A Justiça Federal manteve a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, transferidos para o CDP II de Guarulhos. O grupo é acusado de fraudes bilionárias, milícia privada e de acessar ilegalmente sistemas da PF, FBI e Interpol.
A Justiça Federal em São Paulo manteve a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de seu cunhado Fabiano Zettel. Após audiência de custódia, ambos foram transferidos da superintendência da Polícia Federal em São Paulo para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos. A decisão de transferir Vorcaro e outros investigados da Operação Compliance Zero para um presídio estadual foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Polícia Federal. A PF argumentou que suas Unidades de Trânsito de Presos (UTP) são destinadas à custódia temporária e que a permanência prolongada compromete as investigações e a segurança, além de desviar efetivo policial de sua atividade-fim.
As prisões fazem parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras, incluindo a venda de títulos de crédito falsos, e crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. A operação também investiga um potencial rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) devido a essas fraudes. Um relatório da Polícia Federal revelou que o grupo de Vorcaro, apelidado de "A Turma", não apenas liderava uma milícia privada para intimidar e agredir alvos, mas também acessou ilegalmente sistemas restritos da PF, Ministério Público, FBI e Interpol para vigilar adversários.
A nova prisão de Vorcaro foi fundamentada em mensagens de seu celular que indicam ameaças a jornalistas e outras pessoas. Mensagens de WhatsApp indicam que Vorcaro cogitou simular um assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim e ameaçou uma empregada. Além disso, a investigação aponta o aliciamento de servidores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que teriam recebido propina e vantagens indevidas, como uma viagem à Disney, em troca de informações privilegiadas e assessoria ao Banco Master. O ministro André Mendonça, do STF, autorizou as prisões e determinou o bloqueio de bens no valor de até R$ 22 bilhões. A defesa de Daniel Vorcaro negou as acusações e afirmou que o empresário sempre colaborou com as autoridades e com as investigações.
Agência Brasil - EBC • 4 mar, 18:01
InfoMoney • 4 mar, 17:33
Agência Brasil - EBC • 4 mar, 15:58