Câmara aprova PEC da Segurança Pública em 1º turno e texto segue para o Senado
A Câmara aprovou em 1º turno a PEC da Segurança Pública por 487 votos a 15, após retirar a redução da maioridade penal, e o texto segue para o Senado. A proposta prevê penas maiores para crimes de alta periculosidade e alterações nas competências policiais.
Pontos principais
- A Câmara dos Deputados aprovou em 1º turno a PEC da Segurança Pública com 487 votos a favor e 15 contrários.
- A redução da maioridade penal para 16 anos e o referendo sobre o tema foram retirados da PEC após acordo para garantir a votação.
- A proposta segue agora para análise do Senado Federal.
- A PEC estabelece o 'Sistema Único de Segurança' e divide responsabilidades entre União, Estados, DF e municípios.
- Inclui na Constituição o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, com repasse de 50% para Estados e municípios e 6% dos rendimentos de loterias de apostas (bets).
- Atribui à Polícia Federal o combate a crimes de organizações e milícias com repercussão interestadual ou internacional, e amplia as competências da Polícia Rodoviária Federal para hidrovias e ferrovias.
- As polícias municipais foram incluídas no rol de órgãos de segurança pública, com funções de proteção de bens e policiamento ostensivo.
- A PEC prevê a criação de lei com penas maiores para organizações criminosas e crimes violentos, proibindo progressão de regime e saídas temporárias para esses casos.
- Os 11 deputados do PSOL votaram contra a proposta, assim como dois da Rede e um do União Brasil.
A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, com uma expressiva maioria de 487 votos a favor e apenas 15 contrários. A votação ocorreu após um acordo crucial que resultou na retirada dos pontos mais controversos da proposta: a redução da maioridade penal para 16 anos e a previsão de um referendo sobre o tema. A decisão de levar o texto diretamente ao plenário, sem passar pela comissão especial, foi do presidente da Câmara, Hugo Motta, visando agilizar o processo e evitar a rejeição no Senado. O relator Mendonça Filho aceitou as alterações para garantir a tramitação da PEC.
O texto aprovado agora segue para análise do Senado Federal e visa redesenhar a segurança pública e o combate ao crime organizado no país. Entre as principais inovações, a PEC estabelece o 'Sistema Único de Segurança', que divide responsabilidades entre União, Estados, Distrito Federal e municípios, buscando integrar o combate ao crime organizado entre as forças policiais. A proposta também prevê a criação de lei com penas maiores para organizações criminosas e crimes violentos, proibindo a progressão de regime e saídas temporárias para esses casos.
Além disso, a proposta inclui na Constituição o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, com a previsão de repasse de 50% dos recursos para Estados e municípios, e a destinação de 6% dos rendimentos de loterias de apostas (bets) para o financiamento, buscando reorganizar o sistema de financiamento da área. A PEC também atribui à Polícia Federal o combate a crimes de organizações e milícias com repercussão interestadual ou internacional, ampliando suas competências, e estende as competências da Polícia Rodoviária Federal para hidrovias e ferrovias.
Outro ponto relevante é a inclusão das polícias municipais no rol de órgãos de segurança pública, reconhecendo seu papel na estrutura de segurança com funções de proteção de bens e policiamento ostensivo, em colaboração com outros órgãos de segurança. A questão da maioridade penal, retirada da PEC, será abordada em uma proposta separada, conforme já havia sido sinalizado. Entre os votos contrários à PEC, destacam-se os 11 deputados do PSOL, além de dois da Rede e um do União Brasil, e a deputada Luizianne Lins (PT-CE) registrou abstenção.
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