Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram para manter Jair Bolsonaro preso na Papudinha, negando prisão domiciliar e destacando condições adequadas de custódia.
Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha". A decisão rejeita um novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa, que alegava um quadro de saúde delicada. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Papudinha, após ser condenado em 2025 por liderar organização criminosa e pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O julgamento virtual da Primeira Turma do STF, que analisa a decisão de Moraes, deve ser concluído na noite desta quinta-feira, com a expectativa de que a negativa à prisão domiciliar seja confirmada, aguardando ainda os votos de Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Moraes ressaltou que a Papudinha oferece condições plenamente satisfatórias para a custódia, incluindo atendimento médico contínuo, fisioterapia, atividades físicas e assistência religiosa. Ele citou que Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos, 36 visitas de terceiros, 33 sessões de caminhada e 29 visitas de advogados, além de manter intensa atividade política, o que, para o ministro, comprova sua boa condição de saúde. Uma perícia médica da Polícia Federal já havia concluído que não há necessidade de transferência hospitalar, mesmo diante de um quadro de alta complexidade. O ministro também mencionou a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica como um impedimento para a prisão domiciliar.