A defesa de Lulinha pediu a Flávio Dino a suspensão da quebra de seu sigilo pela CPMI do INSS, denunciando vazamento de documentos que mostram movimentação de R$ 19,5 milhões e recebimento de R$ 721 mil do pai.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, solicitou ao ministro Flávio Dino a suspensão da quebra de seu sigilo bancário e fiscal, determinada pela CPMI do INSS. O pedido se baseia na alegação de falta de fundamentação individualizada para a medida, que foi aprovada em uma votação conjunta de 87 requerimentos. Paralelamente, a defesa classificou o vazamento de documentos sigilosos da CPMI como um "crime grave" e prometeu comunicar as autoridades, negando qualquer envolvimento de Lulinha com as fraudes investigadas. A investigação da CPMI do INSS, inicialmente focada em fraudes previdenciárias, ampliou-se para incluir movimentações financeiras de Lulinha após menções em mensagens apreendidas pela PF.
Relatórios obtidos após a quebra de sigilo revelam que Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, com entradas e saídas detalhadas. Ele também recebeu R$ 721,3 mil do pai, o presidente Lula, valores que a defesa justificou como adiantamento de herança, devolução de custos e empréstimo. A maior parte das movimentações está ligada a investimentos e operações entre suas empresas, G4 Entretenimento e Tecnologia e LLF Tech Participações, além de transferências para ex-sócios da Gamecorp. Contudo, a defesa afirma que as informações divulgadas referem-se a rendas e movimentações financeiras legais, declaradas ao Fisco, e que não há elementos que liguem Lulinha ao objeto da investigação.
Adicionalmente, a Polícia Federal investiga a proximidade de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, apontado como operador de um esquema ilegal no INSS. Mensagens e depoimentos sugerem um elo entre Lulinha e Antunes através da empresária Roberta Luchsinger. A defesa de Lulinha, que recorreu ao STF para suspender a quebra dos sigilos, continua a questionar a legalidade da medida e a interpretação da "soma de movimentações" em relatórios financeiros, que, segundo eles, não representam valores líquidos efetivamente recebidos.
InfoMoney • 5 mar, 13:16
G1 Política • 5 mar, 13:42
G1 Política • 5 mar, 13:47