Visão geral
Ali Khamenei foi o Líder Supremo do Irã, a mais alta autoridade política e religiosa do país, por quase quatro décadas. Ele foi uma figura central na política iraniana, com influência significativa nas decisões domésticas e internacionais do Irã. Em janeiro de 2026, em meio a uma onda de protestos internos, crise econômica e tensões internacionais, sua liderança foi marcada por desafios crescentes, incluindo sua própria debilidade física e a ausência de um sucessor claro. Pela primeira vez, em 17 de janeiro de 2026, Khamenei admitiu publicamente que houve "milhares" de mortes nas manifestações pelo país, ao mesmo tempo em que acusava o presidente dos EUA, Donald Trump, de ser um criminoso por incitar os manifestantes e buscar dominar os recursos do Irã. Em 28 de fevereiro de 2026, Donald Trump confirmou a morte de Khamenei em ataques conjuntos entre forças americanas e israelenses contra o Irã, embora o governo iraniano não tenha confirmado a informação. Durante seu governo, Khamenei nunca aceitou reformas na república islâmica e reprimiu fortemente a oposição, mantendo uma posição hostil aos Estados Unidos e negando a existência do Estado de Israel.
Contexto histórico e desenvolvimento
Ali Khamenei assumiu a posição de Líder Supremo após a morte do Aiatolá Ruhollah Khomeini. Sua escolha foi considerada uma surpresa, pois nem todos o julgavam qualificado para suceder o fundador e líder histórico da república islâmica. Khamenei havia sido vice-ministro da defesa e presidente durante a guerra com o Iraque, na década de 1980, mas não um dos líderes da revolução, e nem sequer tinha o título de aiatolá. Nascido em 1939 em Mashhad, de uma família pobre e devota, ele cresceu sob a monarquia do xá Reza Pahlavi. Juntou-se aos protestos contra a monarquia, foi preso e exilado brevemente antes da Revolução Islâmica de 1979, que o levou a se tornar um homem de confiança de Khomeini. Em 1980, passou a conduzir a oração de sexta-feira em Teerã e, em 1981, após um ataque a bomba que paralisou sua mão direita, foi eleito presidente do Irã com 95% dos votos. Durante a guerra Irã-Iraque (1980-1988), esteve ao lado de Khomeini. Foi nesse período que o Irã começou a financiar e armar grupos como o Hezbollah no Líbano e, mais tarde, o Hamas na Faixa de Gaza, em uma estratégia de "guerra por procuração" contra Israel e o Ocidente.
Sua liderança foi marcada por um período de tensões internacionais, especialmente com os Estados Unidos. Em janeiro de 2026, em meio a protestos internos no Irã e crescentes ameaças entre Teerã e Washington, Khamenei comparou o então presidente dos EUA, Donald Trump, a um faraó, alertando para a "queda de tiranos". Esta declaração reflete a retórica antiocidental frequentemente adotada pelo regime iraniano sob sua liderança. Em 17 de janeiro de 2026, Khamenei reforçou essa retórica, chamando Trump de criminoso e acusando-o de incitar os manifestantes e buscar dominar os recursos econômicos e políticos do Irã. Ele descreveu os manifestantes como "soldados rasos" dos Estados Unidos, que teriam destruído mesquitas e centros educacionais, e reconheceu que os protestos resultaram em "milhares" de mortos.
Nesse mesmo período, o Irã enfrentou uma onda de protestos que se espalhou por suas 31 províncias, diferindo de mobilizações anteriores por ocorrer em um contexto de vulnerabilidade do regime. A grave crise econômica, evidenciada pela desvalorização de 40% do rial e inflação descontrolada, com o rial perdendo 56% de seu valor frente ao dólar em um ano e o preço dos alimentos aumentando em média 72%, e uma guerra de 12 dias com Israel em junho de 2025, contribuíram para o aumento da insatisfação popular. Os protestos, iniciados por comerciantes do Grande Bazar de Teerã, rapidamente escalaram de questões econômicas para demandas por mudança de regime. A repressão brutal das forças de segurança resultou em centenas de mortos e milhares de presos, além do bloqueio da internet e da telefonia para isolar os manifestantes. A lacuna geracional, com 47% dos iranianos tendo menos de 30 anos e impulsionando os protestos, e a percepção de que o medo estava perdendo força na população, foram fatores cruciais. Analistas como Vali Nars, professor de Relações Internacionais, sugeriram que, embora um colapso total não fosse iminente, a revolução iraniana poderia estar chegando ao fim. Paralelamente, o líder supremo, Ali Khamenei, de 86 anos, apresentava-se fisicamente debilitado e sem um sucessor claro, enquanto seus parceiros regionais, como Hezbollah e Hamas, estavam enfraquecidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, considerava opções militares, cibernéticas e sanções, além de apoiar os manifestantes, aumentando a pressão externa sobre o regime. Dias antes da declaração de Khamenei, Trump havia alertado que agiria caso a matança de manifestantes continuasse, embora um dia antes da admissão de Khamenei, Trump tenha adotado um tom conciliatório, afirmando que o Irã havia cancelado execuções.
Khamenei acumulou as funções de líder político e religioso, sendo responsável pelas decisões estratégicas da nação, como as de política externa, segurança e forças armadas. Ele podia anular decisões presidenciais e demitir qualquer membro do governo. Apresentava-se como o guardião dos valores da revolução islâmica, mas usou a força para reprimir a dissidência, como na Onda Verde de 2009, nos protestos de 2019 contra o aumento dos combustíveis e, em 2022, após a morte de Mahsa Amini. A popularidade do regime caiu devido à economia cambaleante e às sanções ocidentais, agravadas pelos ataques de Israel e dos EUA em junho de 2025. Antes de sua suposta morte, Khamenei sobreviveu a um atentado em 1981 e a um câncer em 2014. Nos últimos meses de sua vida, dizia-se que ele vivia em um bunker subterrâneo em Teerã.
Linha do tempo
- Janeiro de 2026: Ali Khamenei compara o presidente dos EUA, Donald Trump, a um faraó e alerta para a "queda de tiranos".
- Janeiro de 2026: Início de uma onda de protestos generalizados por todas as 31 províncias do Irã, impulsionados por crise econômica e descontentamento popular. O regime implementa bloqueio total da internet e telefonia. Relatos indicam centenas de mortos e milhares de presos na repressão.
- 17 de janeiro de 2026: Ali Khamenei admite pela primeira vez que houve "milhares" de mortes nos protestos e acusa o presidente dos EUA, Donald Trump, de ser um criminoso por incitar os manifestantes e buscar dominar os recursos do Irã.
- 28 de fevereiro de 2026: Donald Trump confirma a morte de Ali Khamenei em ataques conjuntos entre forças americanas e israelenses contra o Irã. Os ataques deixam 201 mortos e 747 feridos, com explosões registradas em Teerã e outras cidades. O Estreito de Ormuz é fechado por segurança. O Irã responde com lançamento de mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região, causando mortes e danos em vários países.
Principais atores
- Ali Khamenei: Líder Supremo do Irã, cuja morte foi confirmada por Donald Trump em 28 de fevereiro de 2026.
- Donald Trump: Presidente dos Estados Unidos, que confirmou a morte de Khamenei e esteve envolvido nos ataques conjuntos contra o Irã.
- Benjamin Netanyahu: Primeiro-ministro de Israel, que declarou que a ofensiva contra o Irã matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, e fez um apelo à população iraniana para se levantar contra o regime.
- Irã: País governado por Ali Khamenei, alvo de ataques conjuntos de EUA e Israel e que retaliou com mísseis e drones.
- Estados Unidos: País que, em conjunto com Israel, lançou ataques contra o Irã e cujo presidente confirmou a morte de Khamenei.
- Israel: País que, em conjunto com os EUA, lançou ataques contra o Irã e foi alvo de retaliação iraniana.
- Masoud Pezeshkian: Presidente do Irã em janeiro de 2026, que anunciou reformas de austeridade sem sucesso.
- Vali Nars: Professor de Relações Internacionais e Estudos do Oriente Médio da Universidade Johns Hopkins, analista da situação iraniana.
- Hezbollah: Grupo militante e partido político libanês, parceiro regional do Irã, mencionado como enfraquecido em 2026 e historicamente financiado pelo Irã.
- Hamas: Organização palestina, parceiro regional do Irã, mencionada como enfraquecida em 2026 e historicamente financiada pelo Irã.
- Amir Nasirzadeh: Ministro da Defesa do Irã, que teria morrido nos ataques israelenses em 28 de fevereiro de 2026.
- Mohammed Pakpour: Comandante da Guarda Revolucionária, que teria morrido nos ataques israelenses em 28 de fevereiro de 2026.
Termos importantes
- Líder Supremo: A mais alta autoridade política e religiosa na República Islâmica do Irã, com poder sobre todas as principais políticas do Estado.
- Faraó: Título dos antigos reis do Egito, frequentemente usado em retórica política para denotar um governante tirânico ou opressor.
- Teerã: Capital do Irã e frequentemente usada como metonímia para o governo iraniano.
- Crise econômica no Irã: Período de grave instabilidade financeira, caracterizado por desvalorização monetária (rial) e inflação, que contribuiu para os protestos de 2026. Em um ano, o rial perdeu 56% de seu valor frente ao dólar, e o preço dos alimentos teve um aumento médio de 72%.
- Guerra Irã-Israel: Conflito de 12 dias ocorrido em junho de 2025, que enfraqueceu o regime iraniano e aumentou o descontentamento popular.
- Estreito de Ormuz: Uma das principais rotas de petróleo do mundo, fechada por motivos de segurança após os ataques de 28 de fevereiro de 2026.
- Guerra por procuração: Estratégia de conflito indireto, como o financiamento iraniano de grupos como Hezbollah e Hamas, que provocou atentados contra cidadãos israelenses e ocidentais.

