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Cunhado de banqueiro do Master fez aporte em empresa ligada a crimes

Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, aportou R$ 48,5 milhões em uma empresa investigada por crimes financeiros e pagamentos a um "Sicário", segundo a PF.

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Foto: InfoMoney
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23/03 às 05:01 · atualizado 10:04

Pontos principais

  • Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (Banco Master), foi preso ao tentar embarcar para Dubai.
  • Zettel aplicou R$ 48,5 milhões na Super Empreendimentos em 2022, empresa que a PF aponta para crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
  • A Super Empreendimentos teria sido utilizada para efetuar pagamentos a Luiz Felipe Mourão, conhecido como "Sicário", que realizava monitoramento e intimidação para Vorcaro.
  • O aporte foi feito como adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC), evitando o pagamento de IOF.
  • Zettel foi diretor da Super Empreendimentos entre 2021 e 2024, período que coincide com as movimentações investigadas.
  • O patrimônio de Zettel saltou de R$ 67,4 milhões para R$ 189,7 milhões em um ano, com investimentos em imóveis, participações societárias e aquisição de relógios e joias.

Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, realizou um aporte de R$ 48,5 milhões na empresa Super Empreendimentos em 2022. Esta empresa é investigada pela Polícia Federal por suposto envolvimento em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, incluindo pagamentos a Luiz Felipe Mourão, conhecido como "Sicário". Mourão, segundo a PF, recebia R$ 1 milhão mensais de Vorcaro por "serviços ilícitos", como extração ilegal de dados e intimidação. O aporte foi feito como adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC), uma modalidade que evita o pagamento de IOF.

Zettel foi preso ao tentar embarcar para Dubai, e sua declaração de Imposto de Renda, solicitada pela CPI do Crime Organizado, revelou um patrimônio de R$ 189 milhões em 2022, um salto significativo em relação ao ano anterior. Ele atuou como diretor da Super Empreendimentos entre 2021 e 2024, período que coincide com as movimentações investigadas. A Polícia Federal indica que Zettel exercia funções de execução dentro da organização, incluindo monitoramento de alvos e obtenção ilegal de dados.

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