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Haddad: cedo para reverter corte da Selic, mas economia brasileira está bem

Fernando Haddad avalia que é prematuro reverter o corte da Selic devido ao conflito no Irã, mas ressalta que a economia brasileira está bem e o governo monitora a situação com cautela, destacando a autonomia do país.

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Foto: InfoMoney
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03/03 às 18:02

Pontos principais

  • Fernando Haddad declarou que é muito cedo para reverter o ciclo de cortes da Selic por conta do conflito no Irã.
  • O ministro afirmou que o conflito não deve impactar imediatamente a macroeconomia brasileira, mas a pasta acompanha a situação com cautela.
  • Haddad ressaltou que a economia brasileira está em boa condição e em um bom momento para atração de investimentos.
  • A equipe econômica da Fazenda está estudando os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio no Brasil e se preparando para cenários imprevisíveis.
  • Haddad destacou a autonomia econômica do Brasil, sendo produtor de petróleo, com reservas cambiais e sem dívida externa, além de energia limpa.
  • Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo.
  • Especialistas avaliam que os ataques ao Irã visam a 'troca de regime' para conter a expansão econômica da China e consolidar a hegemonia de Israel.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que é prematuro considerar a reversão do ciclo de cortes da taxa Selic em resposta ao conflito no Irã. Haddad ressaltou a importância de o Banco Central calibrar a política monetária de forma adequada, evitando tanto a insuficiência quanto o excesso de medidas. Apesar da cautela com a escalada das tensões no Oriente Médio, o ministro afirmou que a economia brasileira está em boa condição e em um bom momento para atração de investimentos, embora o governo monitore a situação de perto para se preparar para qualquer impacto macroeconômico.

Haddad declarou que os ataques dos EUA e Israel contra o Irã não terão impactos imediatos na economia brasileira, e que o conflito não deve impactar a redução da taxa Selic. Ele ressaltou a dificuldade de prever o desenrolar do conflito e a necessidade de cautela, mas destacou a autonomia econômica do Brasil, sendo produtor de petróleo, com reservas cambiais e sem dívida externa, além de energia limpa. A equipe econômica da Fazenda está ativamente engajada na análise dos potenciais cenários que a escalada das tensões no Oriente Médio pode gerar para a economia brasileira, visando uma preparação eficaz. O impacto macroeconômico dependerá da escala do conflito, segundo o ministro.

Haddad destacou que a preparação para eventos globais imprevisíveis é uma constante, citando como exemplos o "tarifaço do Trump" e eventos climáticos severos, e mencionou a pauta de exportação superavitária do Brasil, enfatizando que o país busca a paz. Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, adicionando um elemento de incerteza à situação global. Especialistas avaliam que os ataques ao Irã visam a 'troca de regime' para conter a expansão econômica da China e consolidar a hegemonia de Israel, e Haddad relacionou as movimentações no Irã e Venezuela à preocupação dos EUA com a força econômica e militar da China.

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