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CPI do INSS recorre ao STF contra anulação de quebras de sigilo por Dino

A CPI do INSS, por meio da Advocacia do Senado, recorreu ao STF contra a decisão do ministro Flávio Dino que anulou quebras de sigilo, incluindo a de Lulinha.

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Foto: InfoMoney
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10/03 às 11:03

Pontos principais

  • A CPI do INSS decidiu recorrer da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilo de 87 requerimentos, incluindo o de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
  • A Advocacia do Senado entrou com agravo regimental no STF, argumentando que a deliberação em bloco é um ato interno do Congresso e que CPIs não precisam de fundamentação exauriente.
  • A decisão de Dino anulou a votação que aprovou os requerimentos, estendendo uma decisão favorável à lobista Roberta Luchsinger e impedindo o envio de relatórios do Coaf e dados bancários.
  • Parlamentares criticaram a decisão de Dino, alegando interferência nas prerrogativas do parlamento e que a suspensão dos dados atrapalha os trabalhos da comissão.
  • O Senado pede que Dino reconsidere a decisão ou que o caso seja julgado com prioridade pelo colegiado do STF, devido ao fim iminente dos trabalhos da CPI.

A CPI do INSS, por meio da Advocacia do Senado, formalizou um recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Flávio Dino que anulou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de outros 86 requerimentos. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, havia anunciado a intenção de recorrer, e agora a Advocacia do Senado apresentou um agravo regimental, buscando reverter a suspensão e garantir a continuidade das investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários.

A decisão de Dino, que estendeu uma liminar inicialmente concedida à lobista Roberta Luchsinger, impediu o envio de relatórios do Coaf e dados bancários de investigados como Daniel Vorcaro (Banco Master) e Lulinha. O recurso argumenta que a deliberação em bloco das quebras de sigilo é um "ato interna corporis" do Congresso e que as CPIs não necessitam de fundamentação exauriente para tais medidas. Parlamentares da comissão criticaram a decisão, alegando interferência nas prerrogativas do parlamento e que a suspensão dos dados atrapalha os trabalhos da comissão. O Senado solicita que Dino reconsidere a decisão ou que o caso seja julgado com prioridade pelo colegiado do STF, dada a proximidade do encerramento dos trabalhos da CPI.

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