Dino suspende sigilo de amiga de Lulinha; presidente da CPMI vê invasão de prerrogativas
O ministro Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, gerando críticas do presidente e relator da CPMI do INSS, que veem invasão de prerrogativas e temem precedente para o caso de Lulinha.
Pontos principais
- O ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger pela CPMI do INSS.
- Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e é investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
- O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, considerou a decisão de Dino uma invasão das prerrogativas do Congresso e expressou "profunda indignação".
- O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, criticou a decisão de Dino, acusando-o de "dar um tapa na cara do brasileiro de bem" e "salvar Lula de escândalos".
- A cúpula da comissão teme que a decisão de Dino crie um precedente para anular a quebra de sigilo de Lulinha.
- Dino fundamentou a decisão alegando que a aprovação de 87 requerimentos em votação 'em globo' violou o devido processo constitucional.
- A Polícia Federal aponta Luchsinger como parte do 'núcleo político' de uma organização criminosa, suspeita de ocultação de patrimônio e lavagem de capitais.
- Davi Alcolumbre, presidente do Senado, manteve a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, rejeitando recurso governista.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), pela CPMI do INSS. A decisão, que atende a um pedido da defesa de Luchsinger, foi fundamentada na alegação de que a aprovação de 87 requerimentos em votação 'em globo' violou o devido processo constitucional, com o ministro ressaltando que CPIs devem fundamentar individualmente cada medida invasiva. Dino determinou que informações sigilosas já enviadas sejam preservadas sob sigilo pela Presidência do Senado, mas a decisão não impede que a CPMI realize nova deliberação, desde que cumpra os ritos de análise e fundamentação individualizada.
A decisão de Dino gerou forte reação na CPMI do INSS. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), considerou a medida uma invasão das prerrogativas do Congresso, expressando "profunda indignação e enorme preocupação institucional". Viana defendeu o rito de votação, afirmando que é comum em CPIs, e indicou que a comissão avalia recorrer, esperando que o STF "volte a respeitar o Parlamento". O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, também criticou veementemente Dino, acusando-o de "dar um tapa na cara do brasileiro de bem" e de tentar "salvar Lula de escândalos", sugerindo parcialidade na decisão.
A cúpula da comissão teme que a decisão de Dino abra um precedente para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que também está sob investigação e teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados pela CPMI. Luchsinger é investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, sendo apontada pela Polícia Federal como parte do 'núcleo político' de uma organização criminosa, suspeita de ocultação de patrimônio e lavagem de capitais. Mensagens revelam que Luchsinger alertou um dos investigados sobre apreensões e pediu que ele se livrasse de aparelhos celulares. Paralelamente, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, manteve a aprovação da quebra dos sigilos de Lulinha, rejeitando um recurso de parlamentares governistas.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Presidente da CPI do INSS vê invasão de prerrogativas na decisão de Dino que suspendeu sigilo de amiga de 'Lulinha'
G1 Política • 4 mar, 16:17
Relator critica Dino e diz que decisão pode anular quebra de sigilo de Lulinha
InfoMoney • 4 mar, 15:21
Cúpula da CPMI vê precedente em decisão de Dino para suspender quebra de sigilo de 'Lulinha'
G1 Política • 4 mar, 13:20
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
