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Dólar e petróleo oscilam com tensão geopolítica e bloqueio fiscal

O mercado financeiro reage à tensão entre EUA e Irã, sinais de juros pelo Fed e ao bloqueio de R$ 23,7 bilhões no orçamento brasileiro.

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Foto: InfoMoney
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22/05 às 09:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O dólar à vista encerrou o pregão em alta de 0,55%, cotado a R$ 5,028.
  • O petróleo Brent permanece acima de US$ 100 devido à instabilidade no Estreito de Ormuz.
  • O governo federal anunciou um bloqueio de R$ 23,7 bilhões no orçamento para cumprir metas fiscais.
  • A Bolsa de Valores brasileira registrou queda em meio ao pessimismo global.
  • O mercado reagiu negativamente à posse da nova gestão no Federal Reserve.
  • O presidente Donald Trump enviou 5 mil soldados para a Polônia, elevando a tensão global.
  • Pesquisa Datafolha aponta Lula com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno.
  • A probabilidade de corte de 0,25 ponto na Selic em junho subiu para 92%.

O mercado financeiro global mantém-se em estado de alerta diante da falta de um acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã, enquanto a instabilidade no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo e dita o fluxo de ativos de segurança. Nesta sexta-feira, o dólar à vista avançou para R$ 5,028, acompanhado pelo envio de 5 mil soldados americanos à Polônia por determinação do presidente Donald Trump, o que ampliou o clima de incerteza geopolítica. A frustração com as negociações diplomáticas, travadas por impasses sobre o enriquecimento de urânio e a segurança no Estreito de Ormuz, continua a pesar sobre o humor dos investidores e a manter a volatilidade nas commodities energéticas.

No cenário doméstico, o governo brasileiro anunciou um bloqueio de R$ 23,7 bilhões no orçamento para assegurar o cumprimento dos limites de despesas, medida que impactou a curva de juros e contribuiu para a desvalorização da Bolsa de Valores. O ambiente político também adiciona instabilidade, com o senador Flávio Bolsonaro enfrentando desgaste após escândalo envolvendo o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro. Pesquisas recentes do Datafolha indicam Lula com 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, fator que permanece no radar dos agentes financeiros.

Nos Estados Unidos, a política monetária permanece como foco central. O mercado reagiu negativamente à posse da nova gestão no Federal Reserve, que sinaliza a continuidade de uma postura rigorosa para conter a inflação persistente. A transição no comando do Fed, somada às projeções inflacionárias revisadas para cima, tem penalizado ativos de risco e metais preciosos como ouro e prata, uma vez que o mercado descarta cortes de juros no curto prazo, impactando diretamente o rendimento dos Treasuries e pressionando mercados emergentes.

Enquanto o Banco Central brasileiro atua com leilões de linha e swap cambial para gerir a liquidez, o mercado de juros futuros reflete uma expectativa de 92% para um corte na Selic em junho. A combinação entre o bloqueio orçamentário, a trajetória dos juros globais e o cenário eleitoral brasileiro mantém os agentes financeiros em cautela. A eficácia das medidas econômicas permanece sob escrutínio, com o mercado buscando equilibrar a esperança de uma resolução diplomática no Irã com os riscos de um conflito prolongado e as variáveis fiscais internas que definem o fechamento da semana.

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