O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso em março na Operação Compliance Zero, foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na capital federal. A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, atendendo a um pedido da defesa de Vorcaro. A decisão de Mendonça visa facilitar a tomada de depoimentos de Vorcaro e otimizar a logística para a tentativa de um acordo de delação premiada. O ministro, no entanto, negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do banqueiro.
Em um desenvolvimento significativo, Daniel Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, sinalizando o avanço nas negociações para uma possível delação premiada. Mendonça enfatizou que a colaboração só será homologada se for consistente, completa e não seletiva, reforçando a necessidade de que o acordo seja robusto para que haja qualquer mudança no regime de prisão. A negociação da delação será conduzida pela PF e PGR, e a defesa de Vorcaro está atualmente construindo a proposta, que detalhará fatos, provas e pessoas envolvidas. Nesta fase, o banqueiro ainda não depõe, e o acordo não foi assinado.
Na Superintendência da PF, Vorcaro deve ocupar uma "sala de Estado", um espaço reservado para autoridades, similar ao que foi utilizado por Jair Bolsonaro. A sala possui 12 metros quadrados e é equipada com cama, banheiro privativo, ar-condicionado, janela, armário e frigobar. Neste local, Vorcaro apresentará o que pode delatar e discutirá a redução de penas com os investigadores. Se a proposta for considerada consistente, depoimentos são marcados antes da assinatura do acordo, e após a formalização, os depoimentos formais começam e o prêmio, como a redução de pena, é negociado.
A Operação Compliance Zero investiga fraudes e irregularidades envolvendo o Banco Master, e Vorcaro é investigado por crimes financeiros, pagamentos indevidos a agentes públicos e formação de milícia privada. O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025 devido a um colapso financeiro, e as investigações revelaram um esquema de fraudes bilionárias, estimado em R$ 17 bilhões, envolvendo carteiras de crédito falsas. O caso também levou ao afastamento de funcionários do Banco Central e à liquidação de outras instituições ligadas ao esquema.
G1 Política • 19 mar, 19:57
Agência Brasil - EBC • 19 mar, 18:50
G1 Política • 19 mar, 18:57
14 mar, 09:01
6 mar, 08:00
4 mar, 17:01
3 mar, 23:00
23 fev, 17:01