A PF prendeu Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e uso de milícias para obstruir investigações.
A Polícia Federal deflagrou uma nova etapa da Operação Compliance Zero, resultando na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A detenção, ocorrida na região da Grande Belo Horizonte, reforça as suspeitas de que Henrique exercia um papel central na engrenagem criminosa que desviou R$ 2,2 bilhões da instituição financeira. Segundo os investigadores, o esquema envolvia o inflamento artificial do patrimônio do banco, lavagem de dinheiro, corrupção e a organização de milícias privadas para ações de intimidação. A operação, que cumpriu mandados em três estados, investiga o uso de hackers pelo grupo para invadir sistemas de órgãos internacionais, como FBI e Interpol, além da infiltração de agentes na própria Polícia Federal para obter dados sigilosos.
Além da prisão de Henrique, as autoridades ampliaram o escopo das investigações para mapear a participação de outros familiares de Daniel Vorcaro na estrutura do grupo. O objetivo da PF é rastrear conexões em empresas, fundos de investimento e operações imobiliárias, buscando entender a extensão da rede de influência e a possível participação de parentes na movimentação de recursos ilícitos. Novas evidências indicam que as atividades criminosas persistiram mesmo após a prisão de Daniel, com Henrique atuando para obstruir o trabalho policial. Há também apurações em curso sobre possíveis elos entre o esquema financeiro do banco e operações de lavagem de dinheiro ligadas ao PCC, além de suspeitas de corrupção envolvendo servidores do Banco Central.
O caso envolve ainda conexões com a CBSF DTVM e a suspeita de uso de verbas desviadas para a compra de uma mansão na Flórida, imóvel que já teve o bloqueio solicitado junto à Justiça dos Estados Unidos. Paralelamente, a análise de delações premiadas revelou omissões graves, incluindo a existência de uma relação entre o dono do banco e o senador Flávio Bolsonaro, fato que não havia sido reportado anteriormente. A expectativa agora recai sobre o ministro André Mendonça, que deve derrubar o sigilo da sexta fase da operação em breve, permitindo que novos detalhes sobre a rede de influência do grupo venham a público.
G1 Política • 14 mai, 14:45
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