O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, intensificou as articulações em Brasília pela concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado com pneumonia. Tarcísio planeja se reunir com diversos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, relator do caso. Paralelamente, um grupo de 178 deputados federais, liderados por Gustavo Gayer (PL-GO), protocolou um pedido no STF solicitando a prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro, alegando grave risco à saúde devido a broncopneumonia bilateral, histórico de câncer e problemas renais. Os advogados de Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro já haviam protocolado um novo pedido de prisão domiciliar humanitária diretamente a Moraes.
Internamente, ministros do STF avaliam a prisão domiciliar para Bolsonaro como uma medida de proteção institucional da Corte, considerando o agravamento de sua saúde e os potenciais desdobramentos políticos. A manutenção da prisão na Papudinha poderia expor o STF a um alto custo político em caso de piora clínica. Contudo, não há consenso, com alguns ministros contrários citando a falta de laudos médicos conclusivos e o descumprimento de medidas cautelares anteriores por Bolsonaro. Integrantes do governo e do PT também consideram a prisão domiciliar para mitigar riscos eleitorais e diminuir a comoção popular. A decisão final sobre o caso, incluindo a análise dos pedidos, ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar organização criminosa e teve sua prisão domiciliar convertida em preventiva após tentar violar a tornozeleira eletrônica.
G1 Política • 19 mar, 11:48
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