Durigan nega pressão fiscal nos juros e cita guerra e eleição
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a guerra no Oriente Médio e o calendário eleitoral são os principais fatores por trás dos juros elevados no Brasil, negando que a política fiscal seja a causa.
Pontos principais
- Dario Durigan, ministro da Fazenda, negou que a política fiscal seja a principal causa dos juros altos no Brasil.
- Ele atribuiu maior impacto na política monetária à guerra no Oriente Médio e a fatores internacionais.
- Durigan declarou que o calendário eleitoral dificulta a revisão de gastos no Congresso.
- O ministro defendeu a validade das regras fiscais atuais e a estratégia gradual de ajuste das contas públicas.
- Foi lançado o Desenrola 2.0, com limite de R$ 15 mil para dívidas e descontos de até 90%.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, refutou a ideia de que a política fiscal seja a principal causa dos juros elevados no Brasil. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Durigan argumentou que a guerra no Oriente Médio e outros fatores internacionais têm um impacto mais significativo na política monetária do país. Ele também destacou que o calendário eleitoral, entre maio e outubro, dificulta o avanço de medidas de revisão de gastos no Congresso Nacional.
Durigan defendeu que as regras fiscais atuais são válidas e estão gerando resultados, sem necessidade de substituição. O governo manterá uma estratégia gradual de ajuste das contas públicas, focando na contenção de despesas e na melhoria da qualidade do gasto. Além disso, foi lançado o Desenrola 2.0, com limite de R$ 15 mil para dívidas e descontos de até 90%, focado em cartão de crédito e cheque especial, sem previsão de pressão inflacionária.
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