Após a morte de Ali Khamenei e a nomeação de Alireza Arafi como líder interino, Trump promete intensificar a ofensiva contra o Irã, vingar militares mortos e incitar a população à revolta, enquanto o regime tenta manter a estabilidade em meio à crise e escalada regional que enfraquece sua posição.

A tensão no Oriente Médio escalou drasticamente com a confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em um ataque militar atribuído aos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. A operação, denominada Fúria Épica pelos EUA, visou paralisar a estrutura de comando do Irã, resultando também na morte de chefes militares iranianos de alto escalão. A televisão estatal iraniana confirmou o falecimento e, em resposta rápida à crise de liderança, o Irã anunciou a nomeação do aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino em 1º de março. Arafi terá a tarefa de conduzir o processo de escolha de um novo líder supremo permanente, destacando a natureza teocrática do Irã, onde o Líder Supremo detém os poderes político e religioso. Um conselho de governo interino foi formado, composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, o Chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e um jurista do Conselho dos Guardiões, para conduzir o país até a escolha do novo líder. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a agressão, alertando para riscos globais e violação do direito internacional.
Alireza Arafi, nomeado membro jurista do Conselho de Liderança do Irã, é visto como uma figura de confiança com grande experiência religiosa e burocrática. Ele liderará o país ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do judiciário Gholam Hossein Mohseni Ejehei, sendo o mais graduado do triunvirato por ser clérigo. Arafi, um clérigo xiita de 67 anos, é filho de Mohammad Ibrahim Arafi, próximo a Ruhollah Khomeini. Ele ocupa cargos importantes como vice-presidente da Assembleia de Peritos e membro do Conselho dos Guardiões, além de chefiar o sistema de seminários do Irã. Considerado um homem de confiança de Khamenei, ele foi articulado como um possível sucessor e é fluente em árabe e inglês, com interesse em tecnologia.
A morte de Khamenei gerou uma forte repercussão global e incertezas sobre a sucessão definitiva. A Assembleia de Especialistas, composta por clérigos seniores, é a responsável por escolher o novo líder supremo em até três meses, conforme a Constituição iraniana. No entanto, o processo é influenciado pelo Conselho dos Guardiães e pela figura do próprio Khamenei, que exercia grande poder sobre a escolha. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a morte de Khamenei como "um grande crime", prometeu "vingança legítima" e declarou que os ataques só trarão vergonha aos EUA e Israel. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica anunciou a "operação ofensiva mais feroz da história" contra Israel e bases americanas.
Em uma escalada imediata, o Irã retaliou com bombardeios contra bases militares dos EUA em países do Golfo Pérsico e no Iraque, e atacou Israel, que registrou nove mortes. Pela primeira vez, o Irã também atingiu instalações não militares em Dubai e um aeroporto civil no Kuwait, ampliando o conflito. Em resposta, forças americanas e israelenses realizaram um novo bombardeio em Teerã e atingiram um navio de guerra iraniano no Golfo de Omã. Em meio a essa intensificação, o presidente Donald Trump prometeu vingar as mortes de militares americanos e aplicar um "golpe devastador" contra o regime iraniano, reconhecendo a possibilidade de mais baixas e afirmando que os EUA vingarão suas mortes. Trump conclamou a Guarda Revolucionária e a polícia militar iraniana a se renderem ou enfrentarem "morte certa", e fez um apelo direto à população iraniana para que se rebele e retome o país, prometendo apoio dos EUA.
A morte de Khamenei e os ataques aéreos massivos enfraqueceram significativamente o regime iraniano, que já era impopular. Mesmo que o regime não caia, o ataque terá consequências estratégicas no Oriente Médio comparáveis ao colapso da União Soviética. O Irã, que construiu uma rede regional de milícias aliadas (Hezbollah, Hamas, houthis) e desenvolveu seu programa nuclear, tornando-se uma potência regional, agora enfrenta um declínio que começou com a resposta de Israel ao Hamas e se acelerou com a derrota do Hezbollah e a queda de Bashar al-Assad na Síria. Especialistas preveem que o Irã ficará enfraquecido no médio prazo, focado em disputas internas e caos econômico, mas pode espalhar caos de curto prazo para forçar um cessar-fogo. Uma escalada regional, com o engajamento total das forças por procuração do Irã, transformaria o conflito em uma guerra regional com impactos nos preços do petróleo. No longo prazo, um Irã consumido por problemas internos pode abrir novas oportunidades para o Líbano e os palestinos, deixando Israel em posição dominante na região.
G1 Mundo • 2 mar, 06:39
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