O governo considera enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso para eliminar a jornada de trabalho 6x1, caso as discussões atuais não avancem rapidamente, enfrentando resistência do setor produtivo devido a potenciais aumentos de custos.
O governo federal, por meio do ministro do Trabalho Luiz Marinho, sinalizou a possibilidade de enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso Nacional para pôr fim à jornada de trabalho 6x1. A medida seria uma resposta à lentidão nas discussões legislativas sobre o tema, que é uma bandeira de campanha do presidente Lula e visa a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Projetos com urgência presidencial têm o poder de trancar a pauta do Congresso se não forem votados em 45 dias por Casa, acelerando o processo legislativo.
Contudo, a proposta enfrenta forte resistência do setor produtivo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada de trabalho poderia gerar um aumento significativo nos custos para as empresas, variando entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões anuais. Apesar das preocupações com os custos, Marinho defende a redução como uma necessidade social, destacando que algumas empresas já adotam a prática voluntariamente e que, por lei, as adequações futuras seriam apenas para menos horas de trabalho.