O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima sua projeção de crescimento para a economia brasileira em 2026, elevando-a para 1,9%. Este aumento de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa anterior é parcialmente atribuído ao impacto positivo da guerra no Oriente Médio, que favorece o Brasil como exportador de petróleo. O conflito, iniciado no final de fevereiro de 2026 com ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel ao Irã, contribui com aproximadamente 0,2 ponto percentual para o crescimento do Brasil. No entanto, a perspectiva para 2027 foi ajustada para baixo, caindo 0,3 ponto percentual para 2,0%, refletindo preocupações com a desaceleração da demanda global, o aumento dos custos de insumos e condições financeiras mais restritivas. As projeções do FMI para o Brasil são mais otimistas que as do Banco Central, mas inferiores às do Ministério da Fazenda e do mercado (pesquisa Focus). O FMI ressalta que reservas internacionais adequadas e baixa dependência de dívida externa devem ajudar o Brasil a absorver choques.
Em contraste com a elevação para o Brasil, o FMI cortou a projeção de crescimento do PIB mundial para 2026 de 3,3% para 3,1%, citando os impactos da guerra no Oriente Médio e alertando para o risco de uma recessão global caso o conflito persista. A guerra é apontada como causa de custos humanitários, danos à infraestrutura e interrupção do tráfego marítimo e aéreo. A previsão de inflação global também foi elevada para 4,4% em 2026 e 3,7% em 2027, impulsionada por commodities e expectativas de preços, com o petróleo projetado para subir 21,7% em 2026. O FMI alerta que um bloqueio mais longo do Estreito de Ormuz ou danos adicionais a instalações de hidrocarbonetos poderiam desacelerar o crescimento global para 2,5% e elevar a inflação para 5,4%.
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