O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou preocupação com a disparada do preço do petróleo e defendeu que o governo evite "decisões açodadas" em resposta ao cenário econômico. Ele ressaltou a autonomia do Banco Central (BC) na definição da taxa de juros, que atualmente está em 15% ao ano. A alta do petróleo é atribuída à guerra no Oriente Médio, com ataques dos EUA e Israel ao Irã, e à expectativa de um fim rápido do conflito, conforme declarações do presidente Donald Trump. O ministro comparou a situação atual a episódios anteriores de tensão internacional que foram absorvidos pelo mercado, e mencionou que a alta do petróleo pode afetar a inflação, mas a política monetária é responsabilidade do Banco Central.
Economistas alertam que a pressão nos preços do petróleo e do dólar pode elevar os custos de combustíveis e energia no Brasil, impactando a inflação. Essa "mudança de preços relativos" pode contaminar as projeções inflacionárias e, consequentemente, limitar a capacidade do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de realizar cortes na taxa Selic, cujas decisões de juros têm impacto pleno na economia em um período de 6 a 18 meses. A equipe econômica, sob orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está monitorando a escalada de tensões e avaliando diferentes cenários antes de tomar medidas.
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