Haddad: cedo para reverter corte da Selic, mas economia brasileira está bem
Fernando Haddad avalia que é prematuro reverter o corte da Selic devido ao conflito no Irã, mas ressalta que a economia brasileira está bem e o governo monitora a situação com cautela, destacando a autonomia do país.
Pontos principais
- Fernando Haddad declarou que é muito cedo para reverter o ciclo de cortes da Selic por conta do conflito no Irã.
- O ministro afirmou que o conflito não deve impactar imediatamente a macroeconomia brasileira, mas a pasta acompanha a situação com cautela.
- Haddad ressaltou que a economia brasileira está em boa condição e em um bom momento para atração de investimentos.
- A equipe econômica da Fazenda está estudando os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio no Brasil e se preparando para cenários imprevisíveis.
- Haddad destacou a autonomia econômica do Brasil, sendo produtor de petróleo, com reservas cambiais e sem dívida externa, além de energia limpa.
- Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo.
- Especialistas avaliam que os ataques ao Irã visam a 'troca de regime' para conter a expansão econômica da China e consolidar a hegemonia de Israel.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que é prematuro considerar a reversão do ciclo de cortes da taxa Selic em resposta ao conflito no Irã. Haddad ressaltou a importância de o Banco Central calibrar a política monetária de forma adequada, evitando tanto a insuficiência quanto o excesso de medidas. Apesar da cautela com a escalada das tensões no Oriente Médio, o ministro afirmou que a economia brasileira está em boa condição e em um bom momento para atração de investimentos, embora o governo monitore a situação de perto para se preparar para qualquer impacto macroeconômico.
Haddad declarou que os ataques dos EUA e Israel contra o Irã não terão impactos imediatos na economia brasileira, e que o conflito não deve impactar a redução da taxa Selic. Ele ressaltou a dificuldade de prever o desenrolar do conflito e a necessidade de cautela, mas destacou a autonomia econômica do Brasil, sendo produtor de petróleo, com reservas cambiais e sem dívida externa, além de energia limpa. A equipe econômica da Fazenda está ativamente engajada na análise dos potenciais cenários que a escalada das tensões no Oriente Médio pode gerar para a economia brasileira, visando uma preparação eficaz. O impacto macroeconômico dependerá da escala do conflito, segundo o ministro.
Haddad destacou que a preparação para eventos globais imprevisíveis é uma constante, citando como exemplos o "tarifaço do Trump" e eventos climáticos severos, e mencionou a pauta de exportação superavitária do Brasil, enfatizando que o país busca a paz. Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, adicionando um elemento de incerteza à situação global. Especialistas avaliam que os ataques ao Irã visam a 'troca de regime' para conter a expansão econômica da China e consolidar a hegemonia de Israel, e Haddad relacionou as movimentações no Irã e Venezuela à preocupação dos EUA com a força econômica e militar da China.
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