O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, rejeitando recurso da base governista.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, decidiu manter a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, pela CPMI do INSS. A decisão foi tomada após a rejeição de um recurso apresentado por parlamentares governistas, que contestavam a validade da votação. A base aliada argumentava que a maioria da comissão havia se manifestado contra os requerimentos, com apenas sete votos favoráveis e 14 contrários, mas a presidência da comissão havia proclamado a aprovação.
Alcolumbre fundamentou sua decisão em pareceres da Advocacia do Senado e da Secretaria-Geral da Mesa, que concluíram que seriam necessários 16 votos contrários para rejeitar a medida, considerando os 31 parlamentares presentes na sessão. A quebra de sigilos de Lulinha foi solicitada pelo deputado Alfredo Gaspar no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Lulinha é mencionado em mensagens da Polícia Federal como possível beneficiário de R$ 300 mil do esquema, embora sua defesa negue veementemente qualquer envolvimento.