CPI do Crime Organizado quebra sigilos e convoca envolvidos em lavagem de dinheiro
A CPI do Crime Organizado aprovou quebras de sigilo e convocações de figuras ligadas a esquemas de lavagem de dinheiro do PCC e fraudes financeiras, incluindo o cunhado de Daniel Vorcaro do Banco Master.
Pontos principais
- A CPI do Crime Organizado aprovou quebras de sigilo fiscal, telefônico e telemático de diversas figuras.
- Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro do Banco Master e preso na Operação Compliance Zero, teve seus sigilos quebrados.
- Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” e líder do grupo “A Turma”, teve sigilos quebrados e relatórios do Coaf solicitados.
- Ex-funcionários do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, foram convocados por suposto favorecimento ao Banco Master.
- Empresários como Mohamad Hussein Murad ("Beto Louco") tiveram sigilos quebrados por envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC.
A CPI do Crime Organizado aprovou mais de 20 requerimentos, incluindo quebras de sigilo fiscal, telefônico e telemático de diversas figuras, além de convocações. Entre os alvos está Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, investigado por conexões com o PCC e preso desde a terceira fase da Operação Compliance Zero. Também foram aprovadas as quebras de sigilo de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e líder do grupo criminoso “A Turma”, e de Mohamad Hussein Murad, o Beto Louco, apontado como figura central em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC que movimentou R$ 52 bilhões. Roberto Augusto Leme da Silva, também conhecido como "Beto Louco", e Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, tiveram seus sigilos quebrados, com suas empresas sendo apontadas como veículos para lavagem de dinheiro e fraudes.
A comissão convocou ex-funcionários do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, suspeitos de favorecer o Banco Master e atuar como consultores informais de Vorcaro. Marilson Roseno da Silva, suspeito de integrar “A Turma”, também foi convocado. O grupo "A Turma" do Banco Master é investigado por fraudes no mercado financeiro de até R$ 50 bilhões e por monitorar e intimidar adversários. Requerimentos para obter informações de empresas ligadas ao Banco Master, como King Participações Imobiliárias e King Motors, também foram aprovados, e a CPI solicitou a lista de passageiros de aeronaves usadas por aliados de Vorcaro, além de informações sobre a empresa de gestão de aeronaves Prime YOU, da qual Daniel Vorcaro já foi sócio.
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