroleiros. Negociações comerciais entre Scott Bessent e He Lifeng ocorrem em Paris, buscando pavimentar o caminho para a possível viagem de Trump. A China, através de um porta-voz, reiterou o apelo pelo fim dos combates e a estabilidade econômica global, sem responder diretamente ao pedido de Trump. Contrariando a visão americana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito está aberto a todos, exceto aos EUA e seus aliados, e que Teerã não vê razão para conversar com os americanos sobre o fim da guerra. Países como Reino Unido, Coreia do Sul e França demonstraram cautela ou interesse em discutir a situação, mas sem compromissos imediatos para a coalizão proposta por Trump. A International Energy Agency anunciou a liberação de quase 412 milhões de barris de estoques emergenciais de petróleo para reduzir os preços globais.
Além das questões no Oriente Médio, Donald Trump confirmou que mantém conversas com o governo de Cuba, mas indicou que a prioridade é resolver a questão com o Irã antes de focar na ilha. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia confirmado as negociações com a Casa Branca. Trump mencionou que um acordo com Cuba pode ser iminente ou que outras ações serão tomadas em breve, sugerindo uma possível "tomada amigável". As declarações foram feitas a bordo do avião presidencial no domingo, 15, e ocorrem em meio a tensões elevadas e sanções entre Washington e Havana, com Cuba enfrentando uma das suas piores crises econômicas em décadas, agravada pela escassez de combustível.
G1 Mundo • 16 mar, 13:22
InfoMoney • 16 mar, 11:24
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