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Governistas questionam votação da CPI do INSS que atingiu Lulinha e pedem anulação a Alcolumbre

A quebra de sigilo de Lulinha na CPI do INSS gerou tensão entre governo e oposição, com governistas alegando fraude e tumulto na votação e pedindo anulação a Alcolumbre.

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Foto: InfoMoney
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27/02 às 08:02 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • Davi Alcolumbre analisará imagens da sessão da CPI do INSS e aguarda pedido formal para decidir sobre a anulação da quebra de sigilo de Lulinha e do Banco Master.
  • Parlamentares governistas, incluindo a ministra Gleisi Hoffmann, protocolaram pedido de anulação da votação, alegando fraude, tumulto e "golpe" na sessão.
  • Petistas usam fotos da sessão para tentar convencer Alcolumbre a anular a votação, afirmando que tinham maioria contrária aos requerimentos.
  • O presidente da CPI, Carlos Viana, contesta a contagem dos governistas e defende a legalidade da votação, afirmando que o regimento foi cumprido.
  • A bancada governista argumenta que tinha maioria na votação, mas Viana considerou apenas os votos de titulares, gerando acusações de fraude pela senadora Soraya Thronicke.
  • O pedido de anulação inclui denúncia contra Carlos Viana ao Conselho de Ética por quebra de decoro, e petistas ameaçam recorrer ao STF.
  • Alcolumbre consulta a equipe técnica do Senado sobre precedentes para uma possível nova votação, diante da contestação da legalidade do processo.
  • O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, espera uma rápida manifestação de Alcolumbre e defende que Viana paute requerimentos governistas para equilibrar os trabalhos da CPMI.

A quebra de sigilo de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e do Banco Master na CPI do INSS gerou um intenso embate político, levando Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, a analisar as imagens da sessão antes de tomar uma decisão. Parlamentares governistas se reuniram com Alcolumbre para tentar reverter a votação, protocolando um pedido de anulação e alegando fraude na condução do processo e tumulto, que incluiu confusão e relatos de agressões físicas. Eles contestam a contagem de votos e a forma como o presidente da CPI, Carlos Viana, conduziu a sessão que aprovou 87 requerimentos, incluindo as quebras de sigilo bancário e fiscal.

A ministra Gleisi Hoffmann, presidente do PT, reforçou as acusações, chamando a sessão de "golpe" e alegando falha na condução da votação por Viana. Ela afirmou que a base governista teria maioria e que o resultado proclamado não reflete a posição da comissão. Petistas, em particular, acusam fraude na votação simbólica, utilizando fotos da sessão para argumentar que detinham a maioria contrária aos requerimentos, ao contrário da contagem de Viana, que registrou apenas sete votos contrários. A senadora Soraya Thronicke, inclusive, acusou Viana de fraude. Eles buscam convencer Alcolumbre a anular a votação, ameaçando recorrer ao Conselho de Ética contra Viana e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Viana, por sua vez, defende a legalidade da votação, afirmando que o regimento foi cumprido e que a comissão tem condições de dar sequência aos requerimentos.

Alcolumbre informou que analisará as imagens da sessão com a Advocacia do Senado e a Polícia Legislativa, buscando verificar o argumento da base governista sobre a suposta maioria contrária ao requerimento. Ele aguardará o pedido formal para análise e consulta a equipe técnica sobre precedentes para uma possível nova votação. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, espera uma rápida manifestação de Alcolumbre e defende que Viana paute requerimentos governistas para equilibrar os trabalhos da CPMI. A decisão sobre a manutenção ou revisão da quebra de sigilo é esperada para a próxima semana, enquanto a crise se intensifica com o pedido de prorrogação da CPMI, que se encerra no final de março, solicitado por Viana.

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